terça-feira, 7 de julho de 2015

Contar histórias inspiradoras, habilidade essencial no exercício da liderança



* Amauri Nóbrega

Em tempos de mercado extremamente competitivo, os gestores e líderes têm papel fundamental para garantir a sobrevivência das organizações. Uma das estratégias para tal é o posicionamento de uma liderança autêntica, que gere identificação e motivação em sua equipe. Mas como conseguir isso? Acredito que um líder precisa saber contar histórias, tem que ser genuíno, com raízes fortes, ou seja, ter uma história motivadora para conseguir manter o seu time inspirado e focado em atingir o objetivo desenhado.

Saber contar histórias inspiradoras, que façam todos abraçarem uma causa, é uma habilidade essencial para quem ocupa um cargo de liderança ou deseja assumir esta posição. Um exercício que sugiro é colocar sua própria história no papel, ação que fará com que se aprimore a capacidade de contar uma história. Será uma excelente oportunidade de refletir sobre as diversas passagens e decisões da sua vida.

“Sem base, não existe construção.”

Contando sua própria história, será possível analisar suas raízes, onde estão seus valores e crenças. A história da sua vida é a base da sua liderança, logo, se não existe base, não existe construção. Notem que não existe uma árvore sem raiz, e, se existisse, ela não ficaria em pé por muito tempo.

Assim, proponho ao líder uma análise de toda a sua trajetória pessoal e profissional, listando as experiências que o fizeram chegar ao posto de liderança e como ele fez isso. Essa estruturação da história pessoal e profissional será de grande importância para diferenciar aqueles líderes que chegaram à posição por questão de poder e os que fizeram por mérito. Há os líderes que cresceram a partir do poder, que tiraram vantagens das pessoas menos poderosas para crescer ou que usaram as pessoas boas como trampolim. Este tipo de liderança não tem uma vida longa, além disso, uma pessoa que ocupa tal cargo sem contar com uma história, pode ocasionar até o declínio da empresa que o contratou.

Passível de imprevisibilidade como qualquer outra esfera da vida, os negócios são atingidos por diversas forças e o líder precisa perceber as mudanças para traçar uma nova rota. É nesse momento que ele deverá ser autêntico em seu discurso com o time para conseguir atingi-lo com o coração e fazer com que a equipe continue engajada, mesmo com os novos desafios e pressões, para seguir em frente rumo ao novo objetivo.

Amauri Nóbrega é consultor executivo, palestrante, coach, escritor, conselheiro e especialista em estratégia e finanças. Site: www.amaurinobrega.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2015

Um Brasil de progressos em meio à crise


 

* Por Erik Penna


“Todo o progresso acontece porque as pessoas ousam ser diferentes.”
 (Harry Millner)

Cada vez que as pessoas encontram uma boa desculpa, abrem mão de um ótimo resultado. Digo isso porque há muita gente falando de crise, às vezes até utilizando o jargão “tempos difíceis” para justificar os maus resultados.

Será que as coisas estão realmente difíceis pra todo mundo? A resposta é não. Há muito progresso e empresas ampliando os negócios, ganhando dinheiro e crescendo normalmente em 2015.

Não se apegue apenas às notícias ruins para explicar as metas não atingidas, aliás, o mercado está recheado de empresas com resultados expressivos. No mês passado, enquanto alguns shoppings reclamavam da crise, apliquei um treinamento num deles, em Pernambuco, que registrou um crescimento de 2 dígitos no primeiro trimestre do ano.

Enquanto algumas organizações demitem, outras contratam, atuam em vários turnos e fazem horas extras. Segundo a ANFAVEA, a venda de carros novos caiu 19,2% no período de janeiro a abril de 2015 em comparação a 2014, mas saiba que a Toyota, Hyundai, Jeep e Honda estão se dando muito bem.

Para se ter uma ideia, enquanto algumas montadoras demitem ou dão férias coletivas, a Toyota vendeu 56,7 mil automóveis e comerciais leves (incluindo importados), 7% a mais no mesmo período do ano passado. A Honda em meio à crise lançou o utilitário-esportivo HR-V. Hoje, os funcionários fazem hora extra para atender o mercado, atualmente tem fila de espera de até 120 dias nas concessionárias e as vendas da marca aumentaram 15% no primeiro quadrimestre de 2015. Outra marca asiática, a Hyundai, chega a operar em três turnos e, assim como A Honda e A Toyota, não adotou medidas de corte de produção, nem férias coletivas.

Acompanhei também o expressivo crescimento da Estrela Franquias, rede de lojas Barriga Verde/Caverna do Dino, vendendo cada vez mais no ramo de moda infantil. O que dizer então do setor de serviços, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), cresceu mais de 4% com destaque ao segmento de seguros, que segundo a SUSEP,  teve crescimento de 22,4 % no primeiro trimestre do ano em comparação a 2014.

Pesquisas apontam ainda crescimento nos setores de beleza, tecnologia, artigos de papelaria, comércio eletrônico, atacadista e alimentos, com grande destaque para o agronegócio.

Sei que enfrentamos dificuldades e não estamos vivendo em época de vacas gordas, mas não se iluda pensando que todas as empresas e setores estão fracassados, que só temos péssimos desempenhos e que tudo está perdido.

A reflexão que fica é: analise esse contraste de performances e pense sobre o que será que estas organizações estão fazendo para crescer em meio à turbulência. Com certeza não ficam paradas reclamando da crise, mas ao contrário, estão se reinventando, inovando processos e produtos, revendo seus diferenciais, capacitando suas equipes, repensando o mix ofertado ao mercado, criando novas parcerias, adequando e aperfeiçoando seus produtos, descobrindo outros nichos, qualificando-se na prestação de serviço para atuar com excelência e investindo em diferentes canais de divulgação para atrair mais clientes em tempos difíceis.

As dicas acima são alguns dos caminhos que podemos trilhar ao invés de ficarmos apenas resmungando e nos escondendo atrás das agruras econômicas.

* Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site: www.erikpenna.com.br

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Conheça os problemas psicológicos, físicos e técnicos que prejudicam a comunicação



Vendas perdidas, negociações mal sucedidas, treinamentos ineficientes, discursos sonolentos e mal elaborados, discussões, boicotes, brigas e desentendimentos entre as pessoas de um modo geral, acontecem nas relações profissionais, familiares ou sociais.

Se as pessoas conseguissem comunicar-se melhor, menos mal entendidos iriam ocorrer. Sem perceber, muito dos problemas comuns que ocorrem nas relações interpessoais, acontecem justamente por problemas de comunicação.

 Alguns dos problemas mais comuns ocorrem em três blocos distintos: a) psicológicos; b) físicos; c) técnicos.

a) Psicológicos:

Medo – Medo de tudo, de ser mal sucedido, de errar, de não ser compreendido, de falhar, de não conseguir dar o recado, de denegrir a sua própria imagem, enfim muitos medos. O mais curioso, se analisarmos bem, na verdade não vamos encontrar muitas razões para esses medos, pois na maioria são imaginários e não reais. O principal medo, no entanto, que pode ser uma síntese de todos esses é o “Medo de falar em público”.

Excesso de preocupação – Algumas pessoas são preocupadas demais. Existe um lado positivo na preocupação relacionado à preparação, ao planejamento, a organização do que iremos realizar. Só que temos uma voz interior e se não a soubermos controlar, nos perdemos. Essa voz começa a perguntar assim: E se eu falhar? E se perguntarem algo que eu não sei? E se entrar o diretor enquanto eu estiver falando?

O interessante é que as respostas a essas perguntas tendem a ser negativas, gerando um pessimismo e neutralizando as forças de energia positiva e de entusiasmo, minando as resistências da pessoa, gerando uma grande possibilidade de fracasso.

Baixa autoestima - Henri Ford já dizia: “Se você acha que pode ou se acha que não pode, em ambos os casos você está certo”. Em outras palavras, se você acredita no sucesso do seu esforço ou se acredita no insucesso, em ambos os casos você também está certo. Podemos optar em sermos otimistas ou em sermos pessimistas e até essa atitude diante da vida ou das situações pode ser treinada e desenvolvida.

Um pessimista irá falar mal de si mesmo, denegrindo a sua própria imagem, evidenciando a sua impotência e a sua incapacidade. É óbvio que colherá dó e pena das pessoas. Por outro lado, uma pessoa de bem com a vida e consigo mesma, entusiasta e otimista, irá irradiar uma energia positiva e atrairá para si estímulos positivos, boa energia e pessoas que funcionam nessa mesma faixa de frequência.

b) Físicos:

Voz fraca – Volume baixo, onde a voz é quase inaudível.

Linearidade – A fala mantém um tom monocórdio, gerando sonolência e desatenção das pessoas.

Dicção ruim – Dificuldade de pronúncia, onde os sons não são claros e a compreensão fica prejudicada.


Velocidade excessiva – Ocorre quando a pessoa atropela as palavras, além de dificultar o entendimento das ideias.

Velocidade lenta – Talvez pior ainda do que a velocidade acelerada. Ficamos impacientes, querendo ajudar a pessoa que está falando, também gerando desinteresse.

Ausência de teatralização – A pessoa que fala nada expressa além do conteúdo e sabemos que tão ou mais importante do que o conteúdo é a forma de falar. Um bom exemplo disso é a pessoa falando algo alegre com uma voz triste ou melancólica.

Nasalação – Os sons são excessivamente anasalados, tornando feia a fala.

Ausência de pausas – As pausas servem para facilitar a compreensão do ouvinte, dar beleza estética e também para que o apresentador possa melhor concatenar as suas ideias. A ausência de pausas torna a fala inadequada e distrai a atenção dos ouvintes.

Ausência de gestos – Algumas pessoas colocam as mãos atrás ou na frente do corpo ou ainda na cintura (tipo açucareiro), cruzam os braços ou enfiam as mãos nos bolsos e não fazem gestos. Uma gesticulação adequada reforça o conteúdo da fala.

Postura inadequada – Pensando na posição dos pés, podemos fazer uma analogia com o relógio. Existe a posição “quinze para o meio dia”, “Meio dia e quinze” e “dez para as duas”. São inadequadas, desviam a atenção dos ouvintes e geram certa deselegância.

Olhar perdido – Há aqueles que olham para cima ou para baixo ou apenas para algumas pessoas. O ideal é que se olhe nos olhos das pessoas, envolvendo-as plenamente.

Aparência deselegante – Um toque de classe, de sensibilidade, de bom senso e de bom gosto nunca é demais. Só que algumas pessoas exageram no contrário, ou seja, são relaxadas mesmo, desde uma roupa suja ou um sapato sem graxa e mal cuidado até desleixo em detalhes de asseio e aparência corporal.

c) Técnicos:

Desorganização de ideias – Toda apresentação deve ter uma estrutura, ou seja, um objetivo, um começo, um meio e um fim. Há pessoas que começam pelo meio, terminam pelo começo e desenvolvem aquilo que deveriam deixar para o final. É necessário aprender e desenvolver apresentações estruturadas e organizadas.

Vícios de linguagem – Ou seja, excesso de “nés”, “tás”, “certos”, “percebes”, “aaaa..”
“eee...”. A audiência fica contando quantos desses vícios ocorreram e deixam de prestar atenção no conteúdo da fala.

Dificuldade de vocabulário – É até comum a pessoa querer dizer alguma coisa, ela tem a ideia na cabeça, mas não consegue encontrar rapidamente a palavra para externar esse pensamento.

Inadequação no uso de Recursos Audiovisuais – Transparências ou lâminas excessivamente carregadas, muitas informações de uma só vez, cores e contrastes de mau gosto, ilegibilidade, falta de clareza ou adequação em relação ao conteúdo.

Em síntese, essas são as dificuldades mais comuns que ocorrem na comunicação das pessoas. Além dessas, inúmeros outros pequenos problemas, desde prolixidade, excessiva objetividade, postura arrogante ou prepotente ou, ao contrário, humilde demais.

O importante ao fazer uma análise sobre os problemas de comunicação, é que a parte mais difícil é justamente a descoberta desses problemas, pois a solução é relativamente simples, dependendo apenas de destreza experimental e orientação adequada.

Descubra, portanto, quais são as suas dificuldades de comunicação, invista na sua solução e esteja certo de que sua vida será bem melhor.

Reinaldo Passadori - Professor e Diretor do Instituto Passadori, especialista em Desenvolvimento Humano e Comunicação Verbal.  Conferencista dos mais requisitados em seu segmento no Brasil. É autor dos livros:  “Comunicação Essencial - Estratégias Eficazes para Encantar seus Ouvintes” - Editora Gente,  “As 7 Dimensões da Comunicação Verbal” - Editora Gente e “Media Training” - Comunicação Eficaz com a imprensa e a Sociedade - Editora Gente.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Como transformar o conhecimento em vantagem competitiva

Por Madalena Carvalho

Gestão do Conhecimento não é novidade. Talvez um novo nome para uma preocupação antiga.

Não há duvida de que o conhecimento é o recurso econômico mais valioso para a competitividade das empresas e nações.  Por isso a gestão do conhecimento é um dos temas mais quentes do momento. Os grandes gurus, líderes empresariais e consultores têm apontado o conhecimento como uma vantagem competitiva sustentável.

E por que?

Felizmente, as empresas da Nova Economia perceberam a importância do capital intelectual e migraram de um conceito antigo e ultrapassado para um modelo dinâmico que reconhece e valoriza a força das pessoas. Isto significa dizer que hoje o valor do conhecimento destas pessoas suplanta os valores dos produtos e serviços, pois estes transformaram-se em agregados de idéias.

E como as empresas podem gerenciar este conhecimento? A resposta não é tão simples.  Em primeiro lugar é importante entender a dinâmica do conhecimento. Todo conhecimento é criado pelo indivíduo e a ele pertence, isto equivale a dizer que uma empresa não pode criar conhecimento sem as pessoas, no entanto, pode e deve incentivar e apoiar a criatividade, iniciativa, habilidade e promover situações que estimulem e garantam o conhecimento.

E similarmente a produtos e serviços, o conhecimento também deve ser catalogado, transferido, assimilado e utilizado.  E aqui reside uma grande dificuldade das empresas.  Lembrando Júlio Rotemberg que diz: "não se pode simplesmente assumir uma organização pesada, contratar indivíduos inteligentes e esperar que as coisas boas aconteçam".

Grandes talentos não garantem resultados em função do conhecimento que possuem, mas sim através da forma como utilizam este saber.  É preciso uma quebra de paradigmas, é preciso um apoio diretivo forte para que a Organização cresça de verdade. É preciso entender que investir em conhecimento requer um sistema e uma cultura organizacional aberta para a inovação, livre de regras e condutas opressoras.

Há algumas estratégias para se atingir este ponto, de forma que o conhecimento melhore a produtividade final, tais como:
1.    Promover a criatividade e a inovação de produtos e serviços;
2.    Compartilhar com os colaboradores os objetivos e conhecimentos essenciais ao negócio;
3.    Aumentar e facilitar o acesso ao conhecimento;
4.    Aumentar o estoque de conhecimentos explícitos;
5.    Aumentar o intercâmbio de conhecimentos tácitos;
6.    Incentivar o comprometimento dos colaboradores para a aprendizagem.

Há muitos desafios a serem vencidos na implantação de uma Gestão do Conhecimento e como em todo processo de mudança há riscos e oportunidades. Cabe as Organizações compreenderem que para o conhecimento se tornar vantagem competitiva não pode ser visto apenas como mais um projeto, mas um forte compromisso com o desenvolvimento das competências de seus colaboradores.

Talvez seja necessária uma certa dose poética na implantação de uma Gestão do Conhecimento forte e atuante. Um olhar que vá além das máquinas, mas que seja capaz de interpenetrar no coração das pessoas e assim despertá-las para um novo posicionamento dentro da Organização, compartilhando efetivamente seus conhecimentos e contribuindo de forma significativa para os resultados organizacionais.

Infelizmente nem todas as empresas estão preparadas para isso, pois ainda falta em algumas uma visão sistêmica e integrada, preocupação com a competitividade, base tecnológica e muito investimento, principalmente de energia. Superação de obstáculos!

Transformar conhecimento em vantagem competitiva é contar com um recurso ilimitado que está a nossa disposição e que aos poucos estamos aprendendo a interpretar.



Madalena Carvalho

terça-feira, 31 de março de 2015

A importância do planejamento estratégico de vida e carreira


*Alexander Baer
Planejar é preciso! Identificar, estar preparado, aproveitar as oportunidades e defender-se das ameaças! Planejamento estratégico é o grande diferencial para a o profissional que deseja obter mais sucesso em sua vida e carreira.
Os profissionais precisam hoje ter um rumo, uma visão de futuro para que possam, assim, buscar e alcançar todos os resultados almejados. Resumindo: estar preparado é fundamental para aproveitar o agora e o depois!
Fundamentalmente a análise do ambiente externo (cenários, oportunidades e ameaças) deve ser altamente conhecida, bem como a análise do ambiente interno (forças/pontos fortes e fraquezas/pontos fracos), para que os profissionais possam estar preparados para aproveitar as oportunidades e se defender das ameaças (os concorrentes, por exemplo).
Para os profissionais, fazer um balanço dos resultados de sua vida pessoal e profissional nem sempre traz dados satisfatórios. O motivo? Falta de planejamento e muito foco em apagar incêndios do dia a dia.
Todo profissional deve ter um rumo definido em sua carreira. Porém, não são todos que entendem a importância de definir suas próprias estratégias, objetivos e metas. Sem saber que rumos dar à sua vida e carreira, o profissional deixa o desenvolvimento e o crescimento à mercê do destino e da empresa em que trabalha.
Infelizmente, poucos sabem que o segredo para o sucesso é o planejamento estratégico de vida e carreira. Por isso, quando for estabelecer os planos para sua marca, o profissional precisa pensar a curto, médio e longo prazos. Quando se planeja, é possível contemplar o futuro e estar muito mais preparado para aproveitar as oportunidades e defender-se das ameaças do mercado, afinal, esse profissional estará muito mais focado e ciente de suas habilidades.
Planejar estrategicamente não é uma missão impossível. Para isso, é necessário seguir três passos, independente do nível hierárquico em que se encontra. São eles:
O primeiro passo é definir para onde se deseja ir. Essa ação descreve o direcionamento que o profissional deseja dar para sua vida e carreira. Para isso, deve definir, respeitar e seguir a sua visão, missão, seus valores e  códigos de ética, pois os valores de um profissional dão suporte à sua missão (o que ele faz hoje) e rumo à sua visão (o que ele quer ser) de futuro.
O segundo passo é um diagnóstico atual do profissional. Aqui, é preciso analisar profundamente o ambiente externo em que ele se encontra (seja a empresa em que trabalha ou o mercado lá fora) e seu ambiente interno (conhecer a si mesmo). Ao conhecer melhor o ambiente externo, é muito mais fácil distinguir e lidar com suas oportunidades e ameaças. Já a avaliação do ambiente interno também é de extrema importância, pois permite o aprimoramento de seus pontos fortes/forças e a correção de seus pontos fracos/limitações.
Depois de estabelecer os rumos de sua vida e carreira e diagnosticar sua atual situação, o profissional deve definir as ações para a expansão de mercado e diferenciação. Esse é o terceiro passo do planejamento. Aqui, o profissional pode, por exemplo, desenvolver estratégias para vender mais para os mesmos clientes, conquistar novos mercados, oferecer novos produtos e serviços, além de buscar a diversificação. Deste modo, o profissional torna-se único para o mercado e fica muito mais satisfeito, com muito mais sucesso e resultados altamente positivos.
É importante salientar que planejamento estratégico é fundamental para todos os profissionais que queiram ter sucesso em suas vidas e carreiras! Mas, como saber se o objetivo planejado é possível?
Simples! Quando se tem o rumo certo e a análise do mercado, o profissional sabe o que pode fazer para alcançar o sucesso. Ou seja, ter um claro plano de ação onde ele saberá o que, quando, onde, por que e quem é o responsável (ele mesmo), além de como fazer e quanto irá custar, além de deixar a si mesmo muito melhor preparado para as oportunidades e adversidades do mercado, trará mais segurança e força para ir além.
Dessa maneira, só não conquista o sucesso quem não quer!
*Alexander Baer é Presidente da Alexander Baer e Associados, Palestrante Profissional, Professor Convidado do MBA da Fundação Getúlio Vargas e Fundação Getúlio Vargas Corporativa, e também Coach Estratégico®, com atuação nacional nas áreas de Planejamento Estratégico Organizacional e de Vida e Carreira. www.alexanderbaer.com.br

terça-feira, 3 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher: ainda há poucos motivos para comemorar


* Por Bibianna Teodori
Com cada vez mais espaço no mercado, a mulher de hoje tem muitas outras preocupações e tarefas além das já conhecidas responsabilidades de mãe, profissional, esposa e dona de casa. Mas, ao mesmo tempo em que ganhou o mundo, a mulher precisa encarar desafios incompatíveis em pleno século XXI.
Os principais ainda são a equiparação salarial, o maior respeito e a busca por oportunidades em cargos de alto escalão. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 13% das mais de 8 milhões de empresas existentes no País têm profissionais do sexo feminino ocupando funções na direção.
Historicamente é possível observar a tentativa de equidade salarial e ocupacional entre os gêneros. Entretanto, mesmo com dispositivos legais atuando de forma a criar meios de garantir a inserção feminina no mercado, com rendimento equivalente ao do homem, não é o que vemos na realidade.
Romper com a divisão sexual do trabalho sempre foi uma luta do movimento feminista. Porém, num cenário de crise capitalista como o atual, colocar este tema no centro do debate é estratégico para combater as desigualdades.
O estabelecimento de igualdade de direitos entre homens e mulheres está diretamente relacionado com o desenvolvimento das sociedades. Sem isso, não é possível existir desenvolvimento sustentável. A contribuição feminina é indispensável. Não bastam os exemplos de tantas empresárias, tomadoras de decisões, trabalhadoras e líderes?
Defender a igualdade é tão importante como combater a violência doméstica ou capacitar populações de baixa renda. Desde a escola deve ser ressaltado que os direitos devem ser iguais, assim como as oportunidades e o desempenho.
Algumas medidas simples, mas eficazes, que podem ser tomadas:
1. Incentivar ações que estimulem a mulher a buscar alternativas de geração de renda
2. Educar filhos e filhas para que eles realizem, com igualdade, o trabalho do dia a dia em casa;
3. Eliminar crenças limitantes e expressões que sejam contra a dignidade da mulher ou que a coloque em situações de inferioridade;
4. Denunciar (realmente!) casos de violência, abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes;
5. Não valorizar e não comprar produtos que explorem o corpo da mulher em sua comercialização, exigindo o cumprimento da regulamentação publicitária e fortalecendo o sentido crítico da sociedade.
6. Divulgar de forma mais efetiva os centros de atendimento para mulheres, onde elas podem denunciar a violência e ter um acompanhamento físico e psicológico.
O coaching, por exemplo, ajuda no desenvolvimento e na quebra de paradigmas. Isso tanto em ações pessoais quanto em empresas, focando sempre o sucesso. Mas, para que essas alterações ocorram , é preciso:
- Definir uma ação
- Definir um plano
- Adicionar os recursos necessários para conquistar metas e eliminar obstáculos ou limitações.
- Analisar a congruência e os aspectos éticos.
- Avaliar impactos ou riscos.
O processo de coaching parte do princípio de que a responsabilidade pela mudança deve ser assumida por quem está perseguindo seus objetivos. Através do coaching, as mulheres passam a se conhecer melhor, a se dar valor, a absorver aprendizados, a refletir e a promover mudanças que alavanquem a performance.
Na vida, dificilmente as pessoas conseguem obter o que querem porque se deixam levar por acontecimentos e se tornam prisioneiras do tempo e das reivindicações dos outros. Nunca dão o primeiro passo para decidir o que realmente querem, seja com relação ao tempo, ao trabalho, às relações e, sobretudo, a si.
É preciso que a mulher aprenda a lidar com os desafios com mais leveza, com foco voltado para as soluções dos problemas. Conscientes de seus recursos, talentos, forças, competências, crenças, valores, missão e legado, elas estarão potencializadas e saberão do verdadeiro papel.
Mulheres, lembrem-se: somos as únicas responsáveis pelas nossas vidas. Somos as únicas responsáveis pelo que somos! Vamos mudar, exigir respeito, quebrar paradigmas e acreditar!

* Bibianna Teodori é Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de "Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”. www.bibiannateodoricoach.com.br

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

7 princípios para você ter um relacionamento saudável


* Por Bibianna Teodori
Em um relacionamento amoroso bem-sucedido, constrói-se uma vida em comum agradável a ambas as partes. Isso só acontece quando existem propósitos e significados em comum, fortes o suficiente para que os dois se sintam motivados ao imaginar um futuro juntos. 
O psicólogo John Gottman identificou em casais estáveis e saudáveis 7 princípios capazes de criar e fortalecer os sistemas de amizade e significado. Conheça cada um deles:

1) Identificar e aperfeiçoar o mapa do amor
Casais emocionalmente inteligentes conhecem o universo um do outro e possuem um “mapa do amor” do parceiro. Isto é, conhecem seus gostos e preferências, objetivos, valores, visão de mundo, anseios, temores e esperanças.
Uma explicação prática pode ser a de um piloto, que se utiliza de vários mapas para conduzir um avião. Essas representações permitem a ele fazer o julgamento correto diante de uma ampla variedade de situações no ar.
Em nossa vida, cada um de nós experimenta o mundo através dos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) e do território. Assim, criamos nosso mapa interno a partir do mundo externo, mas o que está do lado de fora pode não ser a mesma coisa que está na sua mente, pois mapas são apenas réplicas. Nós respondemos de acordo com o mapa de nossos valores, nossas crenças, memórias e conhecimento cultural.
Assim, aperfeiçoar o mapa do amor significa saber quais são as preferências, valores, forças, objetivos e desafios do parceiro.
2) Cultivar afeto e admiração
É fundamental existir admiração e respeito entre o casal. Sem isso, não há motivação para mudanças e melhorias – e muitas vezes, não há nem sequer motivação para permanecer juntos. Os casais felizes dedicam 5 horas adicionais por semana ao cultivo desses sentimentos, seja para reuniões a dois, cumprimentos e saudações, troca de abraços, beijos, saídas, passeios e atividades prazerosas.
3) Voltar-se para o outro
Sentimentos positivos são criados também através dos “lances”, uma forma de chamar a atenção do outro. Por exemplo: um sorriso, um convite para partilhar algo, uma “indireta” para algo que gostaríamos de receber ou até propostas mais explícitas (“Faz tempo que a gente não sai para jantar...”). Voltar-se para o outro significa ficar atento aos “lances”, respondê-los o quanto antes e deixar-se influenciar.
4) Apoiar-se um ao outro
Trata-se de atuar junto com o outro, e não contra. Divida decisões, negocie concessões. Partilhe o poder.
5) Resolver os problemas que podem ser resolvidos
Segundo o John Gottman, as divergências pontuais e solucionáveis constituem apenas 31% dos conflitos do casal, mas isso não significa que seu potencial para causar estragos seja desprezível.  Tudo aquilo que pode ser resolvido deve ser solucionado o quanto antes, a fim de evitar o desgaste desnecessário.
Se o casal não consegue negociar e se comprometer até mesmo para a resolução de questões menores, não irá administrar os conflitos perpétuos. Pense o que poderia ser feito para ajudar a resolver o conflito e apresente as sugestões a seu parceiro. Tenha uma comunicação que manifeste apreciação.
6) Encontrar o sonho dentro do conflito
Os conflitos eternos podem levar os parceiros a se fecharem em suas posições, uma vez que a base desses conflitos são sonhos, às vezes nem sempre expressos claramente, e valores do indivíduo. O segredo é entender e honrar o sonho do outro. Questões perpétuas nunca ou raramente são resolvidas, porém, ao honrar o sonho um do outro, o casal abre caminho para poder administrá-las de maneira a controlar e reparar os danos ao relacionamento.
7) Criar o caminho para um futuro juntos
Um aspecto crucial para a saúde da relação é criar mais significados compartilhados. Para isso, é necessário trabalhar os rituais de conexão e o projeto de vida em comum do casal. Tudo isso varia de casal para casal, mas cito alguns exemplos para facilitar a compreensão:
- Hábitos, costumes, práticas: dar um passeio de mãos dadas a cada manhã de domingo, ir num determinado restaurante que possui um significado especial para os dois, praticar caminhada juntos, celebrar certas datas de um modo específico.
- Narrativas e mitos: refere-se ao modo como o casal relembra e reconta os eventos marcantes de sua relação, acrescentando narrativa a seus “mitos” compartilhados (estávamos mesmo predestinados um ao outro). As narrativas e mitos refletem o caráter único e especial que o casal confere a esses eventos, a sua história. E refletem, também, o seu grau de conexão.
- Símbolos: trata-se de tudo aquilo a que o casal atribui um significado simbólico positivo para a relação, seja “a nossa música”, “o nosso filme”, “o nosso lugar”, etc.
- Propósito de vida: finalmente, como propósito de vida, entram valores, objetivos, sonhos compartilhados e como o casal pretende alcançá-los. É fundamental que os dois partilhem os mesmos objetivos e que encontrem meios para realizá-los.

* Bibianna Teodori é Executive e Master Coach, idealizadora e fundadora da Positive Transformation Coaching. Autora do livro “Coaching para pais e mães – Saiba como fazer a diferença no desenvolvimento de seus filhos” e coautora de "Coaching na Prática - Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”. www.bibiannateodoricoach.com.br

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Você já planejou sua carreira para 2016?


* Por Dolores Affonso
É isso mesmo. Não é um erro de digitação, nem você leu errado! Estou falando do planejamento da sua carreira para 2016 sim. Se você deseja estar em um nível diferente, numa outra empresa, num cargo específico; ou seja, ter o sucesso que você quer em 2016, precisa começar a se mexer já!
Isso não significa que o ano de 2015 está perdido ou será só de planos; muito pelo contrário, será de planejamento e aplicação prática! Mas o planejamento tem que começar agora. Você deve saber que todas as empresas que não querem ficar “apagando incêndios” diariamente fazem planejamentos de curto, médio e longo prazos, que são revistos periodicamente e constantemente adaptados à nova realidade.
E você? Tem feito isso com sua carreira? Todo profissional que não quer ficar para trás e que tem objetivos definidos deve fazer o mesmo.
Você já deve ter ouvido falar que, num bom planejamento, as empresas avaliam o mercado, buscando oportunidades que possam aproveitar e ameaças que devem evitar e se avaliam internamente, observando as forças que precisam manter e as fraquezas que devem melhorar. Para isso, costumam usar a Matriz SWOT.
Para quem não sabe o que é, a Matriz SWOT - Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) - tem o objetivo de ajudar nesta análise e na construção de cenários para planejamento das ações.
Na gestão de carreira, com um coaching, é possível fazer o mesmo: planejar, construir cenários e realizar ações, alcançando os objetivos.
Para você entender melhor e começar já a aplicar as ferramentas de coaching para obter os resultados que almeja e estar no patamar que deseja em 2016, ou quem sabe ainda em 2015, compartilho uma das ferramentas mais poderosas: a Matriz SWOT.
Transportando a matriz empresarial para sua carreira, podemos considerar que:
Análise Externa: diz respeito ao mercado de trabalho, com suas oportunidades e ameaças. Neste contexto, você deve analisar e listar todas as oportunidades: novas posições na empresa, outras empresas, novos nichos, novas leis, ou seja, os movimentos do mercado. Com relação às ameaças, deve ficar atento aos concorrentes diretos e indiretos dentro da empresa e fora dela, mudanças na empresa, movimentos do mercado etc.
Análise Interna: diz respeito a você, seus pontos fortes e fracos. Deve ser muito sincero e crítico consigo mesmo nesta etapa, pois é preciso analisar-se com cuidado. Liste suas habilidades, competências, potencial, mas avalie também suas dificuldades e limitações em todas as áreas.
Após listar tudo isso, reflita sobre cada quadrante que combina:
Fraquezas e Ameaças: identifique como suas fraquezas, se combinadas às ameaças, podem prejudicar sua carreira e como você pode diminuir este impacto negativo. Trabalhe nas suas fraquezas, melhorando-as. Busque um novo conhecimento, uma nova habilidade etc.
Fraquezas e Oportunidades: desenvolva estratégias que possam minimizar os pontos fracos, juntamente com o aproveitamento das oportunidades. Busque crescimento, desenvolvimento, mudança.
Forças e Ameaças: tire o máximo proveito dos seus pontos fortes. Use-os para minimizar as ameaças. Utilize suas competências e habilidades.
Força e Oportunidades: aproveite ao máximo as oportunidades, sempre usando seus pontos fortes para potencializá-las.
Pense nisso, aplique e veja os resultados em sua carreira!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com ).
Dolores Affonso

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional e professora. Ajuda pessoas a superarem suas deficiências e limitações, alcançando autonomia, liberdade e sucesso para viverem uma vida plena.
Especialista em Marketing pela FGV e em Design Instrucional para EaD pela FACEL, é graduada em Administração de Empresas e pós-graduanda em Educação Especial pela UCDB. Diretora Executiva da Affonso & Araujo Consultoria, desenvolve e ministra cursos, disciplinas e consultorias em Marketing e Empreendedorismo Digital, RH, Design Instrucional, Acessibilidade, Novas tecnologias e Inclusão para diversas empresas. É membro da ANATED - Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância, da ABRADI - Associação Brasileira de Desenho Instrucional e do Programa Rompendo Barreiras da Uerj.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O poder do bom humor e do otimismo

* Por Erik Penna
“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.” (Steve Beckman)

Mais um ano se inicia e novamente percebo muitas pessoas pessimistas, de mau humor, falando em crise e tempos difíceis. E o pior é que há muitos pessimistas inteligentes.
Cuidado! Se não nos blindamos contra isso, eles nos convencem com tanto negativismo, freiam nossas ações corajosas e inovadoras, nos instigam a agir cada vez menos que, de fato, nosso desempenho tende a diminuir.
Comece a prestar atenção nas suas conversas e o que tem falado com seus amigos e colegas de trabalho, afinal, Aristóteles já escreveu: “Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.
O psicólogo Daniel Goleman relata em sua obra “O cérebro e a inteligência emocional” que, para uma melhor eficácia pessoal, temos que estar no melhor estado interior e que as pessoas de bom humor costumam ser mais criativas, melhores na resolução de problemas, possuem maior flexibilidade mental e são mais eficazes na tomada de decisões. Por outro lado, também aponta que a vantagem de estar mal humorado gera uma maior atenção aos detalhes e isso é muito útil, por exemplo, quando se tem que ler um contrato. Contudo, o mau humor nos deixa menos agradável com as pessoas que nos rodeiam, podendo assim, atrapalhar a sinergia da equipe e reduzir a eficácia de todos.
Pare para pensar como é gostoso trabalhar ou ser atendido por uma pessoa alegre, bem humorada e de bem com a vida. Isso nos transmite energia positiva, pois o otimismo é contagiante e nos impulsiona para as mais belas conquistas. Durante esse ano se proponha a ser mais bem humorado e otimista e lembre-se do que disse Mahatma Gandhi: “Se queres mudar o mundo, muda-te a ti mesmo”.
Bob Iger, chefão da Disney, afirmou durante uma entrevista para a revista Veja em 2013, que são avaliados diversos requisitos na hora de contratar uma pessoa e que uma das principais características para se trabalhar na Disney é que ela seja pró ativa e otimista.
A revista Você S.A de janeiro/2015 trata a importância da atitude positiva em meio a tantas incertezas. Então, que tal começar o dia tomando uma dose de vitamina “O” de OTIMISMO? Essa é inclusive a proposta de Allan Percy no livro “As Vantagens de ser Otimista”. O autor defende que ser otimista não significa que não enfrentaremos problemas, e sim que o nosso comportamento será melhor e mais produtivo diante dos obstáculos, e isso pode facilitar a resolução de fatos aparentemente adversos.
Percy cita o exemplo de Thomas Edison que, mesmo quando um incêndio atingiu sua oficina, destruindo tudo o que havia lá dentro - inclusive alguns inventos inacabados, Edison disse: “Todos os nossos erros foram queimados. Graças a Deus podemos começar de novo”. 

Portanto, lembre-se: você não controla tudo que acontece em sua vida, mas decide de que forma vai agir com as coisas que acontecem com você.


* Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”.
Site: www.erikpenna.com.br


Sobre Erik Penna
É especialista em vendas, consultor e palestrante. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté.
Aborda nas palestras ensinamentos baseados nas experiências vivenciadas por ele durante a sua carreira como executivo de vendas, professor, escritor, motivador de equipes e gestor corporativo. É autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10” e co-autor dos livros “Gigantes das Vendas” e “Gigantes da Motivação”. Site: www.erikpenna.com.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como transformar a inveja em um sentimento produtivo



Certo dia, em uma reunião só de mulheres em minha casa, uma amiga fez uma pergunta que me pareceu ao mesmo tempo instigadora e perigosa:

"O que invejamos umas nas outras?".

A pergunta suscitou constrangimento, olhares voltados para o chão, risadas nervosas, desconforto...

Mas, eis que chegou o momento da redenção: uma das integrantes da roda passou a confidenciar o que invejava em relação às demais presentes. Curiosamente, esse início corajoso fez com que, aos poucos, o clima desanuviasse. Em efeito dominó, todas nós começamos a dizer as qualidades que gostaríamos de ter e eram representadas pela colega do lado. Identificamos características como beleza, sedução, facilidade para escrita, criatividade, capacidade para ganhar dinheiro, carisma, simpatia, e assim por diante.

Todas estavam tão à vontade que uma das mulheres não hesitou em reclamar:

"E eu? Ninguém vai falar de mim? O que vocês invejam em mim? Será que eu não tenho nada para ser invejado?".

O resultado não podia ter sido melhor. Estavam ali sete mulheres sem receio de se expor e, de alguma forma, deixando as sombras entre si desaparecerem com a luz que advinha de pequenas frestas abertas em suas janelas. Foi um momento terapêutico e de muita cumplicidade.

E quanto a você, algum dia sentiu-se frustrado porque um colega de trabalho conquistou a posição que tanto almejava ou aquele amigo, com menos experiência e estudo, conseguiu consolidar um patrimônio financeiro maior do que o seu? Já se surpreendeu pensando que venderia 10% da sua inteligência para conquistar maior beleza física e magnetismo pessoal? Experimentou a desagradável sensação de pequenez em uma festa, reunião familiar ou evento social em que alguém brilhou mais que você, mostrando-se comunicativo e cativante?

Se você já se viu como protagonista de cenas como essas ou outras semelhantes, seja bem-vindo ao mundo dos "normais"! A inveja é um dos sentimentos mais comuns entre os seres humanos. Mas por que esse sentimento costuma ser tão constrangedor?

O preconceito contra a inveja é milenar. Nossa cultura estabelece como crença e valor que se trata de um sentimento a ser negado, pois é considerado sintoma de falta de caráter, uma verdadeira anomalia social. Na tradição judaica, por exemplo, a inveja motivou Caim a matar Abel, ao passo que os cristãos a incluíram entre os sete pecados capitais.

Se você acha que estou exagerando, experimente admitir, em um bate-papo com colegas de trabalho, que alguém do staff da mesma empresa desperta a sua inveja. Você correrá o risco de ser alvo de fofocas e receber do grupo uma atitude de isolamento por ser considerado um elemento perigoso à organização. Essa pressão psicológica contribui para alimentar um sentimento de culpa aos nos flagrarmos invejando as habilidades do outro, como se isso representasse uma ameaça às qualidades necessárias para mantermos o status de "pessoas de bem".

É necessário livrar-se da culpa e humanizar a inveja

Nenhum sentimento por si só é bom ou ruim. Tudo depende da forma de administrá-lo. É preciso saber reconhecer e evitar a inveja destrutiva, que nada mais é do que a arma dos incompetentes, cujo gatilho está no prazer pelo insucesso do outro. É um tipo de sentimento relacionado a conflitos internos e corrosivos resultantes do complexo de inferioridade e da autoimagem negativa, podendo gerar ressentimentos e um profundo pessimismo existencial. Sem conseguir sair do lugar, a única válvula de escape é maldizer o sucesso alheio.

Por outro lado, quando bem gerenciada, a inveja pode tornar-se produtiva, tirando-nos do comodismo e nos impulsionando a uma competição saudável para enfrentar desafios. Evidentemente, o processo não é tão simples assim e exige que invistamos pesado em uma reforma íntima.

Imagine-se como um arquiteto, cujo principal projeto é melhorar a sua morada interior. E você pode começar iluminando os cantos mais escuros, como é o caso da inveja. A rigor, o simples fato de reconhecer a sua existência já é uma forma de reduzir as sombras e torná-la um sentimento mais produtivo e enriquecedor.

Eis algumas sugestões para esse trabalho de burilamento interior:

  • Realize uma autoanálise, avaliando sem preconceitos os próprios sentimentos;
  • Olhe-se com mais compaixão, procurando aceitar que você não está imune ao sentimento de inveja, o qual é inerente ao ser humano;
  • Não reprima sua inveja; antes, procure entender o que significa esse sentimento dentro de você e use-o como elemento propulsor para a criatividade;
  • Reconheça que a inveja pode ser fator de crescimento quando é propulsora de ações para a conquista de desejos;
  • Procure objetivar o processo de autoavaliação respondendo a questões como: O que invejo é possível de ser conquistado? Que conhecimentos preciso obter? Quais habilidades precisam ser desenvolvidas?
  • Não sofra pelo sucesso alheio; otimize seu tempo e sua energia traçando metas para atingir seus objetivos;
  • Não tenha vergonha de perguntar para as pessoas que você considera ter qualidades invejáveis qual é o segredo do sucesso delas;
  • Conscientize-se de suas habilidades a serem exploradas e valorizadas;
  • Direcione seus talentos e habilidades em seu próprio benefício;
  • Tenha coragem para admitir e corrigir suas falhas;
  • Avalie constantemente os resultados alcançados;
  • Se sentir necessidade, procure ajuda terapêutica.

Inveja = defeito

- Só o outro possui características positivas a serem admiradas;
- Sou eterno espectador do sucesso alheio;
- Dedico-me a destruir quem tem aquilo que ambiciono;
- Desperdiço tempo, deixando de viver plenamente quem sou e mantendo meus próprios talentos ocultos;
- Tenho desejos, mas não faço nada para conquistá-los;
- Não concretizo meus sonhos e até saboto as possíveis oportunidades.

Inveja = virtude

- Sou capaz de me autoanalisar, sem o perigo do autoengano;
- Esse encontro comigo mesmo estimula meu crescimento pessoal;
- Não sinto dor pelo sucesso do outro; isso funciona como elemento propulsor para minha mudança;
- Equilibro minhas relações interpessoais e realizo movimentos de empatia;
- Aproximo-me mais das pessoas a quem admiro;
- Luto para conseguir aquilo que quero.

Em nossa vida não precisamos ficar como eternos
voyeurs rancorosos do sucesso alheio nem nos colocarmos na posição de vítimas abandonadas pelo destino. É possível fazer da inveja uma alavanca que nos conduza a um maior comprometimento com a autorrealização e com um jeito mais produtivo de viver.

Você não é o último ser humano da Terra por sentir inveja, mas pode estar entre os primeiros a transformá-la em fonte de inúmeras vitórias!




Eunice Mendes
 é atriz, pedagoga e especialista em Comunicação Empresarial há mais de 30 anos com 03 livros já publicados.

 
www.eunicemendes.com.br.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Você é um colaborador vaca leiteira, estrela ou abacaxi?

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com )

* Por Dolores Affonso
Você já ouviu falar em Matriz BCG? Acredito que sim! Mas se você não sabe o que é, vamos lá! A Matriz BCG é uma análise gráfica desenvolvida por Bruce Henderson para a empresa de consultoria empresarial americana Boston Consulting Group, em 1970. Tem como principal objetivo analisar produtos com relação à sua participação de mercado, potencial, crescimento, desempenho etc., segmentando o portifólio de acordo com o ciclo de vida.
Toda empresa precisa saber a situação de seus produtos para decidir o que fazer, se investe neles ou tira do mercado. Parte do sucesso de uma empresa é compreender com exatidão sua situação de mercado para tomar as decisões corretas.
Mas você já ouviu falar em Matriz BCG de pessoas? Para analisar os colaboradores e embasar a tomada de decisão da liderança e alta gerência? Você já vai entender!
A Matriz BCG é dividida em duas partes:

- Participação de mercado: qual fatia de mercado este produto possui, principalmente se comparado aos concorrentes?
- Crescimento do mercado: qual o desenvolvimento deste mercado, taxas de crescimento, potencial etc.?
Dentro destas áreas, podemos observar os quadrantes: Estrela, Ponto de interrogação, Vaca leiteira e Abacaxi.
Agora pense: toda empresa precisa analisar muito bem um de seus maiores ativos: o capital humano! Por que não adaptar a Matriz BCG para analisar seu potencial, desempenho etc. e tomar a decisão certa de investir no colaborador ou “tirar do mercado” (demitir)? Parece estranho, não é mesmo? Mas não é!
Vamos redefinir as duas áreas principais da matriz:
Participação de mercado = Participação e Desempenho no trabalho: analisa-se o comportamento, força de trabalho, resultados, enfim, a participação individual e em equipe do colaborador e seu desempenho geral e específico.
Crescimento de mercado = Crescimento e potencial: analisa-se o crescimento do colaborador na organização, seu interesse em mudar, sua busca por conhecimento, suas habilidades e o potencial que ele tem.
Depois, divide-se nos quadrantes:
- Estrela: são colaboradores com alto desempenho, muitas habilidades e que estão sempre em busca de mudança, crescimento e desenvolvimento, gerando excelentes resultados. Precisam de grandes investimentos, pois buscam inovação, novas formações, tecnologias, são criativos e com espírito de liderança. Se bem aproveitados, podem se tornar colaboradores de altíssima performance, inclusive em segmentos específicos, e grandes líderes!
- Ponto de interrogação: são colaboradores conhecidos como problemáticos. Possuem baixo desempenho, mas inúmeras habilidades mal aproveitadas e estão sempre em busca de crescimento e desenvolvimento. Encontram dificuldades em gerar os resultados que a empresa precisa, mas, com investimentos, seja em treinamento, mentoring, coaching etc. podem se tornar excelentes profissionais! Por outro lado, se não forem bem orientados, podem se tornar abacaxis!
- Vaca leiteira: são colaboradores com excelente desempenho, muito tempo de carreira, mas que estão estagnados e não buscam novos conhecimentos, desenvolvimento de novas habilidades, crescimento e não inovam no dia a dia. Como geram ótimos resultados, a empresa costuma mantê-los. Se bem aproveitados, orientados e motivados, podem se tornar mentores e melhorar os resultados de profissionais como os “Pontos de interrogação”. E o mais interessante, é que podem ser muito beneficiados com a dinâmica, inovação e avidez por desenvolvimento do seu mentorado!
- Abacaxi: são colaboradores com baixo desempenho que não buscam crescimento, não inovam, não desenvolvem habilidades; ou seja, estão acomodados! Precisam de altos investimentos em formação, treinamento, motivação, mentoring, coaching etc. para tentar reverter o quadro. É possível, mas, na maioria das vezes, a empresa opta por investir naqueles com maior potencial de resultados e acaba por demiti-los.
E você, o que é? Estrela, Ponto de Interrogação, Vaca Leiteira ou Abacaxi? Ou melhor, o que você quer ser? Sempre é tempo de mudar!


.
Dolores Affonso
Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional e professora. Ajuda pessoas a superarem suas deficiências e limitações, alcançando autonomia, liberdade e sucesso para viverem uma vida plena.

Especialista em Marketing pela FGV e em Design Instrucional para EaD pela FACEL, é graduada em Administração de Empresas e pós-graduanda em Educação Especial pela UCDB. Diretora Executiva da Affonso & Araujo Consultoria, desenvolve e ministra cursos, disciplinas e consultorias em Marketing e Empreendedorismo Digital, RH, Design Instrucional, Acessibilidade, Novas tecnologias e Inclusão para diversas empresas. É membro da ANATED - Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância, da ABRADI - Associação Brasileira de Desenho Instrucional e do Programa Rompendo Barreiras da Uerj.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

As 7 práticas para a excelência na liderança

Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site:www.erikpenna.com.br

* Por Erik Penna
Muitas organizações querem melhorar os resultados e ampliar a desempenho da sua equipe, mas não sabem como ou por onde começar. Eu acredito que a liderança é o “X” da questão e o caminho certo.
James Hunter, autor do livro “O Monge e o executivo”, define liderança como a habilidade de influenciar pessoas a trabalhar entusiasticamente para atingir objetivos estabelecidos e em prol do bem comum. Ou seja, o papel da liderança é fundamental nas corporações bem sucedidas.

Presenciei na prática como o líder faz toda diferença quando fiz um curso com o Instituto Disney. Lá, descobri que a gestão de excelência busca o lucro, mas isso só acontecerá se existir: práticas de encantamento de clientes externos; funcionários satisfeitos, motivados e bem treinados e uma liderança que ensine, inspire e transforme pessoas e resultados.
Faça uma autorreflexão sobre sua performance e as sete práticas para a excelência na liderança que cito a seguir:
1) Paixão

É fundamental ter paixão pelo que se faz. Uma frase do filósofo Confúcio expressa bem esse conceito: “Encontre um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Todos nós temos problemas, mas quando fazemos o que gostamos, a paixão vira amor, as dificuldades viram etapas e os resultados acontecem.
E você, tem chegado entusiasmado no trabalho com aquela paixão no primeiro dia?

2) Comunicação
Como tem sido a comunicação com a sua equipe e pessoas ao seu redor? Tem uma frase do Duda Mendonça, um publicitário que eu gosto muito, que diz que comunicação não é o que a gente fala, e sim o que o outro entende.
Eu digo isso porque visito várias empresas em treinamentos e palestras e percebo que alguns funcionários têm medo dos seus líderes. Quando eles estão em algum tipo de apresentação ou recebem instruções de seus superiores, dizem que entenderam por insegurança ou medo. Ocorre que, de fato, isso não é verdade e resulta num desacordo com o que o líder esperava.

3) Meta

O filósofo Sêneca já disse: “Não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe onde ir”.
A meta precisa estar aliada a um bom planejamento e um ótimo monitoramento. Meta é saber aonde quer chegar, planejamento é como chegar e o monitoramento é o acompanhamento que você precisa fazer para este processo ser efetivado com sucesso. Uma dica para ajudar a traçar uma meta corretamente está no sistema SMART, ou seja, ela precisa ser bem Específica, Mensurável, Alcançável, Relevante e Temporal.
4) Disciplina
Disciplina é fazer o que tem que ser feito, ou seja, não adianta fazer apenas o que se tem vontade e sim, fazer o que for necessário para conquistar o objetivo desejado. E mais: disciplina aliada ao foco. Visitando muitas empresas tenho visto líderes atirando para todos os lados. Eles acabam se esquecendo de focar naquilo que é realmente importante e que precisa ser feito.

5) Motivação
Um grande líder precisa saber envolver as pessoas, motivar todos os integrantes da equipe. Com isso, conseguirá transformar interesses individuais em objetivos comuns.
Segundo a teoria do especialista no assunto, o psicólogo David McClelland, a motivação é algo intrínseco, ou seja, de dentro para fora. Mas cabe ao líder criar um ambiente motivador para que o próprio colaborador se automotive. Fatores como desafios constantes, reconhecimento, elogio, possibilidades de crescimento profissional e um bom clima organizacional, favorecem para que os números e os resultados cresçam.
6) Resultados
Nada convence mais do que resultado, portanto, não fique trocando resultado por desculpas. Alguns líderes que não conseguem seus objetivos começam a se justificar e desculpar o tempo todo. Lembre-se ainda que o resultado não deve ser conquistado a qualquer custo ou preço, afinal, o líder deve ser exemplo para os demais.
7) Equilíbrio
Um verdadeiro líder precisa saber administrar o tempo, conciliar a carreira profissional e a vida pessoal, para não correr o risco de ser apenas um grande líder profissional. Ele precisa ter tempo para poder cuidar dos outros pilares que compõem a felicidade, por exemplo, dedicar-se à família. Afinal, não há sucesso profissional que compense o fracasso pessoal.
Acredito que o verdadeiro sucesso é ser feliz, portanto, aproveite intensamente cada momento, só assim a felicidade será plena.


Sobre Erik Penna
É especialista em vendas, consultor e palestrante. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté.
Aborda nas palestras ensinamentos baseados nas experiências vivenciadas por ele durante a sua carreira como executivo de vendas, professor, escritor, motivador de equipes e gestor corporativo. É autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10” e co-autor dos livros “Gigantes das Vendas” e “Gigantes da Motivação”. Site: www.erikpenna.com.br