sábado, 27 de dezembro de 2008

PERSPECTIVAS PARA UM MUNDO NOVO




* Eduardo Antunovic

No trimestre final de 2008, a crise econômica se sobrepôs à temática ambiental na escala de prioridades das empresas e dos meios de comunicação. Sobreviver à redução do crédito e à estagnação que tomam de assalto os países ricos impõe um debate urgente e necessário. Nem por isso, entretanto, podemos deixar em segundo plano a busca por um caminho que permita compatibilizar geração de riquezas com equilíbrio ambiental.
Escrevo este artigo no último dia da 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas, realizada em Póznan, Polônia. Acompanho as notícias do Brasil e descubro que o nosso foi apenas um dentre 189 países participantes. Durante dez dias, especialistas e representantes governamentais – o nosso era Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente – discutiram o combate ao desmatamento, a permuta de tecnologia e o financiamento de ações ambientalmente corretas. O objetivo é formatar um acordo capaz de substituir o Protocolo de Quioto, que expira em 2012. Não é fácil conciliar interesses divergentes, mas a próxima rodada de discussões só acontecerá dentro de um ano, na Dinamarca.
Firmado em 1997, o Protocolo de Quioto determina que as nações industrializadas devem reduzir, até 2012, cerca de 5% das emissões de gases de efeito-estufa em relação aos níveis registrados em 1990. Países emergentes como o Brasil estão desobrigados de cumprir metas e podem beneficiar-se com a comercialização de créditos de carbono. Assim, as empresas brasileiras que reduzirem suas emissões de CO2 – pela substituição da matriz energética fóssil por uma fonte limpa e renovável, por exemplo – podem submeter seus projetos ao Ministério da Ciência e Tecnologia e pleitear a aquisição de créditos de carbono junto a um conselho internacional de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Os resultados de um projeto dependem de auditoria externa credenciada para se tornarem válidos e os créditos dele decorrentes podem ser negociados em bolsas de carbono, em modelo similar ao adotado pelas bolsas de valores. No ano de 2007, o mercado de carbono movimentou 30 bilhões de reais ao redor do mundo. A possibilidade de comercializar créditos de carbono não é o único estímulo para as empresas brasileiras investirem em MDL. No Brasil e no mundo, os consumidores estão cada vez mais atentos à ética ambiental de seus fornecedores. A tendência é que as organizações não-alinhadas às normas ambientais sejam “engolidas” pelo mercado.
O Plano Nacional Sobre Mudança do Clima (PNMC–Brasil), disponibilizado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima do Governo Federal no início de dezembro, contém um inventário das emissões de gases de efeito-estufa, sobretudo o dióxido de carbono, o óxido nitroso, o metano e os hidrocarbonetos. Elaborado especialmente para a apresentação brasileira na Conferência de Póznan, o PNMC revela, dentre outros dados, que as indústrias são responsáveis por apenas 9% do total de emissões de CO2, por 1% das relativas ao gás metano e 4% de óxido nitroso.
Porém, mesmo sem ser o “vilão do meio ambiente” de outrora, quando estava associado às fumaças escuras das chaminés e à contaminação dos rios, o setor manufatureiro é fortemente pressionado pela opinião pública e os órgãos fiscalizadores. Ao mesmo tempo, as fábricas estão cada vez mais empenhadas em minimizar os impactos ambientais de suas atividades.
Além disso, o respeito ao meio ambiente está intrinsecamente ligado à responsabilidade social. Cada vez mais distante da obsoleta prática filantropia convencional, esse conceito tornou-se sinônimo de gestão ética e transparente, com foco no desenvolvimento sustentável, na preservação dos recursos naturais e culturais para as gerações futuras, no respeito à diversidade e na mitigação das desigualdades.
Atender às necessidades desse novo mundo não é tarefa simples. Para o executivo, significa estar atento aos novos anseios da sociedade e possuir visão estratégica de longo prazo. Somente assim ele será capaz de converter as exigências em oportunidades e de contribuir efetivamente para a criação de uma nova identidade empresarial, em que a sustentabilidade tenha ligação intrínseca com as áreas estratégica, operacional, financeira e comercial.

* Eduardo Antunovic é diretor-geral da CTPartners na América Latina.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Seminário gratuito reúne presidentes de grandes empresas e consultores

Instituto Via de Acesso promove Seminário "Ousadia e Conduta", no Maksoud Plaza, dia 25 de setembro, com a presença de Carlos Bretos (Lexmark) , Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), César Souza (Empreenda) e Clóvis Tavares( Magical Company).


Pelo terceiro ano consecutivo, o Instituto Via de Acesso promove um seminário gratuito, de grande porte, contando com a presença de personalidades do mundo empresarial. O evento ocorrerá no Salão de Convenções do Hotel Maksoud Plaza, a partir das 9 horas. O objetivo é transmitir ao público as novas diretrizes e paradigmas sobre carreira e desenvolvimento profissional para quem pretende se inserir e se manter no competitivo mercado de trabalho. O seminário é direcionado a empresários, executivos, educadores, estudantes, estagiários e funcionários públicos.

Serão quatro palestras com a participação de dois presidentes de empresas falando sobre como fazer carreira em suas instituições e dois consultores fornecendo orientações sobre desenvolvimento profissional.

Programação

9h15 - Palestra "O que você irá deixar para as próximas gerações?" com César Souza. Consultor, autor e palestrante, César Souza é presidente da Empreenda, empresa de consultoria em Estratégia, Marketing e Recursos Humanos. O consultor já atuou como vice-presidente da Odebrecht of América e sócio-diretor do Monitor Group. Possui MBA pela Vanderbilt University e graduou-se em Administração de Empresas na Universidade Federal da Bahia

11h00 - Palestra "Até onde aumentar a sua performance?" com Clóvis Tavares. Sócio-diretor da Magical Company, maior empresa da América Latina no segmento de Mágica Corporativa. Clóvis é mágico há 34 anos e especialista em "Advanced Marketing" pela State University of New York.

14h15 - Palestra "Carreira e atitude empreendedora caminham juntas?" com Carlos Bretos. Atual presidente da Lexmark do Brasil, Bretos atua no mercado de tecnologia desde 1983. Já ocupou cargos executivos em empresas como Hewlett Packard, Compaq e Unisys. O executivo é formado em Engenharia Elétrica/Eletrônica pela FAAP e Administração de Empresas pelo Mackenzie, pós-graduado em Marketing pela ESPM e tem MBA Executivo Internacional pela USP.


16h00 - Palestra "Sua carreira é de quem?" com Luiza Helena Trajano. Diretora Superintendente do Magazine Luiza, a empresária iniciou suas atividades ainda menina. Trabalhou em todos os departamentos e funções da empresa. Assumiu a diretoria em 1991 com a criação de uma holding. Promoveu o crescimento da empresa com novos modelos de negócios e criou as Lojas Eletrônicas Luiza. Já ganhou várias premiações, destacou-se como lojista do ano e recebeu o prêmio "Mérito Lojista 2004" . Também recebeu o prêmio "As mulheres mais influentes do Brasil" da Gazeta Mercantil e Revista Forbes Brasil. Pela Editora Três (Revista Isto É)foi premiada como "Empreendedora do Ano". Hoje, Luiza é considerada como exemplo de sucesso pelos estudantes de administração.

O evento conta com o patrocínio da Solví e com apoio de conceituadas empresas como a Caixa Econômica Federal, Metrô, Jaraguá Equipamentos, BASF, Laboratórios Wyeth, Magazine Luiza, Lexmark, Empreenda e Magical Company

As inscrições devem ser feitas pelo site www.viadeacesso.org.br . No dia do evento será solicitado 1 quilo de alimento não perecível por palestra. Os alimentos serão doados pela Ong ao banco de Alimentos de São Paulo.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Centro de Inovação e Criatividade ESPM lança o curso “Gestão da Inovação”

São Paulo, 15 de setembro de 2008 – Atualmente, um dos principais desafios das empresas nacionais é a inovação, no entanto, os investimentos na área são baixos para o melhor desenvolvimento das empresas. Para mostrar como as instituições e profissionais podem conduzir o processo de gestão da inovação por meio de metodologias e modelos estruturados, o Centro de Inovação e Criatividade ESPM lança o curso “Gestão da Inovação”, com início em outubro.



O programa, pioneiro no mercado nacional, visa formar gestores da inovação aptos a atuar nas mais diferentes frentes de negócios. As aulas abordarão tanto a estratégia quanto a operação como parte do planejamento estratégico das empresas. Ao longo do curso, o aluno contará com questões fundamentais como a importância de todos os colaboradores no ato de inovar, as principais tendências do mercado e fatores chaves de sucesso. O participante conhecerá também o conjunto de ferramentas para o desenvolvimento do negócio, os caminhos para a inovação e o conceito de experiência de marca como diferencial competitivo, criatividade na inovação, planejamento operacional e inovação em serviços.

Um dos principais diferenciais é a ênfase no profundo conhecimento do consumidor com o objetivo de gerar novas idéias. Desta forma, os alunos terão contato com as diversas técnicas e ferramentas, além de atividades em campo que possibilitam vivências com as metodologias de pesquisa, entre elas, a etnográfica. Na seqüência, o resultado do material coletado, será avaliado e mensurado com o intuito de mostrar como o conteúdo será aplicado na inovação de produtos e serviços.

Nas aulas práticas, o aluno terá acesso ao laboratório de Crodsourcing. Por meio desta ferramenta colaborativa virtual será possível utilizar e aplicar o processo de geração de insights dentro e fora dos limites das empresas. Com duração de 68 horas/aula, distribuídas ao longo de dois meses, as aulas serão ministradas por especialistas que já atuam com o processo de inovação e por professores que compõem o corpo docente da ESPM. O curso é voltado para profissionais da área de marketing, administradores de empresas de todos os portes, empreendedores e o pré-requisito é apresentação do certificado do curso superior.

As inscrições estão abertas. Para participar, os interessados podem fazer a inscrição pelo site www.espm.br/inovacao ou pelo telefone (11) 5085-4682.



Gestão da Inovação / Centro de Inovação e Criatividade ESPM

Inscrições abertas até 30 de setembro (terça-feira) pelo site www.espm.br/inovacao

Duração 68 horas/aula.

Início das aulas: 02/10

ESPM – Campus Profº Campus Francisco Gracioso

Prédio Otto Scherb

Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana

sexta-feira, 11 de julho de 2008

E a Internet Parou!

Sérgio Dal Sasso: Palestras, Treinamentos, Aulas Magnas, Consultoria - Administração, Educação Corporativa, Empreendedorismo – 03/07/2008.

Em 03 de julho de 2008, o principal sistema de banda larga do Estado de São Paulo, simplesmente parou. No meu caso percebi a ausência da conexão a 1h00 da madrugada, e como todos os usuários dependentes, ficamos em parafuso.

Primeiramente diante desse colapso virtual, logo achei que o problema se encontrava em algo dentro do meu próprio sistema. Ajusta aqui, limpa ali, tiram-se o excesso de spams acumulados nos arquivos temporários, reorganizam-se os dados acumulados no Windows e nada.

O desespero tornou-se maior e ai vem a última tentativa, acionar contato com os responsáveis. Digita-se o telefone com DDD e logo vem a fantástica notícia (em forma de recado eletrônico) de que o sistema está fora do ar, mas que em pouco tempo (prazo de uma hora) tudo estará resolvido.

Passa-se tal hora, mais e mais, e verificamos que a coisa é seria. A rede é hoje tão vital para os negócios, como eram os cadernos de apontamentos do passado, a máquina de datilografia, a Xerox, os “combines” que fazíamos nos PC consolidando dados, em proporção com o volume de pessoas necessárias para tocar tudo isso. Ainda lembro bem que quando usávamos mais o potencial humano diante dos conflitos, as soluções paliativas criadas eram menos impactantes, do que o despreparo atual “pessoas x tecnologia”, quando detectamos obstáculos.

O mundo nos integrou, mas com o mal de concentrar e convergir tudo para o hábito da facilidade eletrônica. Aproximou-nos em escala de um universo de pessoas, mas que no fundo, tal como a dependência da rede, vem transformando nossas aproximações em algo estranho pelos extremos: Aberto, mas distante das saudáveis relações duradouras.

Não cabe nesse momento justificar o porquê das causas que geram as interrupções, apenas reflito quando um dos motivos maiores é o de vender na frente da adequação de suporte, fazendo com que o atrativo do marketing de massa acumule ganhos, antes da real sustentabilidade estratégica para que prevaleçam garantias de qualidade e respeito ao consumidor. Resumindo... Estamos perdendo os princípios da dignidade e transparência, por processos de negociações dirigidos e insistidos diante de um consumidor de impulso, com atitudes articuladas artificialmente para satisfazer o presente, sem a plena certeza de que vamos sustentar o próprio futuro.

Cabe-me também agradecer essas ausências temporárias e virtuais, para que possa refletir que nada disso tem grande valor quando deixamos de lado as coisas que ainda devem ser feitas para que sejamos apenas felizes.

Obrigado “Telefônica”, pelo dia de reflexão que nos propiciou! Prometo que não ligo mais para receber as mesmas explicações, automatizadas e possíveis dentro de tanta ganância por volumes, que respondem por um total distanciamento do que seria o investimento ideal, com a inclusão de gente que de fato entenda de gente. Segue uma breve sugestão para o momento: Tente fazer menos marketing e acertar aquilo que se propuseram de forma a evitar que um exército de clientes deserte pelo não mais acreditar no que vocês construíram.



www.sergiodalsasso.com.br

www.educacaoprofissional.com.br

www.sergiodalsasso.blogspot.com

sexta-feira, 27 de junho de 2008

GESTORES PRECISAM, MAS NÃO SABEM COMO DELEGAR FUNÇÕES

O ideal é que a liderança invista em conhecer as pessoas, perfil psicológico e desenvolver equipes, para poder delegar e obter resultados efetivos com pouca supervisão



*Paulo Chebel



Junho de 2008 - Delegar uma atividade à alguém quer dizer pedir para que uma pessoa ou grupo execute certas ações de acordo com o entendimento do solicitante. A grande dificuldade em delegar está no sentimento que as pessoas têm que outras pessoas não farão a atividade solicitada tão bem quanto elas mesmas. O provérbio popular que diz ‘Se quiser que algo seja bem feito, faça você mesmo!’, tem muita verdade embutida, pois as pessoas não checam o entendimento do que foi pedido e por consequência o resultado não é compatível com a solicitação.

Em primeiro lugar temos que avaliar a comunicação entre o solicitante e o executor. Nem sempre o que foi solicitado é interpretado pelo interlocutor como o solicitante gostaria, mas o mesmo não checa o entendimento, e vice-versa. O que é checar o entendimento? É uma técnica muito simples e de fácil execução, mas 99% da pessoas não a aplica por vergonha, desconhecimento, preguiça, etc. Faça um teste, quando alguém lhe pedir algo diga o seguinte: ‘vou repetir o que você disse, com as minhas palavras, para ter certeza que eu entendi corretamente o que você está pedindo”. Desta forma você garante que a mensagem foi interpretada da forma correta e se a sua interpretação não estiver correta com certeza será corrigida.

O segundo ponto a ser analisado é o perfil psicológico de cada pessoa. Não é tão difícil assim perceber que as pessoas são diferentes e por consequência agem de forma diferente perante a mesma situação. Para tornar um assunto que é complexo de fácil entendimento podemos usar um exemplo. Pense em um contador, um analista financeiro, ou cargo similar, que executa tarefas repetidas diariamente e que precisa prestar muita atenção para não classificar uma conta contábil incorretamente ou realizar uma análise financeira imprecisa. O trabalho precisa ser feito, checado e verificado antes de ser entregue ou concluído. Conhece alguém?

Imagine agora que você vai lançar um novo produto e precisa de uma identidade visual para este novo produto. Vá até o contador, analista financeiro ou similar e peça para ele ou ela desenvolver esta identidade visual. O que acontecerá? É isso mesmo, ele ou ela terá muita dificuldade em realizar a tarefa e o produto final não será muito bom. Faço o inverso, peça para uma pessoa de marketing ou posição similar, para auditar ou conferir um balanço contábil. Você verá como é fácil deixar alguém extremamente irritado e incomodado.

Nesse exemplo fica claro que para delegar é preciso conhecer um pouco da personalidade e características do indivíduo para quem estamos delegando para não pedir algo que não ficará bom, não somente por falta de entendimento, mas também por falta de habilidade ou conhecimento para tal tarefa. Não podemos confundir vontade com habilidade e conhecimento.

Ao percebermos que as pessoas são diferentes, e que agem de forma única para a mesma situação, fica fácil demonstrar que ao formarmos uma equipe, composta por várias pessoas, temos que identificar o que cada um é capaz de fazer bem via suas habilidades e principalmente entender as características de sua personalidade. No entanto, é preciso salientar que quando as pessoas estão trabalhando em conjunto elas tem um comportamento específico que já foi estudado, por especialistas, e passa por 4 grandes etapas e somente na última etapa é que realmente irão trabalhar em conjunto apoiando-se mutuamente.

As 4 etapas, de acordo com Bruce Tuckman ou no modelo de Liderança Situacional de Hersey e Blanchard, são: ‘Formação’ da equipe - onde há muita incerteza sobre o trabalho e dependência do líder (Telling na Liderança Situacional), a segunda etapa é a de ‘Desordem’ (Selling na Liderança Situacional) - onde cada individuo tenta vender a sua idéia em detrimento das outras idéias apresentadas e a tomada de decisões depende muito da liderança, a terceira etapa é a ‘Normatização’ (Participating na Liderança Situacional) - onde as grandes decisões são consensadas no grupo e pequenas decisões são tomadas indiv idualmente em prol do grupo, mas a participação do líder ainda é necessária, e a quarta etapa é a ‘Performance’ (Delegating na Liderança Situacional) - onde a equipe, que não é mais um grupo, sabe o que esta fazendo e como, defende seu ponto de vista com união e uniformidade com pouquíssima dependência e interferência da liderança.

Isto quer dizer que uma tarefa poderá ser delegada para a equipe, quando estiver no último estágio – ‘Performing’ ou Delegating - e esta saberá como agir, necessitando pouquíssima interferência, e em conformidade com o líder que solicitou tal tarefa.

O ideal é que a liderança invista em conhecer as pessoas, perfil psicológico, e desenvolver equipes, segundo Tuckman, para poder delegar e obter resultados efetivos com pouca supervisão, ficando assim disponível para atuar em outros assuntos sem ter receito sobre o resultado do trabalho.



Paulo Chebel é especialista em direção empresarial e diretor da Outstretch Empreendimentos e Negócios – www.outstretch.com.br

LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO EM PRÁTICAS PROFISSIONAIS

Curso, em São Paulo, aborda como desenvolver a comunicação
escrita e a redação empresarial


Julho 2008 – Demonstrar, ampliar e exercitar métodos fundamentais para a correta elaboração de textos de trabalho cotidiano, tornando a comunicação interna e o atendimento a clientes mais adequados e proficientes é o objetivo do treinamento “Linguagem e Comunicação em Práticas Profissionais”, que acontecerá nos dias 10 e 11 de julho, em São Paulo.

Através de exploração de textos, exercícios escritos e orais, dinâmicas e interação do público-alvo, a facilitadora Elaine Cristina Giomo, professora há mais de 20 anos, mestranda no curso de Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Literatura e Crítica Literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, apresenta formas para melhorar a qualidade da comunicação escrita na vida profissional e pessoal.

O treinamento está voltado para os profissionais que precisam estar atualizados e aptos para multiplicar os conceitos à outros colaboradores da empresa em que trabalham e também as pessoas que utilizam da comunicação escrita em sua rotina de trabalho por meio de textos comerciais.

Serviço


São Paulo/ SP
Data: 10 e 11 de julho
Horário: das 8h às 17h30
Local: INSADI - Rua Bela Cintra, 967 - 8º andar - Cj. 81 - Ed. Padre Manoel da Nóbrega - Jd. Paulista - São Paulo/SP - Estação Consolação do Metrô

quarta-feira, 11 de junho de 2008

ME INCLUA FORA DISSO Uma Farsa Corporativa

ME INCLUA FORA DISSO Uma Farsa Corporativa

De 14 de junho a 03 de agosto

Disputa por promoções, ambição de ocupar o lugar do chefe, sonhos de consumo, metas impossíveis de serem atingidas, poder de cima para baixo e submissão debaixo pra cima.Tudo isso pode ser muito mais que a vida nas grandes corporações: é teatro!


“Me Inclua Fora Disso – Uma Farsa Corporativa” é uma reflexão bem-humorada sobre os aspectos que envolvem o dia-a-dia nas grandes multinacionais. O projeto pretende passar a limpo métodos de seleção, promoção e controle de comportamento humano no ambiente de trabalho contemporâneo, as chamadas “modernas técnicas de RH”, norteadas por lemas como: “o funcionário é nosso maior bem, o homem é o maior patrimônio da empresa”.

A peça quer revelar esse homem como um patrimônio, afinal ele conhece todos os meandros e entraves do processo produtivo, sabe como resolvê-los e, muitas vezes, tem idéias para isso; curioso é que essas idéias podem pôr em risco seu próprio emprego. Compreender e traduzir um fenômeno típico destes tempos de globalização: o fim do emprego fixo e o surgimento do monstro da terceirização; a extinção da “carteira assinada” e o nascimento das cooperativas de trabalhadores prestadores de serviços; a relação entre o trabalhador e as grandes corporações. Refletir de forma bem humorada sobre o homem perdido em meio a esse contexto histórico, dividido entre ideologias, exposto a um mundo de informações cada vez mais rápidas, lidando cada vez menos com pessoas e cada vez mais com um amontoado de máquinas e siglas e cargos, lutando com todas as suas armas para segurar seu lugar ao sol.

Em tom nitidamente conspiratório, quatro personagens se encontram num lugar da empresa onde nunca estiveram. Eles são muito diferentes um do outro, mas todos têm uma coisa em comum: a certeza de que seu futuro está nas mãos da empresa e de que a vida nas grandes corporações é a única saída. Após alguns minutos de impasse e questionamentos, o mistério é finalmente resolvido pela autoridade do RH: todos são concorrentes para uma promoção, com direito a toda regalia sonhada por qualquer executivo. Alguém será rebaixado e um outro será demitido.

Começa um verdadeiro “salve-se quem puder!” E, para conseguir tal promoção, eles terão que enfrentar uma série de disputas pessoais e outras tantas impostas pela empresa por meio de modernos jogos e dinâmicas de grupo “sintonizadas com o mundo globalizado”.

Tudo isso, com um agravante: quem decide o felizardo a ser promovido e o infeliz a ser demitido será o próprio grupo. A partir dessa revelação, as máscaras começam a cair e as verdadeiras opiniões sobre o mundo globalizado começam a vir à tona.

ARTIFICIOS CÊNICOS

Gerson Steves, autor e diretor de “Me Inclua Fora Disso”, após 25 anos atuando como publicitário e simultaneamente como ator/diretor e dramaturgo, decidiu elaborar uma reflexão sobre o tão decantado mundo corporativo com o qual conviveu. Atualmente capitaneia a preparação do espetáculo em paralelo aos ensaios de Megera Domada de Cacá Rosset, em que atua.

O nome da peça, Me Inclua Fora Disso, designa uma secreta sensação de todos aqueles que adentram o mundo labiríntico dos escritórios e departamentos das grandes empresas. Assim, um número menor de cadeiras e mesas que o de personagens, acentua o verdadeiro jogo das cadeiras que é o mundo corporativo.

O subtítulo, que qualifica a peça, Uma Farsa Corporativa, é quase indicador de gênero, em que personagens com características visivelmente acentuadas vivem um grande jogo de erros a acertos na busca de uma promoção. As quatro personagens centrais são conduzidas por uma quinta a uma sucessão e experiências inspiradas em jogos teatrais: inversões de papéis, construções de outras personagens, repetições, imitações, projeções imaginativas de futuro. Uma comédia ácida, com certo sabor de derrota iminente.

O cenário, a iluminação, o figurino e a sonoplastia remetem todo o tempo à aridez típica desses ambientes em que certa impessoalidade e frieza forçam os indivíduos a um comportamento duro e por vezes, angustiado e ansioso. O que se revela pelo estado corporal e vocal dos atores no papel daqueles que nunca relaxam, que estão sempre alerta e nunca confortáveis. A partitura gestual é objetiva e meticulosamente desenhada; as ações, repetitivas e, por vezes, mecânicas.

O objetivo principal do espetáculo é causar identificação. Que o público veja em cena alguém que conhece na vida: o marido, a esposa, o pai, a mãe, o patrão. Ou a si mesmo – o que pode significar uma experiência, no mínimo, divertida e esclarecedora.

A trilha concebida por Fê Pinatti busca a possibilidade musical existente na repetição sonora dos ruídos habituais do ambiente de trabalho: digitar de teclados de computador, sons de computador ligando e desligando (ou de erro), de conexão discada de internet, telefones tocando, carimbos, elevadores etc. Esses sons repetidos e unidos resultam numa espécie de música árida, mecânica, que causa e ressalta o desconforto das personagense que pontuam situações de humor.

Me Inclua Fora Disso – Uma Farsa Corporativa. Estréia dia 14 de junho, sábado, às 21h30. Temporada – aos sábados 21h30 horas e domingos às 19 horas. Texto e Direção Geral - Gerson Steves. Elenco - Adriana Azenha, Luciana Ramanzini, Melissa Comunalle, Roberto Rocha e Marcel Ribeiro. Iluminação - Kleber Montanheiro. Cenário - Antonio Ribeiro e Gerson Steves. Figurino - Gerson Steves. Sonoplastia -Fê Pinatti. Programação Visual - Douglas Germano. Produtor Executivo - Christian Valle. Assistência de Produção - Samara Teixeira. Assistência de Direção - Antonio Ribeiro. Produção Geral - Usina de Criação e Produção. Duração – 100 minutos. Censura – 12 anos. Ingressos – R$ 20,00 e R$ 10,00 (estudantes e maiores de 65 anos). Até 3 de agosto. YouTube: http://youtube.com/watch?v=eAaZCP_yPv4

TEATRO ALIANÇA FRANCESA - Rua General Jardim, nº. 182, Vila Buarque. Capacidade: 230 lugares. Acesso para deficientes. Ar condicionado. COMPRE INGRESSOS - Central de vendas: (11) 3188.4141 de terça a domingo, das 11h às 19h. (Aceitam-se todos os cartões de crédito). Bilheteria: De quarta a sexta das 18h às 21h30, sábados das 14h às 22h e domingos das 10h às 20h30. (Aceitam-se cheque, dinheiro e cartões de débito).

Assessoria de Imprensa: JS Comunicação

quinta-feira, 5 de junho de 2008

EVENTO BUSCA FORMAR A PRIMEIRA COMUNIDADE DIGITAL DA BAIXADA SANTISTA

Um circuito de palestras com a presença confirmada de importantes nomes do meio digital discutirá as oportunidades de negócio na Internet no próximo dia 10 de junho


“Queremos formar uma comunidade digital aqui na região. Vamos discutir novos produtos, serviços, trazer empresários e estudantes interessados no desenvolvimento de novos projetos para a internet”. A afirmação é do supervisor de Projetos e Novos Negócios do Sistema A Tribuna de Comunicação, Márcio Caixeta, ao definir o objetivo principal do evento que busca criar um compartilhamento de informações, o 1° ENCONTRO DIGITAL - Internet com Foco em Negócios.


Confirmado para o próximo dia 10 de junho, o ENCONTRO DIGITAL será uma “ótima oportunidade”, diz Caixeta, para os profissionais que estão iniciando sua carreira, principalmente, para os que se interessam pelo mercado publicitário na internet se atualizarem e assistirem palestras de profissionais de sucesso no meio digital.


A primeira edição do evento contará com a participação do diretor de mídia on-line da agência DM9DDB, Fábio Saad; do CEO Co-funder do Cyber Cook e Cyber Diet, Alexandre Canatella e do gerente comercial do portal de notícias Folha Online, Luciano Belfiore. No evento, os convidados irão traçar o perfil do mercado na web, apontando as perspectivas para 2008. Após a apresentação dos palestrantes, os participantes poderão realizar um debate sobre o tema.


O ENCONTRO DIGITAL chega com a proposta de ser um evento pioneiro em Santos que abordará conceitos sobre o meio digital, apresentará cases em diversos segmentos como comunicação e marketing, abordará a atuação da Região Metropolitana da Baixada Santista e São Paulo Capital no mercado digital, investimentos publicitários na internet, oportunidades de trabalho e negócios na rede, métricas e formatos de campanha on-line, rede social e produção e venda de conteúdo segmentado.


Realizado por A Tribuna Digital, o projeto conta com o apoio do jornal A Tribuna, Associação Comercial de Santos – ACS e Strong Solutions. Entre os colaboradores também figuram empresas e associações como Renault Estoril, Mendes Hotéis, IPAT, Tecnoponta Treinamentos, KBR Tec, Virtual Paper, Lista Online, Certain Lines, I-group e a Fire Mídia – Comunicação, Internet e Eventos.


O 1º Encontro Digital será realizado, no próximo dia 10 de junho, no auditório da Strong Solutions – FGV, localizado na Avenida Conselheiro Nébias, 159, Paquetá, em Santos. As palestras têm início às 18 horas e para participar é necessário cadastrar-se no site www.encontrodigital.com.br. O evento é gratuito.




SERVIÇO:

1º Encontro Digital – Internet com Foco em Negócios

www.encontrodigital.com.br

Data: 10 de junho de 2008

Horário: das 18h às 22h30

Local: Av. Conselheiro Nébias, 159, Paquetá – Santos

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Gírias e o aprendizado do inglês

* Camila León


Língua, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (2001), é um "sistema de signos vocais, que podem ser transcritos graficamente, comuns a um povo, a uma nação, a uma cultura, constituindo o seu instrumento de comunicação". Se considerarmos essa definição, podemos dizer que as gírias e as expressões idiomáticas fazem parte desse sistema de comunicação lingüístico e estão presentes na língua de quaisquer povos.



Infelizmente, ainda hoje há muito preconceito em relação ao ensino de gírias nas aulas de inglês, principalmente por parte de professores que acreditam que a língua é pura e imutável. Um professor de língua estrangeira, que é contra o ensino de gírias em suas aulas, certamente deve utilizar – muitas vezes sem perceber – uma gíria ou uma expressão idiomática – em seu cotidiano, em situações informais. Então, como pode ser contra o ensino de “palavras não-padrões” nas aulas de língua estrangeira, uma vez que estas fazem parte do sistema de comunicação lingüístico, da cultura do povo nativo que as utiliza em seu dia-a-dia?



Essa é uma das razões pelas quais alunos que estudaram uma língua estrangeira e depois tiveram a oportunidade de viajar concluem que não aprenderam de forma concreta a utilização oral do idioma. Fica uma grande lacuna entre o que é ensinado nas aulas de língua estrangeira e o que é realmente utilizado no país de língua nativa.



As gírias são uma das estratégias que cativa o estudante durante o aprendizado. Tudo o que é ensinado em sala de aula deveria partir do interesse ou da curiosidade do grupo de alunos, junto com seus professores, a fim de tornar a aprendizagem do idioma mais significativa.



Esta realidade não é muito difícil de ser encontrada no Estado de São Paulo, pois nas aulas de Inglês de escolas da rede municipal de Caçapava, Guaratinguetá, Taboão da Serra, São Manuel e Bertioga, os mediadores das empresas Futurekids do Brasil e Planeta Educação desenvolvem, em parceria com as Secretarias de Educação, o projeto 'Diálogo Idiomas', que, como o nome diz, privilegia o ensino através do diálogo.



Para estimular o diálogo no aprendizado da nova língua, a tecnologia implantada pela Futurekids e Planeta Educação tem papel de destaque. O projeto oferece os mais modernos softwares de idiomas, que 'dialogam' com o aluno, possibilitando 'ouvir' o que ele fala e analisar tanto sua pronúncia e entonação quanto a sintaxe e adequação semântica das frases pronunciadas. Assim, esses softwares adaptam automaticamente cada pergunta ao nível demonstrado pelo estudante nas respostas, permitindo que ele evolua em seu próprio ritmo.



Os softwares funcionam como um recurso que possibilita ao professor conduzir aulas cativantes e repletas de oportunidades de diálogo. O material didático-pedagógico agregado aos softwares contempla todas as habilidades necessárias ao completo domínio de um idioma – ouvir, falar, ler e escrever, o que garante um perfeito domínio do Inglês e uma desenvoltura raramente observada nos alunos quando se trata de compreensão e fala desse idioma.



* Camila León é Consultora em Língua Inglesa da Futurekids e do Planeta Educação, graduada em Letras pela Universidade do Vale do Paraíba.