terça-feira, 15 de agosto de 2017

Evolução Profissional

Sérgio Dal Sasso

Evoluir é conquistar um estagio tradutor das informações necessárias para uso naquilo que pretendemos, garantindo a renovação para melhorias das performances.
Mais do que inteligência, toda a evolução sempre estará ligada à forma pratica de se obter meios facilitadores, ou seja, a competência está na capacidade conjunta entre negócios e pessoas para que tenham potencial de separar o que é perda de tempo do que acrescenta e estreita vínculos. Bons projetos são aqueles que conseguem fazer com que os outros percebam vantagens e desejos para a substituição, todo o resto é bobagem.

Sérgio Dal Sasso,  
gestão de negócios, consultor e palestrante,  
 
O mundo, pelo excesso de oferta e natural evolução competitiva, estará sempre desenvolvendo filtros seletivos para optar pelos modelos que mais suportem as formas que cada um tem para construir seus gostos e negócios. Trabalhamos para ter o melhor produto de escala, mas com diferencial de oferta para atender os estilos das diversas tribos, desta forma é inevitável que um mesmo produto atenda a diferentes finalidades.

Assim os negócios não são feitos pelo que aparentemente oferecem, mas pela forma com que são moldados para atender diversidades de situações e valores. Na pratica mesmo um veiculo popular, pode satisfazer a todo tipo de consumidor, de todas as faixas aquisitivas, podendo ser o primeiro carro de um jovem, vestindo seus ideais e valores ou ao mesmo tempo atender a um respeitado executivo de uma empresa para monitorar a sua segurança. Nestes casos será a linguagem e o conhecimento da necessidade versus o domínio do processo que fará a diferença para garantir a própria escala.

Falando em negócios, nas ultimas décadas acumulamos uma serie de recursos facilitadores para uso no exercício das atividades. Um dia observando um velho amigo surfista, verifiquei que não estava usando “lasch”, aquela cordinha que segura a prancha quando “neguinho” cai na onda, e sabendo que essa ausência não era por problemas de custos, perguntei o porque da dispensa do acessório e a resposta foi que não queria ficar preguiçoso, acomodado e vacilar nas ondulações. Essa era a sua formula para continuar a trabalhar na seleção e qualidade do seu próprio desempenho. 

Das ondas para os negócios, tecnologia demais pode acomodar, causando distanciamento dos pequenos detalhes somente percebidos quando no “front” dos acontecimentos, aonde sempre é indispensável sermos presentes e atuantes, pois para equações de volumes, devemos estar perto da fonte dos detalhes, dos costumes e assim propor o que chamamos de tendências.
Penso que toda profissão nasce da nossa capacidade no lidar com pessoas, na experiência do campo e sua evolução como abridor de portas, na missão de dominar e superar as metas, no amadurecimento necessário para a própria evolução e seleção dos produtos e ou serviços que representamos, na disposição de conhecer e se envolver com os mercados, e na visão refinada para orientar aqueles que destinamos nosso trabalho. Creio que tudo isso completa o perfil de qualquer atividade, que hoje não mais se resume no domínio do exercício satisfatório, pois como no caso do surfista, isso não mais funciona para quem quer vencer em mercados tipo funil aonde até a densidade do suco faz diferença.

Ainda não conheci um grande executivo que não tenha sido office-boy, um grande vendedor que tenha crescido com a ausência do aprendizado e conhecimento enfrentando à gestão de problemas para o domínio dos seus clientes. 

Hoje entendo o como é importante saber selecionar os meios para a educação e evolução, saber escolher o show daqueles que realmente se tornaram talentos pelo resultado de um trabalho acrescido de sucesso, vivência e experiência.
Nunca acredite que o branco pode ser mais branco, pois essa é uma cor única que jamais sofrerá variações.

domingo, 13 de agosto de 2017

Administração, ética e resultados

Sérgio Dal Sasso


Sérgio Dal Sasso, gestão de negócios, consultor e palestrante,  www.sergiodalsasso.com.br

Do jeito que a causa publica está bem representada, to pensando em ficar um pouco mais leve com as teorias da administração, substituindo-as por um MBA pratico voltado a bandidagem e seus meios facilitadores para uma aposentadoria plena e ainda melhor, antecipada.
Passo uma vida tentando educar saudavelmente profissionais e empresas, mas a cada dia vai ficando mais complicado, pois esses meninos da praça da Sé persistem com a exposição de fotos nas primeiras paginas da mídia, ocupando espaços de coisas e causas que podiam ser mais produtivas. 

Mas tudo bem, cada um tem sua missão, e de certo, o que hoje é tupiniquim, amanhã será incorporado por uma necessidade de sobrevivência real, somada com a obrigatoriedade de uma gestão de suporte ao mercado, e não o contrario. 

Nunca devemos esquecer que o que fazemos para viver depende desde o inicio, do ser bom para garantir durabilidade, pois mesmo fazendo certo já é muito difícil acertar caminhos que garantam a capacidade de renovação diante da complexidade evolutiva, da adaptação às leis que regem os mercados, suas exigências e diversidades de opções. 

Temos como opção de vida, pular lógicas para antecipar resultados, mas nunca podemos esquecer que existe muita afinidade entre riscos e rentabilidade. Nos limites do resultado podemos traficar cocaína ou investir na poupança, a opção é de cada um, assim como o tributo a ser carregado pelo peso da consciência, pois a ética é o equilíbrio que conforta o sono dos justos, possibilitando que os atos alimentem a admiração que plantamos para estabelecer famílias.

A garantia de uma gestão saudável de muito supera as intenções das missões e valores pretendidos. Dependem de uma formação com fundo idealista acima do materialista, aonde os propósitos se confundem com o amor e repatriação de possibilidades aos próximos para que continuem próximos.
 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Colheres tortas

Conrado Adolpho 

Conrado Adolpho Vaz (www.conrado.com.br) educador, publicitário, estrategista e palestrante. Sua formação vem de escolas de excelência como ITA e Unicamp. Há mais de 12 anos vem preparando adolescentes e adultos para vencerem grandes desafios com determinação e criatividade. Escreve e ministra seminários, palestras e treinamentos em webmarketing e marketing digital, marketing pessoal, marketing educacional, vendas, atendimento ao cliente e planejamento pessoal.
O homem, consumido pelo dilema do pós-morte, suplicou para que Deus o levasse ao céu e ao inferno para conhecê-los. Deus resolveu atendê-lo e assim o fez.  
Após sua viagem espiritual, contou aos seus amigos o que tinha visto.
- Como é o inferno ? Perguntaram-lhe.
- O inferno é algo de horrendo. Logo na entrada há uma ampla mesa redonda com milhares de almas sentadas a sua volta. No centro da mesa, muito mais longe do que qualquer braço poderia alcançar, há uma enorme tigela com uma sopa muito cheirosa e apetitosa. Como ninguém a alcançaria, Deus lhes deu enormes e antigas colheres para que pudessem se alimentar, porém, as colheres, por terem sido muito castigadas pelo milênios, estas são irregulares e muito tortas. Ninguém consegue se alimentar, pois derramam a sopa antes dela chegar-lhes à própria boca. Centenas morrem de fome todos os dias em frente ao alimento que lhes salvaria.
 
  Comoção  geral. O inferno realmente uma visão que ninguém quereria para si.
 
 - E o céu? Diga-nos como é o céu.
- O céu é algo de maravilhoso. Logo na entrada há uma ampla mesa redonda com milhares de almas sentadas a sua volta. No centro da mesa, muito mais longe do que qualquer braço poderia alcançar, há uma enorme tigela com uma sopa muito cheirosa e apetitosa. Como ninguém a alcançaria, Deus lhes deu enormes e antigas colheres para que pudessem se alimentar, porém, as colheres, por terem sido muito castigadas pelo milênios, estas são irregulares e muito tortas. Como seria muito difícil levar a sopa à própria boca, um alimenta o outro e as milhares de almas vivem em constante paz e harmonia.
 
Você acha que essa história está muito longe da sua realidade? Que não passa de uma fantasia à la Esopo?
 
Ela está acontecendo a todo momento em seu coração.
 
Consideramos determinados lugares ou situações o nosso inferno e em outras ocasiões, achamos estar no paraíso. Assim como Al Ries escreveu que o marketing é uma batalha de percepções, a vida também é uma batalha de percepções. Não existe realidade mas sim realidade percebida. Você faz de sua vida um paraíso ou um inferno. Tudo depende da maneira como enxerga uma situação, como um problema ou como uma oportunidade.
 
Todo o Universo está dentro de você.
 
Quando estiver diante de um cliente, diante de uma venda ou diante de um problema, pense nas percepções relativas que cada um de vocês estão tendo da situação. Isso o ajudar a fechar muitos negócios
Pense nisso.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

A escada rolante

Antonio Lazarini

 Antonio Lazarini é palestrante e consultor
Site www.antoniolazarini.adm.br
 
Que o mundo gira, todos já sabem. Mas que o mundo é uma escada rolante, isto parece ser novo, até porque escada rolante não é coisa tão velha quanto o mundo. Porém, ainda há um detalhe a mais. O mundo é uma escada rolante que desce. Que desce, nunca para e que, além de não parar, aumenta cada vez mais sua velocidade para baixo. E o mais importante disto tudo é que estamos nesta escada. Assim, se nada fizermos, em pouco tempo estaremos no piso debaixo. Em seguida no de mais abaixo ainda, e assim sucessivamente, até que cheguemos sabe-se lá onde.

No entanto, se não quisermos que isto aconteça, devemos andar na escada rolante na direção contrária ao seu movimento (coisa que não se recomenda no mundo real). Mas, se apenas andarmos na direção contrária, na mesma velocidade da escada, isto evitará que desçamos, o que ainda não será suficiente para que caminhemos para cima. Se quisermos subir, temos que andar no sentido contrário ao da escada, porém, com velocidade superior à dela.

Trazendo esta parábola para o mundo em que vivemos, podemos perceber que ela muito se parece com que nos cerca. Senão, vejamos: muitas pessoas têm um emprego e, ao invés de buscarem seu desenvolvimento - aprendendo novas habilidades, competências - de forma que a empresa onde trabalham, sinta-se muito satisfeita com o resultado do seu trabalho, preferem reivindicar, buscar a justiça e outros artifícios para se manterem em seus empregos. Não que reivindicar ou recorrer à justiça seja algo reprovável; apenas são atitudes que devem ser tomadas em última instância. Seria o mesmo que desejar parar a escada rolante a fim de que ela não nos leve ao piso debaixo. Há muitas alternativas que podem e devem ser adotadas antes. Não vamos falar de ir à escola como a única, isto porque ela pode não estar ao alcance de muitos, embora sempre seja um caso a ser considerado.

Uma alternativa simples e barata são os livros. Eles estão por aí nas inúmeras bibliotecas públicas. O único trabalho é passar por lá, apanhá-los, lê-los e depois devolvê-los (esta última etapa é indispensável para que outras pessoas possam fazer o mesmo). Eles podem ser lidos no transporte público, nas horas vagas e até no trabalho (as empresas inteligentes já sabem que isto é bom, permitem e até incentivam esta prática). Claro que há livros mais fáceis e agradáveis de serem lidos e outros que nem tanto. O fato é que depois que se acostuma a lê-los, não se consegue mais parar (ah se todos os vícios fossem tão bons quanto este!).


Desta forma, a leitura se transforma em uma diversão que nos leva ao mundo dos fatos, das ideias e dos conceitos, sejam eles antigos ou novos. Forma-se um redemoinho em que cada vez mais informações chegam à nossa mente e, quando nos damos conta, já mudamos nossos conceitos, valores e entendimento de tudo aquilo que nos cerca. Esta tomada de consciência, sem dúvida alguma, levar-nos-á a adotar uma postura de avanço, de contribuição para as empresas e para o mundo; fará das pessoas empregados desejados, empreendedores de sucesso, pais conscientes, amigos de verdade e, por fim, cidadãos completos que farão deste mundo um lugar digno de se viver e de se compartilhar a vida.


publicado em 30/05/2007 originalmente em partes como: www.partes.com.br/emrhede/antoniolazarini/escadarolante.asp

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Intimidade com vendas!

Sérgio Dal Sasso

A competitividade faz com que o fator de convencimento para a troca de bens e serviços pese cada vez mais para a dependência do conhecimento e habilidade do gestor de negócios, muitas vezes mais do que a própria marca representada.
A conquista de uma única venda até pode ser por impulso. Mas para gerar garantia de permanência ativa nos relacionamentos de negócios deve-se antecipar a visão do que acreditamos ser bom para o amanhã, fazendo hoje a surpresa responsável pela sua visibilidade e aceitação.
Para continuar despertando interesse, os detalhes de um observador atento pesarão como diferencial as soluções de avanço do negócio representado. Todas as percepções de mudanças comportamentais do mercado devem ser incorporadas ao perfil do gestor de vendas, que terá que superar suas atenções e empenhos relacionados com conquistas de metas, adicionando ambição e crescimento para a produção de ações que garantam qualidade e projeções necessárias a sua própria evolução.
Vender está muito mais para geração adicional de suporte e assistência, do que a própria e correta entrega dos itens previamente contratados. É desta forma que oferecemos motivos reais para transformar presença em uma bem quista e indispensável necessidade.

 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

60 minutos - raizes para um sonho executável

Sérgio Dal Sasso


Um brinde as raízes e preservações culturais manifestadas em formas e gêneros que fazem desse
Sérgio Dal Sasso, educador em gestão de negócios.
País algo tão diferente e especial. No carnaval, alimentado na base de um vinho do sul, uma cerveja ou uma Cajuína do nordeste podemos sentir o pulsar uniforme, aonde cada origem e tradição conquista e produz seus momentos em uma fotografia única de demonstração da felicidade.
Nesse momento de festas aonde a receita se integra pelo turismo da alegria, não se mede os valores necessários, já que cada um faz a sua alegria da forma como pode, e o que vale disso tudo é a união pelo coração diante da magnitude do que representa a criação, execução e resultados do que chamamos carnaval nacional.
Nessa revelação anual de criatividade e técnica conseguimos sempre demonstrar que uma grande resposta tem que ser recheada de amor, de superação e que tudo que deve ser produzido ou servido tem que ter um coração executor que trabalha em paralelo com conceito de “manter o feliz acima de tudo”.  
É no ritmo precioso das baterias, no conjunto enriquecido de gente, harmonia e imagens aonde demonstramos que um tema proposto é resultado da pratica contínua para se chegar ao início, garantir a evolução no meio e conquistar a finalização pretendida ao final e sempre dentro das regras pré-definidas.
Que possamos avançar pela reflexão de que a verdadeira e justa política pode ser ricamente desenvolvida quando se oferece a oportunidade real aos seus executores, que por sinal nesse caso é o povo “sem gravata”, que sempre nos oferta com a lição de quem consegue comandar esse País por quatro dias, mostrando o como deveriam ser os 360 restantes quando se permite que o criativo não fique retido por falta de incentivo.
Entre tantas emoções os amores revelam seus cenários pelas paixões. Que isso tudo não tenha o fim nas cinzas das quartas feiras.

publicado em 16/03/2009 como www.partes.com.br//emrhede/dalsasso/60minutos.asp

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Exemplos e opiniões




* por Tom Coelho

O mundo está repleto de opiniões, umas mais assertivas do que as outras.
Cada qual se preocupa em denotar a força de sua própria argumentação. Mas o
que precisamos verdadeiramente é de exemplos.






"Depois de escrever, leio... Por que escrevi isto? Onde fui buscar isto?


De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu..."


(Fernando Pessoa)






À medida que um escritor vai criando intimidade com seus leitores, algumas
questões surgem com naturalidade. São perguntas que ora beiram o abismo do
interesse filosófico e conceitual, ora margeiam o precipício da mera
curiosidade pessoal. Algumas chegam de mansinho, escondidas num longo e-mail
contendo elogios e considerações diversas. Outras são aladas, chegam rápido
no rastro de Mercúrio e são diretas e objetivas.



Não posso furtar-me a responder a qualquer uma delas por um motivo muito
simples: sou eu o primeiro inquisidor que, atrevidamente, invade lares e
escritórios, ao alvorecer ou ao anoitecer, sem pedir licença, apresentando
ideias, convidando ao debate e instigando à reflexão.



Neste contexto, a pergunta mais recorrente tem sido: "Você é ou consegue ser
assim como escreve?".





Perguntas e respostas



Escrevo aquilo que penso sobre aquilo em que acredito. Fruto de muita
leitura, vivência e reflexão, escolho temas que me afligem a alma, pedindo
espaço para se manifestar, gritando pela liberdade e clamando por
alternativas e soluções. Manifesto meu ponto de vista e fico à espera de
comentários capazes de auxiliar-me a encontrar respostas. Tenho aprendido a
fazer as perguntas, talvez mais acertadamente. Porém quanto mais estudo,
quanto mais investigo, mais me sinto o próprio ponto de interrogação. E
desejo encontrar as respostas. Coletivamente.



Mas o que escrevo não corresponde com exatidão a quem sou. É uma cópia
melhorada, a projeção de quem desejo ser. Ao escrever, assino contratos com
o mundo e comigo mesmo. Isso gera comprometimento. E comprometer-se com o
que não se pode realizar gera angústia que, por sua vez, conduz à tristeza.
Como não estou aqui para ser triste, não vou estreitar propositadamente meus
caminhos para a felicidade. Desejo, pois, assumir o que se possa cumprir.
Melhor um resultado pequeno do que uma grande promessa.





Utopia



Fernando Pessoa disse que "o poeta é um fingidor". Rubem Alves diz que
"escreve o que ele não é". E ambos asseguram que é melhor não conhecer
pessoalmente o autor, sendo mais seguro ficar com o texto.



Penso diferente. Comecei a escrever como articulista, ou aquele que escreve
artículos. Transitei para a missão de cronista, versando sobre o cotidiano.
Quem se dá a este trabalho tem sempre alguma poesia dentro de si. Aí haverá
quem diga que poeta vive no mundo da lua, viajando pelo planeta dos sonhos,
na imaginária galáxia da utopia.



Pois digo que toda utopia é uma realidade potencial. E se escrevo sobre o
que sonho é porque sonho com o que escrevo. E que pode se concretizar. E que
fica mais concreto quando se põe no papel e se compartilha com o mundo, que
passa a sonhar junto.



O que escrevo é melhor do que sou hoje. É o que vou buscar. E quando melhor
pessoa eu for amanhã, novos escritos demandarão uma nova pessoa, ainda
melhor, num processo que não tem fim. Não sei onde foi o ponto de partida, e
não me interessa qual a estação de chegada. Bom mesmo é apreciar a paisagem
durante a caminhada. Observar os campos verdejantes e o orvalho na relva.
Sentir o brilho cálido do sol e a brisa refrescante acariciando a face.
Transpor as pedras, as valas e as pontes quebradas ou inacabadas que surgem
pelo trajeto.



A vontade é muito grande de tentar varrer o assunto, esgotar o inesgotável.
Sempre faltará um verso, uma frase ou uma assertiva qualquer, negligenciados
que são pela memória. Sou vários num só e aquele eu mais prático interpela o
meu eu mais sonhador quando uma lauda acaba.





Take home value



Há uma frase muito utilizada entre os economistas: take home value, ou
literalmente, "o valor que levamos para casa". Esta é uma tese que merece
atenção.



Quando você sai de sua casa para uma reunião, uma palestra, um encontro ou
qualquer outra atividade, o que você tira de proveito deste evento que lhe
possibilita retornar ao lar melhor do que quando saiu? Quais lições você
extraiu dos momentos que dedicou ao referido acontecimento? E o que você
legou às pessoas que estavam em sua companhia para também fazê-las melhores?



Madre Teresa alertava que não podemos permitir que alguém se afaste de nossa
presença sem sentir-se melhor e mais feliz. E não podemos admitir o mesmo em
relação a nós mesmos. Já Rimpoche dizia que "o melhor que podemos fazer por
uma pessoa é dar a ela a oportunidade de nos oferecer o que tem de melhor".



É o que procuro fazer a cada palavra. Elas não são escritas, mas desenhadas.
Não são digitadas, mas dedilhadas. Porque contêm carinho. Porque desejo
compartilhar até o que ainda não sou. Porque é como o pão que alimenta: o
melhor é sua partilha, sua divisão.



O mundo está repleto de opiniões, umas mais assertivas do que as outras.
Cada qual se preocupa em denotar a força de sua própria argumentação. O que
precisamos verdadeiramente são de exemplos. Fazer, praticar, aplicar. Não se
deve mudar de opinião se não se pode mudar de conduta. Mas se mudar for
possível, faça-o por você, pelos que o cercam e pela utopia de um mundo
melhor para se viver.





* Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em
17 países. É autor de "Somos Maus Amantes - Reflexões sobre carreira,
liderança e comportamento" (Flor de Liz, 2011), "Sete Vidas - Lições para
construir seu equilíbrio pessoal e profissional" (Saraiva, 2008) e coautor
de outras cinco obras. Contatos através do e-mail
tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite:
www.tomcoelho.com.br e
www.setevidas.com.br.