quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cobrança indevida


A Justiça e Você

Esta coluna é um serviço de utilidade pública da Amaerj (Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro) e da Revista Partes.

Cobrança indevida

Com o fim do ano chegando, os eventos comemorativos convidam às compras. Nessa época torna-se mais frequente o uso dos cartões de crédito e o consumidor deve ficar atento no instante em que receber sua fatura para não correr o risco de pagar por compras não realizadas.

Aoreceber uma cobrança indevida, a primeira coisa a se fazer é entrar emcontato com a administradora do cartão e informar o problema, solicitanto um formulário de contestação para estorno. Algumas operadoras disponibilizam oserviço online. O cliente deve explicar que não reconhece a dívida e a  partir deste momento a cobrança já deve ser suspensa. É importante solicitar o número do protocolo do atendimento e anotar a hora da ligação e nome de quem o tenha atendido.

Caso o estorno não seja realizado, pode-se recorrer aos órgãos de defesa do consumidor e exigir a devolução dos valores em dobro. Vale ressaltar que, se a quantia indevida não for paga, o nome do consumidor não pode ser inscrito em cadastros de proteção ao crédito, como o Serasa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Artigo: Relacionamento interpessoal

Relacionamento interpessoal
“Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”
Profº Marcelo Veras
foto Arquivo Pessoal
 
Por Marcelo Veras*

Com este artigo, inicio um novo ciclo de reflexões sobre mais uma competência comportamental que, como se diz por ai: “desde que o mundo é mundo”, tem ocupado uma posição de destaque entre as competências responsáveis pelo sucesso de pessoas na vida pessoal e profissional. É o famoso Relacionamento interpessoal.

Como um belo exemplo de pessoa tímida, caseira, que não gosta muito de eventos sociais e que não nasceu com o chip das pessoas bem relacionadas que têm a almejada virtude de fazer amigo até em fila do cinema, eu acreditava (equivocadamente), por muito tempo, que se fizesse o meu trabalho bem feito, no prazo e com qualidade, o meu futuro estaria garantido. Profundo erro, descoberto logo nos meus primeiros anos de carreira.

Confesso que sofri muito quando vi pessoas que considerava bem medianas obtendo êxitos e alçando voos bem altos devido a uma belíssima capacidade de se relacionar bem. Devo confessar que – por muitas vezes – atribuí a estas pessoas o apelido de “puxa saco” ou engrossei o coro que defendia que este pessoal só se dava bem porque eram “políticas demais”. Mas que “se espremesse, sairia pouca coisa!“

Com o tempo, a idade e principalmente depois da pesquisa que conduzimos na ESAMC com líderes empresariais, vi que esta competência é muito mais simples e “honesta” do que vislumbrava. Abandonei as teses que hoje constam nos livros sobre Networking e passei a ver esta competência como algo mais nobre e menos hipócrita do que se vende por aí.

A definição mais moderna e que deu esta nova visão é: Capacidade de interagir e de criar rede de contatos de forma construtiva. Esta simples frase, se compreendida no seu texto e contexto, pode fazer uma revolução na carreira de uma pessoa. Para isso acontecer, duas premissas devem ser observadas. Veja se você consegue atendê-las. Caso contrário, nem valeria a pena ler os meus próximos seis artigos, porque elas serão a base para o desenvolvimento da mesma.

1 – Acreditar que bons relacionamentos representam o ativo mais importante que uma pessoa pode ter. Bons relacionamentos geram negócios, amizades, promoções, apoio, ajuda em momentos difíceis e alegrias.

2 – Acreditar que é possível, independente das suas características de personalidade, construir e desenvolver uma rede de contatos baseada no crescimento mútuo.

Se você comprar, pelo menos por hora, estas duas “verdades”, ficarei feliz porque você vai colher bons frutos no médio e longo prazo com o desenvolvimento desta competência. Além disso, verá que é muito legal fazer um tipo de “poupança” que poucos fazem: a “poupança dos apoios formais e informais”. Quem tem esta conta no banco, raramente se vê em um mato sem cachorro e sempre terá o apoio que precisa para os seus projetos.

Como de costume, vou tratar desta competência com base nos seus atributos, aquelas habilidades que tangibilizam a mesma no dia a dia. Posso citar: Gostar e ter interesse de se relacionar, Montar uma rede de contatos, Desenvolver e perenizar a rede de contatos montada, Interagir com a rede de forma construtiva e preocupado(a) com o crescimento do outro, Saber ouvir e, por último, Possuir empatia. São seis atributos. Seis habilidades que vão exigir alguma disciplina e o investimento de algum tempo, dinheiro e energia. Mas, garanto, este investimento tem um dos maiores retornos que já vi até hoje.

Por hoje, fique com a frase de destaque: “Relacionamento é tudo. Ou quase tudo”. Pense nela. Reflita sobre as pessoas que você conhece e conheceu. Analise casos de pessoas próximas a você que, devido aos seus relacionamentos, conseguem atalhos importantes na carreira e na vida. Será que isso é mesmo uma anomalia de incompetentes ou uma virtude de inteligentes? Até o próximo.

*Vice-presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Coaching: O que fazer em 2012?


Por Isaac Pinski*

Imaginemos dois irmãos, solteiros, entre 30 e 35 anos, ambos formados em informática e amantes da música. Um faz dela o seu meio de vida e se torna músico profissional. O outro faz da música um hobby e se torna um profissional de TI de relativo sucesso, trabalhando como funcionário de uma organização que está exaurindo as suas energias, mas que lhe tem proporcionado promoções e crescimento material.

O primeiro preocupa sua família, que vê em sua escolha um comportamento imaturo e irresponsável, convencida de que a música não sustenta ninguém. O segundo atende às expectativas familiares através de uma escolha profissional sólida e segura.

O primeiro dos irmãos busca trabalhos esporádicos em bandas que se apresentam em sua cidade, evitando viagens e mudanças que, ao seu ver, prejudicariam a sua qualidade de vida.

O segundo cogita buscar ainda maior segurança, e se prepara para prestar um concurso público, pois acredita que, como funcionário público, terá uma vida mais tranqüila e garantirá seu futuro. A atividade que esse jovem exercerá, se aprovado, e sua realização com o trabalho público são, de longe, aspectos muito menos relevantes para ele do que a questão da segurança material.

Dois irmãos e duas posturas quase opostas em relação à vida e ao futuro. Um pode ser visto como romântico e irresponsável, o outro como materialista e pragmático. Quem está certo? Quem está errado?

Até que ponto é sensato despender tanto esforço, recursos e sacrifícios para se graduar em um curso superior para jogar pela janela tais conhecimentos sem nunca ter dado oportunidade de descobrir se é possível obter sua realização exercendo tal profissão? Num mundo ávido por resultados imediatos e por jovens geniais e multimilionários será que ainda há espaço para o desenvolvimento de uma carreira tradicional?

A impressão que se tem, observando o comportamento humano com o apoio das técnicas do coaching, é que as pessoas estão ficando sem referências e sem rumo. Desperdiçam seu tempo e seu talento. E pior, tornam-se pessoas infelizes e inseguras. E embora isso aconteça em todas as idades, é mais freqüente entre as pessoas com menos de 40 anos.

Nessas horas e para essas pessoas o coaching conduzido por profissionais éticos e competentes pode ser extremamente útil ao ajudar o indivíduo a definir seu norte e desenvolver formas de atingi-lo, suportando-o durante todo o processo. E o nosso herói decidirá seu caminho pela arte ou pela informática, pelo empreendedorismo ou pelo funcionalismo público, utilizando ou descartando seus conhecimentos adquiridos no curso superior. Mas com a convicção de quem sabe o que quer fazer em 2012.

Isaac Pinski é sócio-diretor da Pinski Consultoria, empresa focada em gestão empresarial. Com mais de 30 anos de experiência em diagnóstico organizacional, análise de processos, planejamento estratégico, logística integrada e comunicação interna. O executivo é Mestre em Administração pela FEA-USP, certificado como Coach pela Sociedade Brasileira de Coaching e engenheiro aeronáutico formado pelo ITA.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TRÊS PILARES DE SUCESSO NAS VENDAS NATALINAS


TRÊS PILARES DE SUCESSO NAS VENDAS NATALINAS

Recentemente um empresário relatou: "Dalmir, fiz um investimento significativo na fachada da minha loja. Agora vou arrasar nas vendas natalinas". Pensei nessa afirmação e fiz inúmeras reflexões sobre esse fato. Será que somente decoração natalina é suficiente para aumentar as vendas? Acredito que é preciso aproveitar o clima de natal para estimular os negócios, entretanto é relevante considerar também, o grau de satisfação da equipe de trabalho. Com a aplicabilidade dos três pilares abaixo, coloque mais energia positiva no atendimento e conquiste excelentes resultados nas vendas natalinas.

Primeiro pilar – A rotatividade de funcionários no período natalino, em inúmeras situações, pode estar relacionada com a ausência de benefícios oferecidos e por longas jornadas diárias de afazeres. Nesse sentido, o primeiro pilar destaca a coerência dos benefícios oferecidos pela empresa, com as necessidades dos funcionários. Disponibilizar uma área de lazer infantil, com uma monitora profissional, passa ser uma enorme diferença para mães e pais que precisam trabalhar além do expediente normal e, não têm com quem deixar o filho. Você pensou na tranquilidade e comodidade que sua empresa pode oferecer, disponibilizando esse benefício?

Segundo pilar – Crie programas de incentivo para estimular a autoestima da sua equipe no período natalino. Como especialista em gestão de pessoas, asseguro que, os tempos em que as vantagens de uma organização estavam resumidas a um único plano de saúde, ficaram para trás. Seja mais flexível com sua equipe, ouvindo as necessidades de seus funcionários. Um exemplo verídico é a de um empresário lojista que conheço que estará disponibilizando, sem custos, transporte para levar os funcionários que trabalham até mais tarde em suas residências. Pode parecer simples, mas será uma enorme comodidade de tempo e segurança para sua equipe. O que você está fazendo para ouvir as necessidades dos seus funcionários?

Terceiro pilar – De nada adianta investir em uma vitrine, colocar uma imensa árvore natalina, se o atendimento oferecido ao cliente é ineficaz. Considere em suas ações comerciais, o desgaste físico e os aspectos emocionais gerados por longas jornadas de trabalho. Que tal estruturar uma sala com música ambiente e “pufes” confortáveis para repouso? Pode ser um pequeno período de descanso após o almoço, jantar ou lanche, mas terá um alcance surpreendente nos resultados. Não permita que sua equipe demonstre uma aparência de esgotamento físico ao atender seus clientes. Você não imagina um Papai Noel reclamando, desmotivado e bocejando, certo?

É preciso encontrar disposição e entusiasmo para atuar com um maior grau de atenção aos clientes, bem como fortalecer a capacidade de gostar de lidar com pessoas. Sou favorável a uma excelente decoração natalina, desde que, ocorra uma coerente interação com seus clientes, como também a valorização da equipe interna de trabalho. Coloque em prática o exercício de oferecer o que há de melhor com simpatia e cordialidade explorando ao máximo os três pilares acima. Agora responda: Como está o nível de satisfação de sua equipe de trabalho comparada com a decoração natalina?



Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades"; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site: www.dalmir.com.br

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Carreira nos dias de hoje


análise
Carreira nos dias de hoje
*Juliana Quintino de Oliveira
 
O antigo modelo de organização era a grande firma hierárquica, e o modelo da nova competição é o modelo em redes, em que a tecnologia da informação e da comunicação tornou possível uma maior capacidade de inter-relações de empresas dispersas.
Hoje, a carreira dos indivíduos desenvolve-se em espiral, ou seja, mudanças constantes, possibilidades de realizar atividades novas e diferentes, associadas ao modelo tradicional. Os executivos não seguem mais apenas uma carreira, mas sim duas, três, ou até quatro diferentes durante sua vida e, às vezes, até de maneira simultânea. Assim, a trajetória da carreira em redes está muito mais alinhada e em sintonia com as necessidades do nosso tempo, pois possibilita o desenvolvimento de pessoas que têm profundidade e amplitude de habilidades. Esses profissionais apresentam tanto a visão deespecialistas, quanto de generalistas.
O desenvolvimento de carreira no contexto atual, com um formato não linear, passa pela aquisição, evolução e melhoria contínua na utilização de competências e habilidades essenciais ao profissional contemporâneo. Para tal, o indivíduo deve ter foco e objetivos bem definidos, exigindo autoconhecimento. Treinamentos e educação contínua passam a ser fundamental.
 
Juliana é Gestora da Trevisan Editora, mestre em Administração pela PUC, com apresentação da tese "Percepções da educação continuada no formato de MBA pelo executivo em sua carreira".

Três dicas para arrasar em 2012, por Lygya Maya


Três dicas para arrasar em 2012
por Lygya Maya*

Sem sombra de dúvida, por causa do término do calendário Maia, 2012 é um ano esperado com muita curiosidade, por milhares de pessoas no mundo inteiro. Uma estranha série de eventos terríveis e colisão de meteoros e planetas com a Terra, são apenas algumas das previsões de especialistas sobre o fim do mundo, além de problemas apontados em relação à conservação do planeta, que parecem estar convergindo para nos falar sobre a destruição da humanidade em 2012.

E o que isso significa para nós? Como podemos manter a cabeça tranquila, com tantas influências nos estressando no dia-a-dia?

Seria sábio dar mais importância ao que ainda está desconhecido dentro de nós ao invés de dar ouvidos a tantas informações diferentes vindas do lado de fora.  Precisamos conhecer mais o nosso mundo interior do que outros planetas ou civilizações.  Simplesmente por que não podemos mudar o que está do lado de fora, porém temos 24 horas com nós mesmos com o poder ilimitado de criar soluções para uma vida mais feliz e saudável. E isso é a realidade. Somos nós que decidimos tudo o que fazemos. Podemos ser nosso melhor amigo ou o pior inimigo. Sabotar nossa felicidade ou vencer desafios incalculáveis.

E, para começar nosso autoconhecimento e desenvolvimento, eu pergunto: você acha que pode ser e ter mais na vida? Caso sua resposta seja sim, sugiro você seguir estes três passos:

  • Ser específico no que o seu coração deseja.
  • Confiar em si mesmo.
  • Aprender com os desafios, agindo em direção ao que se quer alcançar.

Ser específico no que o coração deseja

O que seu coração deseja sentir em relação à vida? Qual é o seu sonho?

Isso parece ser simples para responder sem hesitar, mas já perguntei isso a milhares de pessoas e as respostas tomam volumes de palavras inadequadas, evasivas ou há um silêncio total. Outras respostas são dadas baseadas na mente, na lógica, no racional, e não no coração, como deveria.

Por que será? Falta de foco? Talvez a resposta evasiva venha do fato de acreditar que seu desejo seja impossível ou até ridículo?

O que você gosta de fazer, de coração? O que te faz ter alegria e realização? Pergunte-se e responda sem hesitar. Quando você responde sem rodeios, vai direto ao ponto que te excita e te motiva sem limites.

Sabendo o que o seu coração quer, aí então vem o próximo passo.


Confiar em si mesmo


Confiar em si mesmo não deveria ser difícil para ninguém, porém milhares de pessoas vivem sem a menor confiança para realizar seus desejos, sonhos e fantasias. Por quê?

Por causa da maneira como foram criadas.  Há pessoas que crescem sendo abusadas emocionalmente pelos pais e nunca conseguem amar a si ou confiar em si mesmas devido à crença que lhes foi incutida na infância de que não eram capazes de muitas conquistas.

Quem quiser obter realização pessoal tem o dever de se conhecer e confiar em si com toda a força possível.

Como fazer isso? Desenvolvendo um diálogo interno positivo.

Por exemplo: Eu sou uma pessoa realizada e feliz.

Repita essa frase o maior número de vezes possível, diariamente.

Uma vez que mudamos as crenças que nos limitam, poderemos dar vazão ao que queremos na vida de uma maneira poderosa e decisiva.


Aprender com os desafios, agindo em direção ao que se quer alcançar

Temos a escolha e a vantagem de aprender com os desafios. Aquele que dramatiza uma experiência difícil de lidar, sentindo pena de si mesmo, acaba se estressando e não progredindo ou evoluindo.

Posso contar várias histórias de superação humana como a de Gandhi, Martin Luther King e muitos outros heróis, ainda assim a maioria das pessoas escolhe ser vítima de sua própria história.

Quer melhorar sua vida? Comece agora mesmo, seguindo o mapa aqui indicado. Se precisar de ajuda, peça, só não vale a pena estagnar.

Somente nós, autores de nossa história, é que podemos escrevê-la como um drama ou uma comédia. E de uma coisa estou certa: o sucesso será bem mais agradável que o fracasso em 2012.


* Lygya Maya é coach, escritora e palestrante. Desenvolveu sua carreira nos Estados Unidos, onde atuou na Companhia do mestre em motivação Anthony Robbins. É autora do e-book Ame as Emoções que Você Odeia (2008), disponível em www.lygyamaya.com.br.
 
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Comprometimento



“Comprometimento é compromisso com resultado. O resto é conto de fadas”
Por Marcelo Veras*
 
Nas minhas aulas, quanto vamos discutir a competência comportamental Comprometimento, sempre peço para alguns alunos descreverem a pessoa mais comprometida que eles já conheceram até hoje. As descrições são sempre as mesmas, ou muito próximas. As pessoas citadas são sempre colegas de trabalho com as seguintes características: cumprem horário, se preocupam com os colegas e estão sempre dispostos a ajudar, trabalham mais que os outros, fazem jornada extra, nunca reclamam de nada e fazem tudo pela empresa e pelos colegas de departamento. Ou seja, pessoas que, no ambiente de trabalho, cumprem um papel singular e que topam tudo pelo bem de todos e da empresa. Quando pergunto qual é o risco de uma pessoa com estas características virar um “burro de carga” na empresa , onde todos usam e abusam, a resposta também é sempre a mesma: grande.
 
Esta visão generalizada sobre a palavra Comprometimento é tão equivocada e atrasada quanto achar que a terra é quadrada. Na pesquisa que fizemos na ESAMC com mais de 150 líderes empresariais, esta competência, classificada como comportamental (atitude), foi unânime no quesito importância para a carreira. Principalmente, em um momento onde as estruturas organizacionais nunca foram tão enxutas e as pessoas são exigidas ao extremo para darem conta de tanto trabalho. Só que a definição do mercado e de quem chegou ao topo das principais organizações do país, Comprometimento significa “Compromisso com o resultado final”. Uma frase curta, direta e que quebra de vez esta visão equivocada sobre este conceito. Compromisso com o resultado final. Nada d o que foi descrito acima sobre as características de uma pessoa comprometida bate com a visão do mercado. Absolutamente nada. Até porque nada garante que alguém que trabalhe muitas horas consegue atingir resultados. Nada garante que alguém que ajude demais os colegas vai atingir resultados. A correlação entre horas trabalhadas, dedicação (em termos de tempo) e resultados é zero. Em alguns casos, o fato de uma pessoa trabalhar muito mais do que os colegas, podem até esconder uma fraqueza enorme de produtividade. Eu mesmo já conheci muita gente que trabalha muitas horas e entrega resultados pífios. Definitivamente muito trabalho não significa resultados bons.
 
Nos próximos artigos eu vou abordar os sete atributos que surgiram da pesquisa e que, segundo os líderes empresariais, são as reais características de um profissional com alto comprometimento. Os sete atributos são: Qualidade de entrega, Pontualidade de entrega, Orientação para resultado, Senso de urgência, Foco em soluções e não em problemas, Pontualidade em eventos e Disponibilidade. Trata-se de atributos bem claros, fáceis de serem avaliados e que representam, em última instância, uma competência de fazer as coisas acontecerem no ambiente de trabalho. Uma pegada forte e uma postura de quem faz tudo com seriedade, pontualidade, qualidade e foco em resultados. Estes são e serão sempre os profissionais mais disputados pelo mercado e que nunca terã ;o baixa empregabilidade. São pessoas que os chefes entregam um projeto e esquecem, porque sabem que a cosia vai acontecer e que não vai precisar ficar cobrando ou supervisionando o andamento do mesmo.
 
Muitos não enxergam isso e continuam acreditando numa visão romântica em torno da palavra Comprometimento. Fuja disso. Venha comigo, a partir do próximo artigo, entender e se preparar para ser conhecido como um profissional que tem comprometimento com resultados. É isso que faz a diferença hoje. O resto é conto de fadas.
 
*Vice-Presidente Acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira do MBA da ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.
 

terça-feira, 3 de maio de 2011

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A CAMPEÃ É... VOCÊ MÃE!

A cantora Simone, interpreta uma bela composição de Paulo Debétio e Paulinho Rezende, chamada "Uma Nova Mulher".  O sentimento de conquista e o de amor fraternal de uma mulher, não pode ser interpretado como algo isolado, mas um processo que requer reconhecimento por meio da coerência em ser uma verdadeira campeã. Perceba nos itens a seguir, que uma mãe, além dos inúmeros sentimentos, dispõe no íntimo do seu coração algo realmente mágico, chamado amor.

Você é uma vilã ou heroína? - O medo pode ser uma força destrutiva na vida de um ser humano. Mas o que é o medo? A raiz da palavra medo vem do termo em Latim MÉTUS, que significa angústia, ansiedade, covardia, inquietação e temor. É isso que o medo causa na vida de uma mãe, quando ela permite que essa força destrutiva seja maior que o brilho do seu talento. A mulher que permite ser vilã da própria vida usa o medo como uma justificativa. Que tal reverter hoje essa situação? Fortaleça sua autoestima, acredite mais em você, nas suas habilidades e, jamais esqueça, que a mãe pensa com o coração, age pela emoção e vence pelo amor.

Com quem você joga bola? - Durante a apresentação de uma palestra para um auditório com inúmeras participantes do Conselho da Mulher Empreendedora, disse: "Jogue bola com pessoas ruins e você será uma perdedora. Jogue bola com pessoas vitoriosas e você levantará o troféu com elas". Perceba que, se você desejar ser fraca, basta andar com pessoas medíocres, desmotivadas e que somente falam de gente. Em outra perspectiva, se você quer ser uma mulher vitoriosa e uma mãe prestativa, busque continuamente andar com pessoas atuantes, determinadas e empreendedoras. Com quem você está andando?

A letra da música "Uma Nova Mulher" diz em uma das estrofes: "quero ser assim, senhora das minhas vontades e dona de mim". Tudo o que você ama atualmente, um dia era algo desconhecido, estranho ou distante. Você concorda? Seja senhora das suas vontades e não tenha medo de experimentar algo novo. Somente reconhece a sensibilidade do amor, a mãe que olha seu filho no berço e percebe a cada novo dia a descoberta de uma emoção. Seja a cada novo amanhecer, uma pessoa ainda mais valente para sentir que além de heroína, determinada e valente, você mãe, já é uma campeã.


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor dos livros "Menos pode ser Mais", "Oportunidades" e do DVD com o tema "Comprometimento como fator de Diferenciação". Visite o site:www.dalmir.com.br

quinta-feira, 17 de março de 2011

A guerra nossa de cada dia


                                      Sérgio Ernesto Alves Conforto*


         Na acirrada competitividade da economia contemporânea, empresas e gestores enfrentam batalhas diárias pela conquista de posições no mercado e na disputa com os concorrentes. A guerra do universo corporativo no mundo globalizado é travada nos terrenos inóspitos das crises financeiras como a de 2008/2009, da burocracia, do protecionismo e dos mais inusitados obstáculos.
        A analogia não é meramente retórica ou semântica. Há numerosas congruências entre a gestão de uma empresa e a administração das complexas engrenagens relativas aos conflitos bélicos. Para entender melhor a questão, comecemos fazendo rápida análise do termo “Estratégia”. Derivado da antiga língua grega, significava “A Arte do General”, e por “General” devemos entender o chefe maior de todas as forças, capaz de liderar grandes efetivos em missões arriscadas.

Com o tempo, e coerente com o pensamento de Sun-Tzu (general chinês que viveu no século IV AC, precursor da “Estratégia” e autor de “A arte da Guerra”), associou-se o termo à capacidade de se convencer o adversário a desistir do combate (“o mérito supremo consiste em quebrar a resistência do inimigo sem lutar...”), ou, então, a iludi-lo, colocando-o em posição desvantajosa, de modo a lhe apressar a derrota com mínimo desgaste para o lado vitorioso. Para o sucesso nessas metas é preciso planejamento, bom uso de experiência e sabedoria, capacidade de liderança e análise de riscos, além de invulnerabilidade aos artifícios do adversário.

Não há fenômeno de maior complexidade e tão frequente na história da humanidade do que a guerra. Para o preparo das ações nesses conflitos, os conhecimentos podem ser aplicáveis em qualquer outro tipo de empreendimento. No mundo corporativo mercadológico, o termo “guerra” deve ser entendido como o duelo entre vontades, a luta pelo alcance de metas, em presença de antagonismos e pressões de toda ordem. Porém, é claro, sem o desencadeamento de ações de violência.

Os conhecimentos e aplicação de conceitos e estratégias militares podem ser extremamente proveitosos na relação entre pessoas, empresas ou nações, ainda que em tempos de paz. É o sobe-e-desce das bolsas, aquele excelente executivo contratado pela concorrente, um novo diferencial tecnológico, ou aquela grande ideia de marketing que eleva as vendas. Acontecimentos estes que podem ser previstos por meio da informação e contrainformação. Um estrategista lê o noticiário com outros olhos, reconhece as mensagens ocultas em filmes, pronunciamentos políticos, propagandas de toda ordem, com afinada percepção do emprego diário dos instrumentos de dominação.

Nesta guerra, o campo de batalha é o mercado; os soldados são os cientistas, os diplomatas, os jornalistas, os profissionais da propaganda, os psicólogos, os professores e economistas. O cotidiano de uma economia altamente competitiva exige muita estratégia por parte das empresas e gestores que buscam sempre a vitória.


*O General de Exército Sérgio Ernesto Alves Conforto, coordenador do Curso de Estratégia Militar para Gestão de Negócios da FAAP e ex-ministro do Superior Tribunal Militar.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ORATÓRIA: SOMA DA CREDIBILIDADE E CONVICÇÃO CONTRA O MEDO

Profissionais dos mais diversos setores, ao aproximar o momento de falar em público, alimentam chamas de intranqüilidade, medo e insegurança. Demasiadamente preocupados com equívocos, permitem que o nervosismo enalteça possíveis falhas. Gosto sempre de afirmar que “o medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, inúmeras pessoas deixam de ser felizes, de alcançar metas e superar desafios. Amadurecemos ao despertar a consciência das limitações, erros, preconceitos e medos. Mas também crescemos quando percebemos as oportunidades, superação e conquista. Quanto mais você criar um distanciamento entre o erro e êxito, mais estará se libertando do medo. Observe nos tópicos a seguir, que uma excelente apresentação exige preparação prévia e desenvoltura sobre o que será apresentado.

Quem estará ouvindo minha apresentação? – O orador deve utilizar uma linguagem que seja coerente ao público, ao ambiente e ao contexto do evento. Observe o ambiente e a acústica da sala onde realizará a apresentação. Conforme a quantidade de pessoas, utilize um microfone para ser compreendido pelos ouvintes, comunicando com maior eficácia para aumentar, ainda mais, a credibilidade do assunto a ser abordado. Ao usar citações de textos, dados estatísticos ou uma pesquisa, coibir o plágio é algo primordial e imprescindível. Quando uma pessoa fala de algo que não possui autoridade, transmite insegurança, como o pensamento de Stanislaw Ponte Preta: “Quando a desculpa é gaguejada é porque a explicação está errada”.
Expressão corporal – Todo o corpo expressa a fala quando estamos transmitindo uma mensagem à outra pessoa. A atenção para a expressão corporal é essencial e os gestos devem ser os mais naturais possíveis. As movimentações de pernas e mãos devem seguir movimentos ordenados, evitando atrapalhar a transmissão da mensagem. Ao falar em público lembre a necessidade de trabalhar a expressão corporal e evitar transparecer que é um robô imóvel, destinado somente a movimentar os lábios. A naturalidade é fundamental em uma comunicação e proporcionará ao orador desenvoltura, conhecimento e empatia junto aos participantes.
Continuamente busque focar o seu principal objetivo, para não falar demais sem necessidade e não seja ingênuo em acreditar que todos os ouvintes estarão satisfeitos com o seu discurso. Lembre que é difícil agradar a todos, mas também é igualmente impossível desagradar a todos. Falar de um assunto distante do seu campo de conhecimento e sem nenhum preparo anterior, transmitirá ausência de credibilidade do assunto e poderá comprometer a imagem do orador. Seu discurso durante a apresentação precisa ser coerente com sua expressão corporal e deve fortalecer que você está em constante atualização para falar sobre o assunto que está propondo. Busque superar desafios com a oportunidade de descobrir novos horizontes, como ensina o escritor francês André Gide: “Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme”. 


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br

Adaptação é a palavra de ordem

Marcelo Mariaca

            Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
            Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
            No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.

Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

Inteligência emocional corporativa



Priscila Soares *

Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
         Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.

* Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A trajetória do herói.



                   Autor: Nelson Tanuma

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 
         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.
          Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.
          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.
          O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.
          Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida.

           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões.

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.    
          Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.
     (Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)

fonte: www.nelsontanuma.com.br

Artigo: A trajetória do herói

 

         Autor: Nelson Tanuma 

Onde quer que nos encontremos, seja numa grande metrópole ou morando numa caverna no meio de uma selva inóspita, viver é passar pelos mesmos estágios, da infância à maturidade sexual, a transformação da dependência para a responsabilidade, o namoro e o casamento, a velhice com a perda gradual da capacidade física, até a morte, estes foram os desígnios de nossos antepassados e certamente serão os nossos. 

         Na infância, nos identificamos com determinados super-heróis fictícios pelos quais nutrimos simpatia e criamos afinidade por algum motivo particular, e tendemos a sair pela vida procurando alguém que possa encarnar esses nossos heróis, porém, corriqueiramente nos deparamos com verdadeiros heróis encarnados que muitas vezes passam despercebidos, embora sejam elas as pessoas que fazem a diferença em nossas vidas.

         Sempre que pergunto às pessoas, quem seriam aquelas que fizeram verdadeiramente diferença na vida delas, invariavelmente obtenho como resposta o nome da mãe, pai, avô, avó, irmão, irmã ou alguma pessoa próxima e querida, que  tiveram interação afetiva e positiva na vida delas, especialmente na infância. Raras vezes ouço o nome de algum ídolo que seja:  cantor, ator, esportista, político, cientista ou de qualquer pessoa famosa.  A bem da verdade, os verdadeiros heróis são as pessoas, de carne e osso que cuidam de nós e que se preocupam conosco, as quais estiveram presentes em nossas vidas nos bons e maus momentos. São os verdadeiros amigos, sejam eles consangüíneos ou não, são aqueles que catalizaram os pontos altos de nossas vidas.  São pessoas, normais, que por méritos próprios tornam-se nossos referenciais de virtude, gracas ao seu bom caráter e valores éticos e morais evidentes.

          Eu tenho como heroína a figura da minha mãe, a senhora Ko Tanuma, que conta hoje com noventa e um anos de idade, que é meu exemplo de vida. Ela que tem estatura que não chega a um metro e meio, e peso inferior a 50 quilos, superou a dor da saudade pela distância de todos os seus familiares, quando abandonou a vida modesta e humilde, porém tranqüila, que tinha na cidade de Kiryu-shi, província de Gumma-Ken no Japão, e, aos vinte um ano de idade veio para o Brasil, na condição de imigrante, para casar-se com meu pai aqui no Brasil. Ela superou a dificuldade adaptação com a cultura brasileira que lhe era muito estranha, passando a viver, o restante de sua vida, bem longe do seio da sua família. Ela criou e educou oito filhos, trabalhando duro, sol-a-sol na lavoura, e durante mais de dez anos de sua vida trabalhou como vendedora ambulante, carregando uma sacola em cada mão, indo de porta em porta para vender ovos e verduras superando inclusive a dificuldade de comunicação já que não conhecia bem a língua portuguesa. Viveu durante grande parte da sua vida em casa de madeira, sem piso, sem energia elétrica, sem água encanada, onde no lugar da privada havia um buraco coberto de madeira onde todos nós fazíamos nossas necessidades fisiológicas. Foi agricultora, feirante, costureira, e frequentou e concluiu o  ensino fundamental com quase 70 anos de idade, tendo recebido diploma recolhecido pelo Ministério de Educacão e Cultura - MEC. Ela nunca deixou se abater pelas vicissitudes da vida apesar das enormes dificuldades financeiras. Ela me educou com amor e carinho e sempre me incentivou a estudar, embora a vida não lhe tenha oferecido muitas oportunidades para ela própria estudar. Hoje em dia ela ainda zela por um de um de seus netos chamado Renê, que conta com 29 anos de idade,o qual sofreu paralisia cerebral por complicação no parto, e em virtude disso teve como seqüelas, a paraplegia e o retardamento mental.  Minha mãe  e realmente um ser humano fantástico, a quem eu presto minhas homenagens e a quem eu reverenciarei como minha eterna heroína.

         O valor do ser humano não pode ser medido pelos seus atributos físicos ou pelos bens materiais acumulados, o dinheiro por si só não faz o herói, mas o bom caráter, a responsabilidade, o exemplo, a capacidade de superação e de fazer a coisa  certa, a capacidade seguir, ouvindo a voz interior, respeitando os próprios valores mais nobres. É a capacidade de continuar lutando quando é mais fácil ceder e entregar os pontos, ou seja, a capacidade de fazer as escolhas certas é que faz o herói.

         Os ídolos são voláteis e estão relacionados aos modismos midiáticos, mas os heróis de verdade tem o condão de deixar para nós um legado eterno na forma de ensinamentos e exemplos de vida. 
 
           Os heróis, com toda sua sabedoria, sensibilidade e coerencia,  são possuidores de um profundo sentimento de estar no caminho certo, mesmo enfrentando as dificuldades da inexperiência, da incerteza em relação ao futuro, das barreiras e dificuldades da vida cotidiana,  elas seguem o chamado da voz interior que os impelem a avançar em busca daquilo em que acreditam, correm atrás dos seus sonhos e estão dispostas a pagar o preco das escolhas; e seguindo esse chamado, observa-se que as portas vão se abrindo, não se sabe como, de onde nem portas existiam. E assim, o poder do propósito passa a prevalecer na vida desses heróis. Tudo envolve um mergulho no âmago do seu próprio, e o faz obter autoconhecimento, como consequência de profundas reflexões. 

          Falando de heróis:  conforme escreveu o dramaturgo William Shapeskeare: “O herói é aquele que fez a escolha pela coisa certa, quando a coisa certa é a única coisa que deveria ser feita”.   

         Presto minhas homenagens, a todos os pais e mães heróis, que estendo a todos os heróis anonimos que não são dotados de superpoderes, são pessoas comuns, que apesar de suas limitacões humanas, são capazes de fazer a diferenca na vida de alguém, e que, com seus amores incondicionais, sabedoria e comprometimento em prol do bem comum e de nossas futuras gerações, têm sido capazes de tornar a vida das pessoas ao seu redor um pouco melhores, sendo capazes de fazer uma crianca sorrir, e  que deixam como legado, a esperança na possibilidade de se fazer do planeta terra um lugar melhor e mais justo para se viver.

           
(Nelson Tanuma que é especialista pós-graduado em Desenvolvimento do Potencial Humano pela PUC, há mais de 10 anos vem ministrando cursos e palestras pelo CIESP/FIESP, SEBRAE-SP, Fundação Bradesco, UMC, Universidade Corporativa ACMC e organizações diversas,  e tem  artigos publicados periodicamente em 15 veiculos de comunicacão, sendo eles:  jornais, revistas, portais e sites informativos, de várias cidades do Brasil)
 fonte: www.nelsontanuma.com.br