terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ORATÓRIA: SOMA DA CREDIBILIDADE E CONVICÇÃO CONTRA O MEDO

Profissionais dos mais diversos setores, ao aproximar o momento de falar em público, alimentam chamas de intranqüilidade, medo e insegurança. Demasiadamente preocupados com equívocos, permitem que o nervosismo enalteça possíveis falhas. Gosto sempre de afirmar que “o medo de fracassar levou inúmeras pessoas a desistirem da concretização de seus sonhos”. Por medo, inúmeras pessoas deixam de ser felizes, de alcançar metas e superar desafios. Amadurecemos ao despertar a consciência das limitações, erros, preconceitos e medos. Mas também crescemos quando percebemos as oportunidades, superação e conquista. Quanto mais você criar um distanciamento entre o erro e êxito, mais estará se libertando do medo. Observe nos tópicos a seguir, que uma excelente apresentação exige preparação prévia e desenvoltura sobre o que será apresentado.

Quem estará ouvindo minha apresentação? – O orador deve utilizar uma linguagem que seja coerente ao público, ao ambiente e ao contexto do evento. Observe o ambiente e a acústica da sala onde realizará a apresentação. Conforme a quantidade de pessoas, utilize um microfone para ser compreendido pelos ouvintes, comunicando com maior eficácia para aumentar, ainda mais, a credibilidade do assunto a ser abordado. Ao usar citações de textos, dados estatísticos ou uma pesquisa, coibir o plágio é algo primordial e imprescindível. Quando uma pessoa fala de algo que não possui autoridade, transmite insegurança, como o pensamento de Stanislaw Ponte Preta: “Quando a desculpa é gaguejada é porque a explicação está errada”.
Expressão corporal – Todo o corpo expressa a fala quando estamos transmitindo uma mensagem à outra pessoa. A atenção para a expressão corporal é essencial e os gestos devem ser os mais naturais possíveis. As movimentações de pernas e mãos devem seguir movimentos ordenados, evitando atrapalhar a transmissão da mensagem. Ao falar em público lembre a necessidade de trabalhar a expressão corporal e evitar transparecer que é um robô imóvel, destinado somente a movimentar os lábios. A naturalidade é fundamental em uma comunicação e proporcionará ao orador desenvoltura, conhecimento e empatia junto aos participantes.
Continuamente busque focar o seu principal objetivo, para não falar demais sem necessidade e não seja ingênuo em acreditar que todos os ouvintes estarão satisfeitos com o seu discurso. Lembre que é difícil agradar a todos, mas também é igualmente impossível desagradar a todos. Falar de um assunto distante do seu campo de conhecimento e sem nenhum preparo anterior, transmitirá ausência de credibilidade do assunto e poderá comprometer a imagem do orador. Seu discurso durante a apresentação precisa ser coerente com sua expressão corporal e deve fortalecer que você está em constante atualização para falar sobre o assunto que está propondo. Busque superar desafios com a oportunidade de descobrir novos horizontes, como ensina o escritor francês André Gide: “Não podemos descobrir novos oceanos, enquanto não existir a coragem de perder de vista a terra firme”. 


Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br

Adaptação é a palavra de ordem

Marcelo Mariaca

            Especialistas em carreiras, como Tom Peters, preveem que o emprego em escritórios, aquele que os norte-americanos chamam de colarinho-branco, é um bicho em franca extinção e deverá desaparecer nos próximos anos, pelo menos da forma como está configurado hoje. Em seu lugar, haverá duas novidades: uma nova relação empregatícia e uma maneira de trabalhar totalmente diferente daquela que conhecemos desde o início do século 19.
            Essas novidades não representam mudanças radicais como podem aparentar. Basta lembrar que, há 100 anos, as mensagens ainda eram escritas à mão e transportadas por mensageiros; a escrita era penosamente lenta; e as fórmulas e anotações jaziam em enormes livros e caixas. O modo de trabalhar, pelo menos no tocante às funções de escritório, não havia mudado muito desde que foi inventada a impressão, no fim da idade média.
            No século 20, o mundo passou por uma revolução tecnológica e administrativa que mudou as relações de trabalho. O telefone, as máquinas de escrever e calcular, o advento das copiadoras, da microfilmagem, do telex, do fax, da telefonia por satélite, do celular e, principalmente, do microcomputador ligado à internet mudaram progressivamente a organização do trabalho nos escritórios. Hoje, a própria relação empregatícia está migrando para contratos Mais flexíveis. O trabalho temporário ou por projeto cresceu de forma vertiginosa, enquanto uma enormidade de funções foi terceirizada ou quarteirizada. Parafraseando o poeta e compositor Vinicius de Moraes, que o emprego seja eterno enquanto dure.
As modernas tecnologias proporcionam grande mobilidade e, em muitos segmentos, não é mais necessário que as pessoas se desloquem diariamente para a empresa. Principalmente nos Estados Unidos e Europa, um grande contingente de profissionais já trabalha em suas casas ou em qualquer lugar que deseje. Basta conferir nas cafeterias, nos aeroportos e no crescente número de lugares com wi-fi.
Porém, nessa era de informação, mobilidade e conhecimento instantâneo, surge a necessidade de equilibrar as habilidades básicas e específicas dos gestores e profissionais. Elas precisam ser adaptadas às mudanças do mercado; a cada inovação tecnológica, a cada atualização ou extinção de serviços, é necessário rever conhecimentos, estar aberto para incorporar outras habilidades e aprender. O ritmo, obviamente, é alucinante: nem bem se familiarizaram com o computador, o executivo tem de dominar e incorporar ao seu cotidiano tecnologias emergentes como Ipod, Ipad e outras inovações.
A pessoa que tem mente curiosa e criativa é o profissional mais capacitado para atender às expectativas do mercado de trabalho atual.
Toda grande mudança gera grandes oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem aprender a se adaptar às novas realidades que virão. Os ganhadores serão aqueles, de todas as idades, níveis hierárquicos e funções, que se mostram disponíveis para assimilar novos conhecimentos e tendências. A capacidade de adaptação é, portanto, uma das principais características do profissional de hoje.

Marcelo Mariaca é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

Inteligência emocional corporativa



Priscila Soares *

Os sentimentos e as emoções têm poder de influenciar o raciocínio. A inteligência emocional nos motiva a buscar nosso propósito e potencial, e ativa nossas aspirações e valores mais profundos, que deixam de ser algo a respeito do que pensamos e passam a ser situações vividas. Através dela sustentamos nossas melhores decisões.
A inteligência emocional é a capacidade de sentir, entender e aplicar, eficazmente, o poder e a perspicácia das emoções como uma fonte de energia, informação, conexão e influência humana. Quando utilizamos a mente analítica, as emoções e a intuição, percorremos centenas de possíveis opções e cenários para enxergar à melhor solução.
         Um gestor necessita corresponder às expectativas que tornam cada vez mais necessárias, como extensos conhecimentos, capacidade de análise em uma ampla diversidade de áreas; competências em redação, comunicação, habilidade de ouvir, negociar, ser estrategista e influenciar pessoas. Além disso, ele deve ser confiável, honesto, íntegro, intuitivo, compromissado, motivado, ter sensibilidade, empatia, humor, coragem, humildade, dentre outras características.
Emoção é um combustível indispensável para o cérebro ser capaz de raciocínios mais elevados. Somos educados para duvidar de nós mesmos, ignorar a intuição e procurar fora de nós a validação e experiência de tudo que fazemos. Somos condicionados a achar que as outras pessoas conhecem melhor a verdade sincera e podem dizê-la mais claramente para nós do que podemos fazê-lo.
A vida exige que nos empenhemos em perceber e entender efetivamente o que os outros sentem, sob as palavras, sob as coisas que os cercam.
Gerir com inteligência é ter generosidade de entender tudo isso, sem subestimar práticas e comportamentos, absorvendo novas ideias para realizar as suas da melhor forma possível e cabível em um mundo em permanente transformação.

* Priscila Soares é diretora jurídica e de Recursos Humanos da Trevisan Outsourcing.