sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Tempo de alianças vigorosas

 
 

Tempo de alianças vigorosas

Luiz Gonzaga Bertelli (*)

 

Se o discurso de posse de Barack Obama não superou os de Abraham Lincoln (1861), John F. Kennedy (1961) e Franklin D. Roosevelt (1933), considerados os melhores da história norte-americana, seguramente trouxe uma mensagem positiva e realista, calcada numa macrovisão da realidade atual. No pronunciamento de quase 19 minutos, um trecho se aplica bem ao Brasil, especialmente no momento em que a crise econômica internacional alça os índices de desemprego a patamares preocupantes. Segundo Obama, os recursos mais aconselháveis para superar adversidades são alianças vigorosas e convicções duradouras.

Num exemplo de que a preciosa lição também é válida para universos mais restritos, naquele mesmo 20 de janeiro já estava sendo posta em prática por empresas, instituições de ensino e órgãos públicos parceiros do CIEE na estratégica missão de preparar os talentos do futuro. Naquele dia, seguindo a tendência ascendente, o CIEE registrou a expressiva marca de 1,5 mil vagas preenchidas em todo o Brasil. Esse recorde, somado aos resultados crescentes obtidos a partir do final do ano passado, demonstra que as empresas absorveram as mudanças recém-introduzidas na legislação do estágio e derruba as previsões pessimistas que cercaram a entrada em vigor da Lei 11788/08.

Como as novas normas foram aplicadas sem o desejável período de transição, a análise serena dos fatos indicava, como inevitável, a ocorrência de um período de acomodação, com natural impacto na oferta de vagas. Mas a importância que o estágio adquiriu, nos últimos anos, como instrumento de atração e preparação de novos profissionais sinalizava para uma breve retomada da contratação de estagiários. Em outras palavras, o CIEE confiou sempre em melhores tempos e na responsabilidade de seus parceiros para com os destinos da juventude. Crença confirmada pela maciça participação de empresas, órgãos públicos e escolas nos encontros promovidos pelo CIEE para debater, esclarecer pontos poucos claros e coletar contribuições para subsidiar a elaboração de orientações oficiais sobre a aplicação das novas normas de estágio. 

O Ministério do Trabalho e Emprego agiu prontamente e, no final do ano, lançou uma cartilha esclarecedora que removeu dúvidas que, até então, entravavam novas contratações de estudantes (a íntegra da cartilha pode ser consultada no site www.ciee.org.br). As empresas e órgãos públicos contratantes também já estão respondendo com agilidade, reaquecendo a promoção de programas de estágio.

E a crise da economia? Evidentemente, coloca as empresas numa posição de cautela, mas o CIEE vem detectando, entre seus parceiros, a crescente consciência de que, assim como começam, as crises acabam e as empresas que conseguirem preservar e prosseguir na capacitação de seu capital humano certamente sairão na frente quando ocorrer a retomada das atividades. Vale, ainda, lembrar – uma vez mais parafraseando o 44º presidente norte-americano – que, com as crises, nossos jovens estudantes não se tornam menos criativos, nem suas mentes menos inventivas ou diminui sua garra em busca da realização profissional.

 

 (*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.


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Tempo de alianças vigorosas

 

Luiz Gonzaga Bertelli (*)

 

Se o discurso de posse de Barack Obama não superou os de Abraham Lincoln (1861), John F. Kennedy (1961) e Franklin D. Roosevelt (1933), considerados os melhores da história norte-americana, seguramente trouxe uma mensagem positiva e realista, calcada numa macrovisão da realidade atual. No pronunciamento de quase 19 minutos, um trecho se aplica bem ao Brasil, especialmente no momento em que a crise econômica internacional alça os índices de desemprego a patamares preocupantes. Segundo Obama, os recursos mais aconselháveis para superar adversidades são alianças vigorosas e convicções duradouras.

Num exemplo de que a preciosa lição também é válida para universos mais restritos, naquele mesmo 20 de janeiro já estava sendo posta em prática por empresas, instituições de ensino e órgãos públicos parceiros do CIEE na estratégica missão de preparar os talentos do futuro. Naquele dia, seguindo a tendência ascendente, o CIEE registrou a expressiva marca de 1,5 mil vagas preenchidas em todo o Brasil. Esse recorde, somado aos resultados crescentes obtidos a partir do final do ano passado, demonstra que as empresas absorveram as mudanças recém-introduzidas na legislação do estágio e derruba as previsões pessimistas que cercaram a entrada em vigor da Lei 11788/08.

Como as novas normas foram aplicadas sem o desejável período de transição, a análise serena dos fatos indicava, como inevitável, a ocorrência de um período de acomodação, com natural impacto na oferta de vagas. Mas a importância que o estágio adquiriu, nos últimos anos, como instrumento de atração e preparação de novos profissionais sinalizava para uma breve retomada da contratação de estagiários. Em outras palavras, o CIEE confiou sempre em melhores tempos e na responsabilidade de seus parceiros para com os destinos da juventude. Crença confirmada pela maciça participação de empresas, órgãos públicos e escolas nos encontros promovidos pelo CIEE para debater, esclarecer pontos poucos claros e coletar contribuições para subsidiar a elaboração de orientações oficiais sobre a aplicação das novas normas de estágio. 

O Ministério do Trabalho e Emprego agiu prontamente e, no final do ano, lançou uma cartilha esclarecedora que removeu dúvidas que, até então, entravavam novas contratações de estudantes (a íntegra da cartilha pode ser consultada no site www.ciee.org.br). As empresas e órgãos públicos contratantes também já estão respondendo com agilidade, reaquecendo a promoção de programas de estágio.

E a crise da economia? Evidentemente, coloca as empresas numa posição de cautela, mas o CIEE vem detectando, entre seus parceiros, a crescente consciência de que, assim como começam, as crises acabam e as empresas que conseguirem preservar e prosseguir na capacitação de seu capital humano certamente sairão na frente quando ocorrer a retomada das atividades. Vale, ainda, lembrar – uma vez mais parafraseando o 44º presidente norte-americano – que, com as crises, nossos jovens estudantes não se tornam menos criativos, nem suas mentes menos inventivas ou diminui sua garra em busca da realização profissional.

 

 (*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Papel do RH nos momentos de Crise

 

Por: Arlindo Felipe Jr, diretor executivo do Grupo Soma – www.gruposoma.com.br 

 

Poderia parecer que o atual ciclo de crise limitava-se "apenas" ao setor financeiro no exterior, ledo engano. Quando se ve sólidas e renomadas empresas brasileiras divulgando substanciais prejuízos por conta de operações de câmbio, hoje chamadas de especulativas, começamos a perceber que seria inevitável que os problemas tivessem reflexos também na economia real não apenas no exterior, mas também no Brasil - afinal de contas estamos em um mundo globalizado...

 

Antes assim, porque isso nos mostra que o setor financeiro é apenas parte do mercado, não o mercado em si. Penaliza-se diretores financeiros por terem feito operações de hedge, mas, com certeza, penalizou-se também outros diretores financeiros por não terem o feito, o que aparentemente era uma operação de proteção ao interesses da empresa.

 

Se o desdobramento da crise produzir um período de depressão com maior ou menor intensidade nos EUA e Europa, sentiremos, inevitavelmente, os efeitos com a redução de investimentos, queda de produção - não apenas dos produtos exportáveis –, desvalorização da moeda, elevação (ainda mais) do juros, inflação, aumento do risco Brasil, redução do nível de crescimento e também o impacto no nível de renda e emprego.

 

Se o ambiente de trabalho já é naturalmente estressante, a mudança do cenário externo incontrolável torna o clima ainda mais tenso, reduzindo a produtividade e contribuindo para a criação de um ciclo vicioso que reduz a produtividade e, consequentemente, os resultados da empresa. 

 

Toda esta introdução foi para chegarmos a este ponto. Quando a sociedade percebe que, de alguma forma as empresas não vão crescer como o planejado, começa uma insegurança adicional que abalam a confiança dos colaboradores em todos os níveis.

 

Neste momento, para não prevalecer a "radio-peão" entre outras iniciativas, a gestão corporativa, ou especificamente o RH, deveriam esclarecer os reais impactos aos quais a empresa estará sujeita a enfrentar. Com vias mais simples de atuação – até as mais adequadas – o envio de mensagens aos colaboradores esclarecendo quais os impactos da crise e como a empresa está ou reagirá à ela ou como cada colaborador pode ou deverá ajudar a minimizar o impacto da crise é fundamental. Transparência sempre foi a melhor estratégia e, quanto mais coesão existir dentro das empresas, mais preparadas elas estarão para enfrentar momentos difíceis.

 

E nesses momentos as empresas que possuírem um RH mais estruturado – ou mais estratégico – ultrapassarão a crise com inteligência. Basta lembrar que em todo momento de dificuldade existem saídas e oportunidades para usarmos nossa criatividade. Por isso, um canal de comunicação direto com os colaboradores poderá convergir para todos agirem em prol da empresa.

 

Infelizmente aquelas empresas que não estiverem estruturadas ou não utilizarem ferramentas de Recursos Humanos, além de sentirem com mais intensidade a crise mundial, ainda poderão cometer erros cruciais dificultando uma rápida reação.

 

Sem critérios bem definidos, essas companhias poderão reduzir seu quadro e dispensar capitais intelectuais importantes que poderiam ajudar a ultrapassar a crise. Por isso o RH dever manter como prática a realização de pesquisas de clima organizacional ou avaliação de desempenho para obter boas informações de seu público interno. De posse desses dados é possível nortear as ações a serem tomadas e quais os possíveis impactos das mudanças realizadas na empresa.

Não podemos nos equivocar em achar que a crise é para sempre. Então cada ação do RH estratégico será como mexer as peças dentro do tabuleiro de xadrez, fazendo uma jogada e pensando nas seguintes, já que uma ação está conectada a outra. Resumo da ópera: o papel do RH em momento de crise é ser o elo entre o problema e a solução, utilizando todas as suas competências na gestão de pessoas.  

 

Sobre o Grupo Soma

 

Fundado em São Paulo em meados de 1998, o Grupo Soma – www.gruposoma.com.br é especializado em soluções para Recursos Humanos e Gestão de Pessoas e Processos. Inovadora e visionária, a empresa antecipa-se às tendências de mercado para fornecer, de forma integrada, ferramentas de controle, monitoramento e gestão de RH, entre outras inúmeras opções. Entre seus diferenciais, o destaque é o know how, utilizado para proporcionar soluções sob medida e agregar valor aos negócios.

 


Tel.: 55 11 34559296
Celular: 55 11 91286378
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SPED sob medida

 

O SPED - Sistema Público de Escrituração Digital surge como nova realidade fiscal para as empresas brasileiras. Esse cenário não se resume somente a implantação da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), EFD (Escrituração Fiscal Digital) e ECD (Escrituração Contábil Digital), contempla também mais obrigatoriedades que chegarão num futuro próximo como e-Lalur, NF-s, e-folha e e-previdência.

 

Para o desenvolvimento dos softwares fiscais que atenderão as obrigatoriedades são necessários conhecimentos específicos (acadêmico e prático) das áreas de tecnologia, contábil e fiscal, ente outras. Reunidos todos estes conhecimentos, eles precisam ser unificados em um software com alto desempenho de processamento, flexibilidade para se integrar a qualquer ERP e que trabalhe em qualquer sistema operacional (Windows ou Linux); estes simples detalhes podem impactar em custos adicionais, caso a empresa decida mudar seu ambiente ou atualizar versões do sistema operacional.

 

Agora tem início o desafio para os gestores que precisam fazer opção por uma solução fiscal. O desenvolvimento de software é uma atividade caótica, normalmente identificada como "codificar e consertar". Antes de iniciar o desenvolvimento do software deve ser realizada uma avaliação minuciosa de todo o cenário fiscal e tecnológico para desenvolvimento de uma arquitetura eficiente e ágil que habilite o ambiente tecnológico da empresa a receber mais obrigações fiscais quando ela entrar na obrigatoriedade, sem a criação de conexões extras ou investimento para remendar soluções mal dimensionadas.

 

Pensando em soluções fiscais em relação à tomada de decisão para aquisição de uma solução, a escolha deve contemplar a tecnologia na qual a solução foi desenvolvida, avaliar o ambiente operacional da empresa e se a solução está preparada para mudanças de sistemas.

 

Alta disponibilidade, performance, escalabilidade e confiabilidade das informações processadas são requisitos essenciais da solução escolhida e devem estar em primeiro plano, sempre que se pensar em qual modelo de sistema melhor atende a necessidade da empresa.

 

Para ilustrar esse cenário sabemos que existem empresas cujo processamento mensal de NF-e chega à casa de milhões de unidades emitidas e, nesses casos, um conceito de escalabilidade torna-se um pré-requisito essencial para qualquer solução fiscal. Isto significa que a solução deve saber gerenciar e explorar os recursos de memória, processadores e o número de servidores disponíveis sem deixar que a velocidade se degrade quando aumentar a demanda por processamento de dados, afinal, o processo de NF-e é missão critica e, uma vez paralisado, a empresa deixa de emitir faturamento.

 

Confiabilidade também é outro requisito importante a ser considerado. É fundamental garantir integridade e assegurar que as informações que estão sendo enviadas e recebidas terão seu processamento feito por completo quando ocorrer alguma pane de equipamentos, queda de servidores ou outro fator que possa acarretar no comprometimento do serviço, possibilitando a retomada do processamento sem nenhum prejuízo dos dados pendentes.

 

Se hoje a empresa tem um parque de servidores trabalhando em Windows, a solução adotada deve estar apta para uma possível mudança de ambiente tecnológico. Por exemplo, alterar os servidores com Windows para Linux ou vice-versa sem a necessidade de reescrita de código da aplicação em um processo transparente para o cliente e sem custos adicionais.

 

E também outros fatores como banco de dados, servidores de aplicação e sistemas operacionais devem ser levados em conta, mais precisamente, o quanto a solução adotada é extensível e ajustável para mudanças destes cenários dentro da empresa.

 

A decisão da solução fiscal abrange um universo muito grande de variáveis que devem ser avaliadas como tecnologia de desenvolvimento, integração com ERP, atualizações das versões e mudanças de sistema operacional para que não sejam feitos investimentos em tecnologias ultrapassadas ou a aquisição de sistemas incompatíveis com as necessidades do cliente.

 

 

Bruno Targino é especialista em gestão Empresarial e de TI e Gerente da Combillin - Soluções Fiscais