segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Defina seus valores

Assumir responsabilidade a longo prazo é dificil entretanto quando está se cumpre todos os tropeços passado passam a ser inexistentes (Gustavo Thayllon)


Para estarmos aptos a desenvovler,e prestar serviços mediante a um mercado competitivo, inovador e empreendedor devemos estar conectados e atualizador constantemente de detalhes pormenor que tal seja.


Uma empresa apta a prestar serviços deve estár focado e centrado no que é sua empresa, para qual publico o serviço será prestado,qual a qualidade do serviço e qual é as pespectivas
que você gestor aumeja que sua empresa alcance mediante a um determinado prazo de tempo.


A Missão e a visão são dois pontos que podemos representar metaforicamente como o Marido e a Mulher no qual um precisa do outro para que sua residência consiga funcionar adequadamente,
o marido é responsavel pelas finanças e a mulher responsavel em gerênciar a casa assim podemos relacionar Missão e Visão.

A Missão por sua vez é redigida pela responsabilidade da empresa, por que tal empresa existe, o que a empresa faz e para qual publico se dirige os serviços prestados,a missão é um proposito concreto que remete a empresa como responsavel uma empresa sem missão por muitas das vezes será considerada como uma empresa que não se importa com seus colaboradores e nem tem pespectivas nem porpositos está ali apenas para suprir os objetivos financeiros.

A Visão por sua vez é os propositos,pespectivas e planos que traçamos a longo prazo ,ou seja o que a empresa deseja ser daqui a algum tempo o que ela aumeja alcançar, usando estrategias de negocios,é onde está organização deseja estar fixa e concreta,a visão deve ser obrigatoriamente redigida com clareza sem demonstrar falsidades,ou seja deve mostrar o que a emrpesa é realmente agora para quando chegar futuramente podemor vêr o quão esta cresceu mediante a esforços , individuais do colaborador,esforços estrategicos,e esforços da equipe sempre pautada ná ética.

A missão e visão é um casamento de longo prazo que jamais deve ser defacelado,devem se estar caminhando juntas de forma a mostrarem suas verdadeiras faces,mostrar verdadeiramente oq ue uma organização é, estas abrem caminhos,abrem oportunidades,e devem se fazer presença em toda e qualquer organização seja lá qual for o ramo de atuação da mesma.
Gustavo Thayllon

terça-feira, 24 de julho de 2012

A era dos Tablets




Por Mariano Gordinho*

Quando comecei a escrever esse texto, que vai ser publicado em nosso blog essa semana, a primeira coisa que me veio a mente foi o significado da palavra Tablet. 
Apesar de não estar totalmente convencido de que realmente entendemos a palavra de origem inglesa Tablet, continuamos a incorporar palavras de outros idiomas (especialmente o inglês) a nossa língua, como são originalmente, sem qualquer tipo de preocupação em alterá-las ou adequá-las ao nosso contexto linguístico e cultural.
A tradução literal de Tablet é Tabuleta – laje ou placa, de pedra ou marfim, com superfície destinada a escrita ou que ostente uma inscrição.  (a palavra tablete em nosso idioma está diretamente associada a palavra chocolate – tablete de chocolate).
Convencionamos então que Tablet é um dispositivo pessoal, em formato de prancheta, usado para acesso a Internet, organização pessoal, visualização de fotos e vídeos, leitura de jornais, livros e revistas e para entretenimento com jogos. Dispõe de tela sensível ao toque (touchscreen) que é o dispositivo de entrada e, através de uma caneta ou a ponta dos dedos, tem-se acesso as suas funcionalidades. Os Tablets são um novo conceito, que não deve ser confundido com smartphones, netbooks e notebooks apesar de ter inúmeras funcionalidades comuns a esses outros dispositivos.
Creio que após essa pequena dissertação, me senti mais à vontade para escrever sobre A era dos Tablets.
Essa semana estou fora do Brasil, participando do Conselho Mundial de Distribuição de Tecnologia (GTDC em inglês) do qual sou membro há cerca de 2 anos. Desde que cheguei ao aeroporto de Guarulhos em São Paulo, no avião e em todas as minhas escalas nos Estados Unidos, até chegar a Santa Ana na Califórnia (onde a reunião do conselho está acontecendo) fui literalmente “perseguido” por Tablets.
Vi Tablets de diversas cores, com os mais diversos tipos de capa e de diversos tamanhos e, o mais importante, sendo usado por todo tipo de pessoas, crianças, adultos, idosos e naturalmente por geeks (outra palavrinha inglesa amplamente utilizada para definir os maníacos por tecnologia, especialmente aqueles ligados a TI).
Certamente essa super exposição a esses dispositivos simpáticos, charmosos e atraentes serviu de inspiração, quando finalmente sentei em frente a meu notebook para escrever esse texto. Me dei conta então de que sou um daqueles que ainda não aderiu aos Tablets. Não por preconceito (tenho smartphone, notebook, netbook, via de regra me sinto um indivíduo conectado a tecnologia), mas porque até então não tinha percebido o valor dos Tablets ou, talvez porque essa revolução que eles vêm causando ainda não tivesse batido na minha porta.
Na minha cabeça o Tablet tinha que provar o valor de sua utilidade. Um conceito simples – lembrei da quantidade de geringonças que já comprei por impulso e, que na vida prática não tiveram a mínima utilidade.
Mas me propus a avaliar os Tablets sob o ponto de vista do usuário e me dei conta de que eles são de fato leves, portáteis, móveis e, IRREVERSÍVEIS. 
Os Tablets vieram para ficar: para acesso a Internet são infinitamente melhores e mais confortáveis do que os netbooks ou notebooks e, fiz uma continha básica da quantidade de tempo que navegamos pela Internet e só por essa razão já valem a pena; para a visualização de imagens (fotos e vídeos) são práticos, convenientes e eficientes (a funcionalidade que permite girar e esticar as imagens com a ponta dos dedos é imbatível); Como entretenimento pessoal são insuperáveis (tem até efeito terapêutico – os jogos e aplicativos de lazer, tem capacidade calmante) e, a quantidade de aplicações “úteis” que aparecem diariamente é estimulante – Num Tablet acessa-se o banco online com o mesmo nível de segurança e funcionalidade de qualquer computador, pode-se comprar e vender ações (se esse for o seu caso) e, utilizando aplicativos específicos, acessar os sistemas corporativos de sua empresa.
Cada vez mais e, cada vez mais rápido os Tablets vão incorporar aquelas necessidades do usuário que hoje são realizadas em um computador tradicional (desktop ou portátil) e vão executá-las de forma mais fácil e intuitiva. Os sistemas operacionais nos Tablets são mais amistosos e transparentes para quem usa – lembram mais a televisão (basta ligar, selecionar o canal e assistir) do que nossos bons amigos: os computadores. No aeroporto em São Paulo, me dei conta dessa enorme diferença – Um Tablet você liga e bingo! Sai usando. Mesmo os mais modernos e eficientes notebooks ainda precisam ser inicializados (para lembrar de um termo jurássico – tem de dar o boot).
No conselho falou-se muito de mobilidade, acessibilidade, segurança da rede e o aumento exponencial do tráfego de dados, causado principalmente pela explosão dos smartphones e Tablets! Todas as grandes corporações do mundo, sejam elas fabricantes de tecnologia, sejam elas usuárias de tecnologia, já têm uma agenda específica para tratar do assunto Tablets. A proliferação dos Tablets no mundo corporativo, nas escolas e nas famílias não está mais no radar – Já faz parte das discussões estratégicas sobre o uso da Tecnologia da Informação.  
E falou-se de Cloud Computing e, lá estava o Tablet novamente no centro das atenções – o Tablet como ele é hoje ou, como será num futuro próximo, será o principal dispositivo de acesso aos serviços de computação em nuvem, principalmente porque os Tablets são conceitualmente dispositivos para se consumir informação sobre demanda, que é a pedra de toque de Cloud Computing.
Lembrei de um velho sócio e bom amigo que adora tecnologia, mas por princípio nunca é um early adopter (outra expressão inglesa usada para definir aqueles indivíduos ou empresas que são invariavelmente os primeiros a adotar as mudanças tecnológicas). Ele acredita e, via de regra, está certo, que o custo da adoção da tecnologia em seu estágio inicial tem um ônus, técnico e financeiro, que ele prefere evitar. Bom, mas os Tablets já estão por aí a umas 03/04 gerações (quando pensamos em termos de versões de sistema operacional e funcionalidades aplicadas), creio que já não se tratam de produtos para early adopters. A questão agora é decidir se é o seu momento de mergulhar no universo dos Tablets.
Mariano Gordinho, Presidente ABRADISTI – Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos e Serviços de TI

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Formação Internacional em Coaching





Aprenda a potencializar suas habilidades como liderança, empreendedorismo, melhora da comunicação e processo de autoconhecimento

De 9 a 12 de agosto de 2012, Brasília sediará o curso de Formação Internacional em Coaching Express Cóndor Blanco.

Coaching é uma formação única e diferenciada por ensinar de maneira prática, em um seminário de 4 dias, os 8 passos para a realização de um processo de coaching com excelência. Coaching é um método de projeção/desenvolvimento pessoal e/ou empresarial, que busca orientar suas decisões a um Plano Concreto, traçando Metas e Objetivos que lhe conduzam à realização de um Sonho de Vida, em um tempo preciso.

O curso é dirigido a empresários, executivos, supervisores, coordenadores, profissionais de RH, psicólogos, consultores, orientadores profissionais e demais interessados em usar ferramentas de coaching em sua profissão ou em atuar como coaches profissionais.

Coaching Express Cóndor Blanco é rápido, efetivo e integral e baseia sua execução em perguntas poderosas, no desenvolvimento de talentos e competências, planejamento estratégico, motivação e feedback constantes, que lhe levam a superar as adversidades e a ter resultados surpreendentes em todas as áreas da sua vida: Saúde, Prosperidade, Felicidade, Cultura e Liberdade.

Durante o curso será possível aprender a dar e receber Feedback - Empatia e Rapport - Escuta ativa - Comunicação Assertiva e também aprender a fazer perguntas poderosas, assim como adquirir técnicas para descobrir sonho, missão, visão e valores mais profundos.

Coaching Espress Cóndor Blanco capacita a atuar como Coach, uma profissão que oferece enormes possibilidades de crescimento. Como Coach, poderá atuar também como Líder Coach, o estilo de liderança do futuro, proporcionando a melhora dos resultados e relações em seu ambiente de trabalho. Ser um Coach é um diferencial marcante no mundo corporativo.

O curso está sendo organizado por Madalena Carvalho uma das conferencistas mais requisitadas da atualidade, principalmente por sua capacidade de despertar profundas reflexões em seus espectadores. Respeitada pelas maiores empresas do Brasil seu índice de renovação de contratos ultrapassa a 80%. No Brasil e no exterior, possui diversos artigos publicados em mais de 160 websites e revistas especializadas. Suas pesquisas possuem um foco voltado para o desenvolvimento integral do ser humano. Em seu portfólio de treinamentos, há mais de 50 títulos habitualmente ministrados. Nos últimos anos treinou mais de 12 mil executivos.

Madalena Carvalho é formada em Administração de Empresas e Pós-graduada em Recursos Humanos, pela Escola Superior de Administração de Negócios (ESAN/FEI-SP). Patologista Clínica atuou por mais de dez anos com jovens e seus familiares, através de trabalho voluntariado em instituição não governamental. Professora universitária em cursos de Pós Graduação e MBA


Serviço
Curso de Formação Internacional em Coaching
Quando: de 9 a 12 de agosto de 2012.
Horas: Quinta e Sexta: das 13:00 às 20:00h .Sábado: de 10:00 a 19:00h. Domingo: das 9:00 às 15:00h.
Local: Brasília
Equipe Condor Blanco - Brasília
Telefone: 55-61-81469383.
Website: www.evenka.com/coachingcb




sábado, 10 de março de 2012

Derrotado por falta de treinamento?

Dalmir Sant’Anna
Fazia um longo período que não corria de kart. Coloquei o macacão, capacete, luva e depois da volta de reconhecimento da pista, acelerei... Por mais confiante que eu estivesse em buscar um bom resultado, não observei que meus adversários estavam mais preparados. Pensei no aspecto da ausência de treinamento e na minha incapacidade de pilotar com maior competência. No cenário corporativo seria semelhante? Há empresários alegando que treinamento é um componente desnecessário. Contudo, quais os resultados de uma empresa sem treinamento? Observe a seguir, dois fatores, para não tornar sua empresa retardatária com a ausência de treinamento e assumir na prática, o compromisso de subir no pódio, acreditando que valeu a pena todo o esforço e comprometimento.
O momento de agir é agora - Tenho orgulho em afirmar, que apresentei palestras, em importantes convenções de vendas. Cada evento com sua peculiaridade, enaltecendo temas envolventes e com a preocupação de melhoria contínua. Como a proposta do meu trabalho é uma palestra personalizada, com conteúdo direcionado ao perfil de cada empresa, gosto de enfatizar que, o momento de uma convenção é um estágio de parada obrigatória. É a ocasião de alinhar os objetivos, avaliar a atuação da empresa diante do mercado e da concorrência. E como está sua empresa? Realize uma avaliação de desempenho e perceba que, o treinamento é uma maneira eficaz para ajudar você e a sua equipe a não apresentar no final do ano, uma lista enorme de justificativas, por não conquistar vitórias e superar desafios. Deixar para o próximo mês, a oportunidade de investir em treinamento, pode ser tarde demais. O momento de agir é agora!
Troféu não chega ao acaso em suas mãos - No meu livro "Oportunidades", entrevistei o talentoso jogador de futsal Falcão, que além de atleta da Seleção Brasileira, foi eleito três vezes pela Fifa, o melhor esportista mundial. Além de considerar o treino como algo essencial, o premiado jogador falou: "Você precisa encarar cada treinamento, como um aprendizado para sempre melhorar. As oportunidades acontecem todos os dias. Se você continuar treinando, você continua fazendo gols". Nesse sentido, acredite que um troféu não chega ao acaso em suas mãos e que o sucesso é uma consequência de treinamento, realizado de maneira séria. Sinta o gostinho da vitória, levantando o troféu com a soma da autoestima, criatividade e inovação. Como você e sua empresa treinam para marcar gols?
Tenha tenacidade para ajudar sua equipe a encontrar uma visão ampla do papel que desempenha atualmente, pois se como eu, você correr de kart sem treinamento, ao lado de pessoas preparadas, aceite sair no final da corrida, caminhando triste na pista, desmotivado com seu próprio desempenho. Valorize a autoestima, mostre que sua equipe possui valores que merecem reconhecimento. Mostre que treinamento é algo primordial, que não pode ser aceito como um mero entretenimento ou, colocado inerte nos boxes. Desponte na linha de chegada com a ampliação dos seus conhecimentos e do desenvolvimento das competências de sua equipe. Agora responda: Sua empresa dispõe de alto nível de desempenho, para cruzar a linha de chegada? Investir em treinamento é um tempo perdido?

Dalmir Sant’Anna – Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros "Oportunidades" e "Menos pode ser Mais".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

ASSOBIO, REDES SOCIAIS E MUDANÇA



por
Francisco Bittencourt*

INTRODUÇÃO

Há alguns dias, sentado no banco de um shopping, esperando por minha mulher, percebi um homem, cuja idade estaria em torno dos 80 anos. Enquanto ele andava mexia em uma pasta com um grande número de documentos.

O que me chamou atenção neste cidadão foi o fato de que ele estava assobiando.

Imediatamente recorri à minha memória para verificar o quanto o assobio fez parte de hábitos no passado. Havia até um músico que se destacava como assobiador: O Garoto Assobiador.

A partir deste momento me propus a observar quantas pessoas eu encontraria assobiando, e, como já esperava reencontrei por duas ou três vezes o meu personagem (ele não sabia disto), que permanecia assobiando e era o único naquele cenário.

Confesso que, de vez em quando me pego assobiando, é um hábito antigo, quando estou sozinho, andando na rua, trabalhando.

Todo este intróito tem como finalidade questionar: O assobio é uma prática em desuso? É coisa de velho?

AS NOVAS GERAÇÕES E O ASSOBIO
Quando se abordam as novas tecnologias, identificam-se dois grandes grupos: Os nativos digitais e os imigrantes digitais.

Os nativos já vem com toda a predisposição do berço (até parece que geneticamente já vem inoculados), os imigrantes vem chegando e se aproximando das disponibilidades tecnológicas.

O acesso à tecnologia transita entre a necessidade de atualização e a exigência do cenário.

Há cerca de 15 anos atrás, ministrando a disciplina Gestão de Recursos Humanos na UFRJ, fui consultado por dois alunos, que pediam permissão para trocar com seus colegas de turma os seus e mails. Disse a eles que se sentissem livres, mas imaginava que haveria poucas trocas (se não me falha a memória, na turma de 35 alunos não havia mais do que cinco “portadores” da novidade).

Hoje não só o email, mas toda a gama de opções que a tecnologia da informação gerou se coloca à frente dos profissionais, para sua qualificação e inserção no mundo contemporâneo.

Não dispor destes recursos (ou seriam instrumentos) torna o profissional desconectado de uma realidade que compromete seu desempenho (até no terreno pessoal).

Na hierarquia da informação, o dado só faz sentido se for decodificado. A partir de sua decodificação o dado se transforma em informação, que selecionada, passa a significar conhecimento. Este, quando utilizado em prol dos resultados a alcançar, consolida o saber.

Esta é a linha da tecnologia. Na realidade atual é preciso saber assobiar, tirar o som correto e não simplesmente emitir um sopro silencioso. É fato concreto que se faz necessário conhecer a tecnologia e adotá-la como um instrumento (agora sim) do dia a dia (pessoal e profissional).

O conjunto de opções que se mostra ao profissional hoje inclui não só a tecnologia representada pelo chamado capital estrutural (máquinas, equipamentos, softwares e outros que tais), mas também, e principalmente, a teia representada pelas redes sociais (que a cada dia trazem mais novidades, obsoletando outras atropeladas pelas novidades).

É diante deste arsenal de opções que se torna importante analisar a forma como as organizações se propõem a gerenciar esta mudança.

AS EMPRESAS E A POSSIBILIDADE DE ASSOBIAR
As possibilidades que são reais hoje em relação às redes sociais: ning, orkut, via6, facebook, twiter, formspring, youtube, forumyahoo, podcast, tonomundo, blog, reddolac, cada uma delas tem suas características, seus objetivos, suas peculiaridades.

As formas como se apresentam estas opções dão ao profissional uma gama de possibilidades de interação e integração com seu mundo pessoal e profissional.

Constata-se que as redes proporcionam:

1 - A busca de consensos e a convivência no cenário das diversidades, coordenando autonomias;

2 - A conectividade, que reforça o relacionamento sem que a autonomia venha a ser comprometida;

3 - Gestão compartilhada da rede e de suas atividades, por meio da criação de formas espontâneas de divisão de trabalho e responsabilidades. [1]
A adoção das redes como instrumento de ação dos gestores, líderes ou profissionais, os quais, por sua função exercem uma liderança não formal, mas capaz de influenciar comportamentos e atitudes, demonstra uma evolução na maneira como transmitem seu conhecimento.

A utilização destes instrumentos, portanto é agilizadora do conhecimento, o que gera, em relação aos gestores, líderes, a necessidade do permanente aprimoramento no uso e manipulação destes recursos da contemporaneidade.

Determinadas organizações, em nome da segurança e da disciplina optam por bloquear, de forma radical o acesso de seus colaboradores às redes sociais, na medida em que afirmam ser oneroso ou perigoso controlar tais acessos.

Há inúmeras justificativas apresentadas, para validar este tipo de decisão. O que fica evidente é que, ao divulgar tais medidas a empresa precisa justificar o que fez. Se fosse um procedimento objetivo, cuja submissão à falta de lógica não ficasse tão evidente, não haveria necessidade da exposição. Os fatos falariam por si.

CONCLUSÃO
A adoção dos instrumentos da contemporaneidade sejam eles telefones celulares, smartphones, terminais individuais de acesso tecnológico (em todas as suas configurações) se transforma numa ação cotidiana, tão simples como ... assobiar.

Conhecer as opções, identificar as disponibilidades, verificar o que pode agregar valor ao seu trabalho e à sua vida pessoal se transforma numa obrigação espontânea (comprometimento).

A tentativa de sobrevivência no cenário de competitividade sem a adoção dos instrumentos pode ser marcada pela utopia, pois não atende aos requisitos mínimos de sobrevivência nesta “selva tecnológica”.

Os cuidados a serem tomados com a entrada neste novo cenário incluem:

1 - Falta de compromisso com o envolvimento da participação individual e coletiva;

2 - Excesso de individualismo e de espírito de competição entre pessoas e instituições;

3 - Fragmentação e dissociação dos diversos saberes e áreas de conhecimento;

4 - Confrontos de poder e conflitos entre pessoas e instituições dentro da rede, que não conseguem superar suas diferenças de opinião.[2]
Assobiar é um ato solitário. Atuar em redes pressupõe interação e integração com a comunidade produtiva. Sociabilidade e Solidariedade[3] são ferramentas que Garteh e Jones trouxeram e que demonstram a necessidade fundamental da sociedade contemporânea.

A sociabilidade pressupõe a comunicação para manutenção das relações interpessoais produtivas e solidariedade a capacidade de trabalhar em equipe.

John Kotter ao estabelecer as coalizões poderosas, e ele as indicou em uma era anterior ao advento das redes sociais, deixou claro que:

O ambiente corporativo moderno exige mais mudanças em grande escala através de novas estratégias, reengenharia, reestruturação, fusões, aquisições, downsizing, desenvolvimento de novos produtos ou mercados, as decisões tomadas dentro da empresa fundamentam-se em questões maiores, mais complexas e com maior teor emocional, ocorrem com mais rapidez, ocorrem em um ambiente de mais incertezas e exigem mais sacrifícios por parte dos que as implementam, e um novo processo decisório é necessário porque ninguém sozinho possui as informações apropriadas para tomar todas as decisões importantes nem o tempo e a credibilidade necessários para convencer um grande número de pessoas a implementarem essas decisões. Esse novo processo deve ser conduzido por uma coalizão poderosa que possa agir como uma equipe. ( p. 56)[4]
Os nossos assobiadores poderão continuar praticando sem problemas, mas provavelmente deverão procurar fazer com que seu assobio interaja com outras manifestações de comunicação.

Como atividade de lazer individual não há problemas, mas o cenário contemporâneo, altamente competitivo, exige uma efetiva de troca de informações e de conhecimento.


[1] TORRES, PATRICIA L. Aprendizagem em Redes, Palestra proferida em 17.06.2011, Curitiba, PR.
[2] TORRES, PATRICIA L. Aprendizagem em Redes, Palestra proferida em 17.06.2011, Curitiba, PR.
[3] GOFFEE, Rob e GARETH Jones. Quem disse que você  pode liderar pessoas? RJ: Campus Elsevier, 2006.
[4] KOTTER, John.  Liderar mudança.  Rio de Janeiro: Campus, 1999.

*Francisco Bittencourt é Consultor Sênior do Instituto MVC - www.institutomvc.com.br

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Artigo: Os benefícios da Gestão do conhecimento para as organizações


OS BENEFÍCIOS DA GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA AS ORGANIZAÇÕES

Por Sonia Wada*
Imagem Divulgação
Sonia Wada é diretora-presidente da SBGC
 
Práticas de gestão do conhecimento não são apenas modismos da administração moderna. Não é de hoje que as empresas já a utilizam como ferramental de capacitação profissional. Temos inúmeros exemplos de mestres que passam os ofícios de sua profissão a seus aprendizes, desde os grandes mestres da arte como Da Vinci ao um simples carpinteiro em sua oficina rudimentar.
A economia mundial já viveu vários ciclos marcados pelas revoluções Agrícola e Industrial e, mais recentemente, pela Revolução da Informação. Na Revolução Agrícola, o poder político e econômico baseava-se na posse da terra. Já na Revolução Industrial, o determinante era o capital financeiro. Nela, passamos pela eras da produção em massa, da eficiência, da qualidade, da competitividade. Agora, em plena Era da Informação o que pesa é o conhecimento.
O saber e o aprender sempre foram as molas propulsoras da humanidade. Dados, informações e conhecimentos sempre existiram em todas as organizações, sejam elas do primeiro, segundo ou terceiro setor. O que há de novo nesse processo é entender o conhecimento como capital intelectual ativo das instituições. Saber geri-lo, conservá-lo, disseminá-lo, combiná-lo, criar e aplicar o conhecimento é fundamental para obter sustentabilidade e vantagem competitiva, por meio de melhorias, inovação e aumentando a qualidade de vida das pessoas, nesse mundo de constantes mudanças. Por isso é necessário que os gestores estejam abertos à criação de um ambiente favorável ao apoio de práticas que levem à formação de mais conhecimento, permitindo a captura e o filtro desse saber por meio de processos, métodos, práticas, ações e de sistemas internos de compartilhamento entre seus parceiros.
A grande questão é: onde está armazenado todo esse conhecimento? Ele está em toda parte, na cabeça das pessoas. É o conhecimento tácito, ou seja, aquele que foi formado pela vivência e pela interpretação e pela aplicação constante de dados e informações. Como transformar esse saber em conhecimento explícito, aquele que pode ser formalizado, armazenado, transportado, utilizado e mensurado? Somente com o gerenciamento de todo esse capital intelectual coletivo. Daí a necessidade da gestão do conhecimento!
Com a velocidade das transformações e a atual complexidade dos desafios, ganhar longevidade nesse mercado inconstante não é tarefa fácil. Empreendimentos públicos e privados devem antecipar suas estratégias aos fatos, precisam ser pró-ativos em suas decisões e reinventar-se a cada dia.
O que garante a segurança na tomada de decisões é a disponibilidade de todas as informações e conhecimentos possíveis. Quando esse capital intelectual está inacessível, disperso ou desorganizado, o futuro torna-se temeroso, incerto. A gestão do conhecimento veio em auxílio dos empreendedores no desenvolvimento de soluções relacionadas à competitividade e inovação nas empresas.
O cerne da gestão do conhecimento é justamente preocupar-se com a organização do conhecimento humano para que esse possa ser usado de maneira inteligente, gerando mais valor e aumentando o desempenho e a vantagem competitiva. Cabe à GC (Gestão do Conhecimento) criar, identificar, recolher, organizar, armazenar, integrar, partilhar, difundir, transferir, socializar, usar e explorar toda informação, filosofia, política, cultura, valores, normas, procedimentos, rotinas, processos, práticas e experiências dos colaboradores.
Muitos profissionais, com seus saberes individuais, deixam de trocar experiências entre si, impossibilitando o encontro de soluções na base da pirâmide e impedindo a implementação de uma boa gestão do conhecimento. Apoiada na participação ativa da alta administração, a GC coloca todos trabalhadores em contato constante, criando comunidades de aprendizado mútuo, disponibilizando a informação, na hora e no lugar acessível para cada necessidade, evitando retrabalho e sem duplicidade de esforços.
A gestão do conhecimento estimula os indivíduos a buscarem e compartilharem seu capital intelectual, de acordo com suas habilidades, por meio de ferramentas criadas para esse fim como, por exemplo, redes internas, portais, conversas informais, grupos de trabalho, lições aprendidas, comunidades de práticas, assistência a colegas, análise de rede social, colaboração em rede, narrativas, educação corporativa, inteligência nos negócios, processo de criação e inovação e gestão de intangíveis. O resultado se materializa na aplicação desses saberes cotidianos no ambiente de trabalho.
Os benefícios são inúmeros tanto para a pequena empresa como para as gigantes multinacionais e até governos e o melhor: está disponível para qualquer tipo de empreendimento. Basta vontade de crescer e aprender sempre. Em primeiro lugar, as instituições ganham agilidade e mais capacidade de resposta aos problemas imediatos, tornam-se mais competitivas e rentáveis. Os trabalhadores, por sua vez, sentem-se valorizados e motivados. Isto aumenta o seu rendimento produtivo, auxilia no desenvolvimento de competências e facilita a comunicação entre os pares. Esses perdem o medo natural de compartilhar ideias geradoras de inovação e de enfrentar novos desafios. Além disso, a GC também propicia conscientização do pessoal em torno do negócio, criando e aplicando o conhecimento em novos produtos, nos processos, na execução de tarefas para atingir a excelência operacional, no atendimento ao consumidor etc. Tudo isso agrega valor à organização.
Para as empresas, a GC melhora a capacidade de atrair profissionais comprometidos com resultados de longo prazo, com conhecimentos e habilidades diversas, gera empregabilidade, diminui a rotatividade, estimula a criatividade e a vontade constante de aprendizado. Otimiza, ainda,  os processos internos e os fluxos de trabalho. Desta forma, a gestão do conhecimento gera valor às organizações, diferenciando-as das demais.  Propicia um melhor aproveitamento do conhecimento já existente, contribui para a redução de custos, para o aumento de competitividade e receita. Também  os investimentos em capacitação profissional acabam por retornar mais rapidamente.
A agilidade nas respostas e o comprometimento são notados pelos clientes que percebem a sensível melhora no atendimento e na qualidade dos serviços, ou seja, quando uma decisão é tomada com mais segurança, rapidez e competência há uma melhor obtenção de resultados percebidos. Outra vantagem é conhecer os pontos fortes e fracos da organização para buscar a correção de rumos e a melhoria contínua.
Invariavelmente, empreendimentos bem sucedidos são aqueles nos quais a gestão do conhecimento faz parte do ambiente e de sua cultura organizacional. Em outras palavras, faz parte do seu DNA, isto é, está intrínseca nos processos, sistemas, comportamento e valores. São aqueles que utilizam a GC como recurso estratégico para gerar vantagem competitiva e aumentar o valor de mercado. São os que incorporam essa inteligência coletiva à tecnologia, atendimento, produtos e serviços. Exemplos não faltam, Apple, IBM, MPX, Tetrapak, Natura, Correios, Petrobras, Vale, entre muitas outras. Essas empresas já entenderam que o conhecimento é um gerador de riquezas, é um fator fundamental para mantê-las competitivas no mercado, fortalecer suas competências e melhorar seu desempenho. Esse capital não tem preço, portanto, não pode ser negociado!


*Sonia Wada é pesquisadora, formada em Biblioteconomia e Documentação pela ECA/USP, especialista em informação tecnológica e gestão do conhecimento e mestre em Inteligência Competitiva. Atualmente é diretora presidente da SBGC - Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (www.sbgc.org.br) e do KM Brasil 2012 – Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento (www.kmbrasil.com), evento que acontece em agosto, em São Paulo. E-mail: linksbgc@linkportal.com.br



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Respeite seu público


Escreva Pensando nele e não em Você

por 
José Paulo Moreira de Oliveira*

Alguns pontos a considerar:
 
  • O crescimento avassalador da informática modificou radicalmente os conceitos de tempo, espaço, sigilo e confidencialidade.
  • A escrita passa por profundas transformações, que exigem do redator o desenvolvimento de novas habilidades, resultantes das exigências de um público mais amplo, altamente diversificado e cada vez mais exigente.
  • Todos se ressentem da absoluta falta de tempo. Não há mais espaço para leitura de tratados intrincados e volumosos.
  • Seus escritos só serão reconhecidos e valorizados, quando o leitor entender a intrincada relação custo/benefício. O que o leitor vai ganhar ao investir na leitura de seu texto?
  • Profundidade, pertinência, substância e amplo domínio do assunto são virtudes que não saíram de moda. O problema reside na forma como esses conceitos serão transmitidos ao leitor.

Para que sua produção textual consiga o merecido retorno, é fundamental que você tenha o mais amplo conhecimento do público-alvo que deseja atingir.
Para tanto, tenha sempre em mente as seguintes questões:

  • Seus leitores em potencial são técnicos ou leigos no assunto?
  • O trabalho a ser produzido é de circulação interna? Sua comunicação será dirigida a uma categoria profissional específica ou você pretende atingir amplos e diversificados setores da sociedade?
  • Qual o grau de especificidade a ser imprimido ao trabalho?
  • A linguagem utilizada dá margem a crer que o texto terá boas chances de ser lido e compreendido por alguém que não tenha participado, direta ou indiretamente, de sua elaboração?

Mantenha o foco no Leitor

Se o leitor não é um especialista, a informação breve, clara e expressa em linguagem acessível será mais do que suficiente. Para o público em geral, interessa saber que um termômetro é “instrumento destinado a medir a temperatura dos corpos” (Michaelis, 1998). Inútil e desnecessário será explicar seu mecanismo de funcionamento ou ainda falar das experiências de Fahrenheit, Six, Celsius, Rutherford ou Geissler com o calor.
Se o leitor é um especialista, deve-se privilegiar a informação que vá ao encontro das necessidades informacionais desse público específico. Para um epidemiologista, é importante saber que seres humanos podem contrair o antraz em contato com a terra —, principalmente em contato com animais, em cujo pelo, cabelo e presas o microrganismo pode sobreviver anos a fio. E que, até invadir os pulmões, o risco de contágio é infinitamente menor.
Para especialistas em Defesa, é importante saber que os esporos do antraz podem ser lançados por artefatos de artilharia a centenas de quilômetros e que a bactéria, por ser transmissível pelo ar, pode tornar-se arma poderosa em uma eventual guerra biológica.
Em uma revista dirigida a médicos, matérias relacionadas a novos medicamentos descobertos para o tratamento da aids ou a novas técnicas cirúrgicas para implante de órgãos serão naturalmente apreciadas. Explicar os cuidados que se devem tomar para não contrair o vírus ou descrever os procedimentos legais necessários para fazer uma doação são informações redundantes para esse tipo de leitor – embora sejam da maior relevância para o grande público.
Fica fácil observar como a caracterização do público-alvo é importante para a seleção das informações. Sem esse recurso, estaremos certamente cansando o leitor com pormenores dispensáveis, que só vão desviá-lo do caminho a ser percorrido.
E por falar em caminho, cuidado. Nossa insegurança pode pôr tudo a perder no momento em que competência profissional e hierarquia social aparecem para nublar decisões, principalmente quando se trata de fazer chegar informações técnicas a um leigo.

Não complique

Doutor João preparou uma palestra sobre doenças sexualmente transmissíveis e adaptou o conteúdo técnico às necessidades de seu target: vigilantes e seguranças de uma empresa.  Embora o roteiro elaborado esteja perfeitamente adequado ao público, Doutor João, sentindo-se inseguro, decide fazer pequenos “retoques” no script, preocupado que está em não ser parecer tão simples.
Primeiramente, nosso palestrante substitui use por utilize fazer por fase de implementação. Nessa linha de raciocínio, melhor tratamento vira profilaxia recomendada e remédios se transformam em recursos terapêutico-farmacológicos disponibilizados ao usuário.
Na verdade, o que Doutor X teme é perder o respeito e a credibilidade da plateia apenas por cometer o “pecado” de ser simples e objetivo. A preocupação acadêmica com sua imagem profissional de médico irá falar mais alto e fatalmente levará nosso palestrante a reescrever parágrafos inteiros, nos quais muito jargão técnico será inserido.
Caso insista em manter essa postura, a reação amorfa e indiferente do público será inevitável. Assim, se o resultado obtido ficar aquém de suas expectativas — e as pessoas se sentirem desestimuladas — o médico não deve atribuir o fracasso da palestra ao baixo nível de escolaridade dos vigilantes e seguranças. Afinal, Doutor João conhecia muito bem as pessoas a quem deveria atingir.


*José Paulo Moreira de Oliveira é Consultor Parceiro do Instituto MVC - www.institutomvc.com.br

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Empatia: Entenda o que é e use sem economia

Por Marcelo Veras*

Hoje encerro a série de sete reflexões sobre a competência “Relacionamento interpessoal”. Para isso, quero declarar, sem mais delongas, que a palavra que poderia mudar o mundo e principalmente a sua carreira é EMPATIA.
Antes de tudo, preciso dizer que odeio expressões casuais como "rolou uma empatia entre nós!" Que horror! Como a preguiça de consultar um mero dicionário pode ser prejudicial à vida em sociedade! Empatia é uma coisa. Simpatia, outra.

Por que acredito realmente que esta palavra pode mudar a sua vida e a sua carreira? Bom, vamos começar pela definição de EMPATIA, palavra que, no meu artigo anterior, ganhou status de “caminho das pedras” para quem quer descobrir como criar a poupança e o saldo nos seus relacionamentos profissionais. Empatia significa “se colocar no lugar do outro”. O termo que gosto de usar nas minhas aulas para deixar bem claro o que significa EMPATIA é o seguinte: Colocar os seus pés nos sapatos do outro. Esta metáfora carrega a essência deste tão importante conceito. É muito fácil alguém abrir a boca e falar coisas do tipo: - Ah, imagino como fulano deve ter sofrido. – Nossa! Isso deve ter sido duro para ela! Imagina nada! Ninguém tem a menor ideia do que é sentir algumas coisas. Só quem sente sabe. Por m ais que se explique um sentimento, seja ele bom ou ruim, ninguém pode senti-lo a não ser o “dono”. E esta incapacidade generalizada que o ser humano tem de sentir o que o outro sente é a causa de muitas mazelas, não só campo profissional.

E é aqui que se encontra o maior desafio da competência “Relacionamento interpessoal”. Para que você possa encontrar as formas de ajudar alguém no campo profissional, você deve, antes de mais nada, entender o momento desta pessoa, os seus objetivos, os seus desafios, os seus medos, as suas angústias e os seus dramas.

Deixei um desafio no artigo anterior. Pedi-lhe, como dever de casa, que pensasse em como poderia ajudar as pessoas as quais você decidiu colocar na sua rede de contatos, a fim de criar o seu saldo para o futuro. Pois bem, EMPATIA é o caminho. Você só vai conseguir ajudar alguém se você conseguir se colocar no lugar dessa pessoa. Ou seja, mesmo que ela não seja tão clara ou explícita – como a maioria não o é – você deve investir tempo e energia para se colocar no lugar dela e tentar, senão sentir a sua dor, ao menos prospectar alguma identificação com seus medos e suas inseguranças. Para isso, uma coisa talvez precise mudar imediatamente no seu comportamento. Talvez você deva parar de analisar as pessoas à sua volta de forma muito superficial e rápida, formando um juízo equivocado. Vejo muito isso nos corredor es das empresas e nos cafezinhos ou happy hours entre colegas. Falam e criticam alguém sem pudor e sem de fato conhecerem a pessoa. Essa turma vai se dar mal sempre. Talvez seja por isso que ficam patinando na carreira. Fuja desse time. Invista o seu tempo em compreender melhor as pessoas que convivem com você, sem preconceito e tentando sempre exercitar a EMPATIA. Você verá que, ao entender melhor o que uma pessoa da sua rede de contatos está sentindo, você poderá ser o apoio que ela está precisando. E isso, para o seu futuro profissional, terá um retorno sem precedentes. É assim que a vida funciona. E aqui me dou ao direito de enriquecer a citação bíblica já usada anteriormente. De: “É dando que se recebe”, para: “É dando as coisas certas que recebe”. Até o próximo!

*Vice-presidente acadêmico da ESAMC. Associate Partner da AYR Consulting – Consultoria de Inovação. Sócio-diretor da PRIME Educacional – Franqueada ESAMC. Professor de Marketing, Estratégia e Planejamento de Carreira de MBA na ESAMC. Palestrante e consultor de empresas nas áreas de Gestão de Carreiras e Marketing.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Negócios responsáveis



Carlos Augusto Pires*

            Há algum tempo, percebemos que o tema “responsabilidade” tem adquirido dimensão e importância cada vez maiores, relacionando-se a áreas como a social, ambiental, moral, ética... Hoje, tornou-se fator inerente e está na pauta de discussão de qualquer atividade desenvolvida por indivíduos, grupos, instituições, entidades, governos ou corporações. E é justamente a amplitude com que a “responsabilidade” tem sido assumida pelos diferentes agentes da sociedade que vem atingindo patamares inimagináveis, quando a comparamos com referências de um passado não muito distante.
            Um exemplo da evolução dos padrões de responsabilidade – seja por exigência dos consumidores, de governos, de instituições, de princípios sociais, ou, até, por iniciativa das empresas – pode ser percebido no conteúdo de três resoluções firmadas durante o “The Global Summit 2011” (Encontro Global 2011), evento realizado este ano, em Barcelona (Espanha), pelo “The Consumer Goods Forum” (Fórum dos Bens de Consumo), rede mundial de líderes do varejo, indústria de alimentos e bebidas, bens de consumo e prestadores de serviços dedicada a iniciativas relacionadas aos seguintes pilares estratégicos: tendências emergentes; sustentabilidade; saúde e segurança; excelência operacional; troca de conhecimentos e desenvolvimento de pessoas.
            As três resoluções aprovadas, debatidas por um grupo de líderes empresariais eespecialistas e que serão sugeridas como princípios às corporações de todo o mundo, estabelecem os seguintes objetivos: garantir o acesso e a disponibilidade de produtos e serviços que estimulem entre as pessoas a adoção de dietas e estilos de vida mais saudáveis; oferecer informações transparentes que auxiliem o consumidor a tomar decisões embasadas; e desenvolver programas educacionais para ampliar a consciência e estimular a adoção de estilos de vida mais saudáveis.
            É interessante perceber a preocupação dos líderes empresariais em contribuir para a solução de problemas que, em um primeiro momento, poderiam ser qualificados como de saúde pública. Mas, afinal, as empresas têm de ser responsáveis a ponto de estimular hábitos mais saudáveis, mesmo que isso possa aparentemente afetarseus próprios interesses comerciais? A resposta é um definitivo sim.
            Mesmo diante do apelo do livre consumo, o mercado (formado em sua base justamente por consumidores) exige que as empresas ofereçam produtos e serviços saudáveis às pessoas (e até, eventualmente, aos animais), atuem com responsabilidade e demonstrem, de fato, suas preocupações e atitudes nesses sentidos. Para chegar a isso, é imprescindível desenvolver uma comunicação transparente, que agregue informações esclarecedoras para orientar as pessoas no sentido de tomarem as decisões mais oportunas em cada caso. Também é essencial contar com o apoio de dados, informações, pesquisas e apurações científicas que deem suporte adequado à confirmação de que tais produtos e serviços oferecidos são realmente saudáveis como se indica.
            Cuidar para que o consumidor saiba o que é bom para si ou para seus familiares e semelhantes passou a ser uma obrigação das empresas. Ser responsável significa atuar pensando em todos os impactos que as corporações podem provocar, seja no que diz respeito às pessoas, ao meio ambiente ou à sociedade como um todo. É tarefa, portanto, das organizações exercitar de modo transparente e inteligente a adequação de produtos e serviços, seus processos e suas relações com seuspúblicos. Nesse sentido, é preciso investir forte no uso da criatividade, em pesquisa e inovação. A equação é simples: oferecer produtos e serviços confiáveis, somado a uma atuação responsável dedicada a todos as entidades que dão forma à sociedade, resulta em melhor percepção do que as corporações têm a oferecer e de sua própria existência, o que redunda, em geral, em resultados melhores e sustentados.
            Além disso, países como o Brasil, em que os recursos naturais disponíveis têm sido verdadeiros garotos-propaganda do avanço da atividade econômica, precisam ter atenção redobrada em relação à forma como suas empresas, instituições, entidades e governos tratam e lidam com o meio ambiente, especialmente no que diz respeito à exploração e à gestão desses recursos, visando sempre o tão desejado desenvolvimento sustentado.
            Ao final, percebemos que a noção de responsabilidade sobre o bem-estar dos indivíduos, anteriormente considerada uma incumbência do Estado, está hoje sendo dividida por toda a sociedade, inclusive pelas empresas que a compõem. Essa não é apenas uma tendência, mas sim um caminho que vem se consolidando e que exigirá dos empreendedores atenção e determinação para que sigam no rumo acertado e garantam a sustentabilidade do próprio negócio e dos sistemas que o envolvem.

*Carlos Augusto Pires é sócio responsável pelas áreas de Consumer Markets - Brasil e Audit-SP da KPMG no Brasil.