quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Como transformar a inveja em um sentimento produtivo



Certo dia, em uma reunião só de mulheres em minha casa, uma amiga fez uma pergunta que me pareceu ao mesmo tempo instigadora e perigosa:

"O que invejamos umas nas outras?".

A pergunta suscitou constrangimento, olhares voltados para o chão, risadas nervosas, desconforto...

Mas, eis que chegou o momento da redenção: uma das integrantes da roda passou a confidenciar o que invejava em relação às demais presentes. Curiosamente, esse início corajoso fez com que, aos poucos, o clima desanuviasse. Em efeito dominó, todas nós começamos a dizer as qualidades que gostaríamos de ter e eram representadas pela colega do lado. Identificamos características como beleza, sedução, facilidade para escrita, criatividade, capacidade para ganhar dinheiro, carisma, simpatia, e assim por diante.

Todas estavam tão à vontade que uma das mulheres não hesitou em reclamar:

"E eu? Ninguém vai falar de mim? O que vocês invejam em mim? Será que eu não tenho nada para ser invejado?".

O resultado não podia ter sido melhor. Estavam ali sete mulheres sem receio de se expor e, de alguma forma, deixando as sombras entre si desaparecerem com a luz que advinha de pequenas frestas abertas em suas janelas. Foi um momento terapêutico e de muita cumplicidade.

E quanto a você, algum dia sentiu-se frustrado porque um colega de trabalho conquistou a posição que tanto almejava ou aquele amigo, com menos experiência e estudo, conseguiu consolidar um patrimônio financeiro maior do que o seu? Já se surpreendeu pensando que venderia 10% da sua inteligência para conquistar maior beleza física e magnetismo pessoal? Experimentou a desagradável sensação de pequenez em uma festa, reunião familiar ou evento social em que alguém brilhou mais que você, mostrando-se comunicativo e cativante?

Se você já se viu como protagonista de cenas como essas ou outras semelhantes, seja bem-vindo ao mundo dos "normais"! A inveja é um dos sentimentos mais comuns entre os seres humanos. Mas por que esse sentimento costuma ser tão constrangedor?

O preconceito contra a inveja é milenar. Nossa cultura estabelece como crença e valor que se trata de um sentimento a ser negado, pois é considerado sintoma de falta de caráter, uma verdadeira anomalia social. Na tradição judaica, por exemplo, a inveja motivou Caim a matar Abel, ao passo que os cristãos a incluíram entre os sete pecados capitais.

Se você acha que estou exagerando, experimente admitir, em um bate-papo com colegas de trabalho, que alguém do staff da mesma empresa desperta a sua inveja. Você correrá o risco de ser alvo de fofocas e receber do grupo uma atitude de isolamento por ser considerado um elemento perigoso à organização. Essa pressão psicológica contribui para alimentar um sentimento de culpa aos nos flagrarmos invejando as habilidades do outro, como se isso representasse uma ameaça às qualidades necessárias para mantermos o status de "pessoas de bem".

É necessário livrar-se da culpa e humanizar a inveja

Nenhum sentimento por si só é bom ou ruim. Tudo depende da forma de administrá-lo. É preciso saber reconhecer e evitar a inveja destrutiva, que nada mais é do que a arma dos incompetentes, cujo gatilho está no prazer pelo insucesso do outro. É um tipo de sentimento relacionado a conflitos internos e corrosivos resultantes do complexo de inferioridade e da autoimagem negativa, podendo gerar ressentimentos e um profundo pessimismo existencial. Sem conseguir sair do lugar, a única válvula de escape é maldizer o sucesso alheio.

Por outro lado, quando bem gerenciada, a inveja pode tornar-se produtiva, tirando-nos do comodismo e nos impulsionando a uma competição saudável para enfrentar desafios. Evidentemente, o processo não é tão simples assim e exige que invistamos pesado em uma reforma íntima.

Imagine-se como um arquiteto, cujo principal projeto é melhorar a sua morada interior. E você pode começar iluminando os cantos mais escuros, como é o caso da inveja. A rigor, o simples fato de reconhecer a sua existência já é uma forma de reduzir as sombras e torná-la um sentimento mais produtivo e enriquecedor.

Eis algumas sugestões para esse trabalho de burilamento interior:

  • Realize uma autoanálise, avaliando sem preconceitos os próprios sentimentos;
  • Olhe-se com mais compaixão, procurando aceitar que você não está imune ao sentimento de inveja, o qual é inerente ao ser humano;
  • Não reprima sua inveja; antes, procure entender o que significa esse sentimento dentro de você e use-o como elemento propulsor para a criatividade;
  • Reconheça que a inveja pode ser fator de crescimento quando é propulsora de ações para a conquista de desejos;
  • Procure objetivar o processo de autoavaliação respondendo a questões como: O que invejo é possível de ser conquistado? Que conhecimentos preciso obter? Quais habilidades precisam ser desenvolvidas?
  • Não sofra pelo sucesso alheio; otimize seu tempo e sua energia traçando metas para atingir seus objetivos;
  • Não tenha vergonha de perguntar para as pessoas que você considera ter qualidades invejáveis qual é o segredo do sucesso delas;
  • Conscientize-se de suas habilidades a serem exploradas e valorizadas;
  • Direcione seus talentos e habilidades em seu próprio benefício;
  • Tenha coragem para admitir e corrigir suas falhas;
  • Avalie constantemente os resultados alcançados;
  • Se sentir necessidade, procure ajuda terapêutica.

Inveja = defeito

- Só o outro possui características positivas a serem admiradas;
- Sou eterno espectador do sucesso alheio;
- Dedico-me a destruir quem tem aquilo que ambiciono;
- Desperdiço tempo, deixando de viver plenamente quem sou e mantendo meus próprios talentos ocultos;
- Tenho desejos, mas não faço nada para conquistá-los;
- Não concretizo meus sonhos e até saboto as possíveis oportunidades.

Inveja = virtude

- Sou capaz de me autoanalisar, sem o perigo do autoengano;
- Esse encontro comigo mesmo estimula meu crescimento pessoal;
- Não sinto dor pelo sucesso do outro; isso funciona como elemento propulsor para minha mudança;
- Equilibro minhas relações interpessoais e realizo movimentos de empatia;
- Aproximo-me mais das pessoas a quem admiro;
- Luto para conseguir aquilo que quero.

Em nossa vida não precisamos ficar como eternos
voyeurs rancorosos do sucesso alheio nem nos colocarmos na posição de vítimas abandonadas pelo destino. É possível fazer da inveja uma alavanca que nos conduza a um maior comprometimento com a autorrealização e com um jeito mais produtivo de viver.

Você não é o último ser humano da Terra por sentir inveja, mas pode estar entre os primeiros a transformá-la em fonte de inúmeras vitórias!




Eunice Mendes
 é atriz, pedagoga e especialista em Comunicação Empresarial há mais de 30 anos com 03 livros já publicados.

 
www.eunicemendes.com.br.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Você é um colaborador vaca leiteira, estrela ou abacaxi?

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade (www.congressodeacessibilidade.com )

* Por Dolores Affonso
Você já ouviu falar em Matriz BCG? Acredito que sim! Mas se você não sabe o que é, vamos lá! A Matriz BCG é uma análise gráfica desenvolvida por Bruce Henderson para a empresa de consultoria empresarial americana Boston Consulting Group, em 1970. Tem como principal objetivo analisar produtos com relação à sua participação de mercado, potencial, crescimento, desempenho etc., segmentando o portifólio de acordo com o ciclo de vida.
Toda empresa precisa saber a situação de seus produtos para decidir o que fazer, se investe neles ou tira do mercado. Parte do sucesso de uma empresa é compreender com exatidão sua situação de mercado para tomar as decisões corretas.
Mas você já ouviu falar em Matriz BCG de pessoas? Para analisar os colaboradores e embasar a tomada de decisão da liderança e alta gerência? Você já vai entender!
A Matriz BCG é dividida em duas partes:

- Participação de mercado: qual fatia de mercado este produto possui, principalmente se comparado aos concorrentes?
- Crescimento do mercado: qual o desenvolvimento deste mercado, taxas de crescimento, potencial etc.?
Dentro destas áreas, podemos observar os quadrantes: Estrela, Ponto de interrogação, Vaca leiteira e Abacaxi.
Agora pense: toda empresa precisa analisar muito bem um de seus maiores ativos: o capital humano! Por que não adaptar a Matriz BCG para analisar seu potencial, desempenho etc. e tomar a decisão certa de investir no colaborador ou “tirar do mercado” (demitir)? Parece estranho, não é mesmo? Mas não é!
Vamos redefinir as duas áreas principais da matriz:
Participação de mercado = Participação e Desempenho no trabalho: analisa-se o comportamento, força de trabalho, resultados, enfim, a participação individual e em equipe do colaborador e seu desempenho geral e específico.
Crescimento de mercado = Crescimento e potencial: analisa-se o crescimento do colaborador na organização, seu interesse em mudar, sua busca por conhecimento, suas habilidades e o potencial que ele tem.
Depois, divide-se nos quadrantes:
- Estrela: são colaboradores com alto desempenho, muitas habilidades e que estão sempre em busca de mudança, crescimento e desenvolvimento, gerando excelentes resultados. Precisam de grandes investimentos, pois buscam inovação, novas formações, tecnologias, são criativos e com espírito de liderança. Se bem aproveitados, podem se tornar colaboradores de altíssima performance, inclusive em segmentos específicos, e grandes líderes!
- Ponto de interrogação: são colaboradores conhecidos como problemáticos. Possuem baixo desempenho, mas inúmeras habilidades mal aproveitadas e estão sempre em busca de crescimento e desenvolvimento. Encontram dificuldades em gerar os resultados que a empresa precisa, mas, com investimentos, seja em treinamento, mentoring, coaching etc. podem se tornar excelentes profissionais! Por outro lado, se não forem bem orientados, podem se tornar abacaxis!
- Vaca leiteira: são colaboradores com excelente desempenho, muito tempo de carreira, mas que estão estagnados e não buscam novos conhecimentos, desenvolvimento de novas habilidades, crescimento e não inovam no dia a dia. Como geram ótimos resultados, a empresa costuma mantê-los. Se bem aproveitados, orientados e motivados, podem se tornar mentores e melhorar os resultados de profissionais como os “Pontos de interrogação”. E o mais interessante, é que podem ser muito beneficiados com a dinâmica, inovação e avidez por desenvolvimento do seu mentorado!
- Abacaxi: são colaboradores com baixo desempenho que não buscam crescimento, não inovam, não desenvolvem habilidades; ou seja, estão acomodados! Precisam de altos investimentos em formação, treinamento, motivação, mentoring, coaching etc. para tentar reverter o quadro. É possível, mas, na maioria das vezes, a empresa opta por investir naqueles com maior potencial de resultados e acaba por demiti-los.
E você, o que é? Estrela, Ponto de Interrogação, Vaca Leiteira ou Abacaxi? Ou melhor, o que você quer ser? Sempre é tempo de mudar!


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Dolores Affonso
Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional e professora. Ajuda pessoas a superarem suas deficiências e limitações, alcançando autonomia, liberdade e sucesso para viverem uma vida plena.

Especialista em Marketing pela FGV e em Design Instrucional para EaD pela FACEL, é graduada em Administração de Empresas e pós-graduanda em Educação Especial pela UCDB. Diretora Executiva da Affonso & Araujo Consultoria, desenvolve e ministra cursos, disciplinas e consultorias em Marketing e Empreendedorismo Digital, RH, Design Instrucional, Acessibilidade, Novas tecnologias e Inclusão para diversas empresas. É membro da ANATED - Associação Nacional dos Tutores da Educação a Distância, da ABRADI - Associação Brasileira de Desenho Instrucional e do Programa Rompendo Barreiras da Uerj.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

As 7 práticas para a excelência na liderança

Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site:www.erikpenna.com.br

* Por Erik Penna
Muitas organizações querem melhorar os resultados e ampliar a desempenho da sua equipe, mas não sabem como ou por onde começar. Eu acredito que a liderança é o “X” da questão e o caminho certo.
James Hunter, autor do livro “O Monge e o executivo”, define liderança como a habilidade de influenciar pessoas a trabalhar entusiasticamente para atingir objetivos estabelecidos e em prol do bem comum. Ou seja, o papel da liderança é fundamental nas corporações bem sucedidas.

Presenciei na prática como o líder faz toda diferença quando fiz um curso com o Instituto Disney. Lá, descobri que a gestão de excelência busca o lucro, mas isso só acontecerá se existir: práticas de encantamento de clientes externos; funcionários satisfeitos, motivados e bem treinados e uma liderança que ensine, inspire e transforme pessoas e resultados.
Faça uma autorreflexão sobre sua performance e as sete práticas para a excelência na liderança que cito a seguir:
1) Paixão

É fundamental ter paixão pelo que se faz. Uma frase do filósofo Confúcio expressa bem esse conceito: “Encontre um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”. Todos nós temos problemas, mas quando fazemos o que gostamos, a paixão vira amor, as dificuldades viram etapas e os resultados acontecem.
E você, tem chegado entusiasmado no trabalho com aquela paixão no primeiro dia?

2) Comunicação
Como tem sido a comunicação com a sua equipe e pessoas ao seu redor? Tem uma frase do Duda Mendonça, um publicitário que eu gosto muito, que diz que comunicação não é o que a gente fala, e sim o que o outro entende.
Eu digo isso porque visito várias empresas em treinamentos e palestras e percebo que alguns funcionários têm medo dos seus líderes. Quando eles estão em algum tipo de apresentação ou recebem instruções de seus superiores, dizem que entenderam por insegurança ou medo. Ocorre que, de fato, isso não é verdade e resulta num desacordo com o que o líder esperava.

3) Meta

O filósofo Sêneca já disse: “Não existe vento favorável para o marinheiro que não sabe onde ir”.
A meta precisa estar aliada a um bom planejamento e um ótimo monitoramento. Meta é saber aonde quer chegar, planejamento é como chegar e o monitoramento é o acompanhamento que você precisa fazer para este processo ser efetivado com sucesso. Uma dica para ajudar a traçar uma meta corretamente está no sistema SMART, ou seja, ela precisa ser bem Específica, Mensurável, Alcançável, Relevante e Temporal.
4) Disciplina
Disciplina é fazer o que tem que ser feito, ou seja, não adianta fazer apenas o que se tem vontade e sim, fazer o que for necessário para conquistar o objetivo desejado. E mais: disciplina aliada ao foco. Visitando muitas empresas tenho visto líderes atirando para todos os lados. Eles acabam se esquecendo de focar naquilo que é realmente importante e que precisa ser feito.

5) Motivação
Um grande líder precisa saber envolver as pessoas, motivar todos os integrantes da equipe. Com isso, conseguirá transformar interesses individuais em objetivos comuns.
Segundo a teoria do especialista no assunto, o psicólogo David McClelland, a motivação é algo intrínseco, ou seja, de dentro para fora. Mas cabe ao líder criar um ambiente motivador para que o próprio colaborador se automotive. Fatores como desafios constantes, reconhecimento, elogio, possibilidades de crescimento profissional e um bom clima organizacional, favorecem para que os números e os resultados cresçam.
6) Resultados
Nada convence mais do que resultado, portanto, não fique trocando resultado por desculpas. Alguns líderes que não conseguem seus objetivos começam a se justificar e desculpar o tempo todo. Lembre-se ainda que o resultado não deve ser conquistado a qualquer custo ou preço, afinal, o líder deve ser exemplo para os demais.
7) Equilíbrio
Um verdadeiro líder precisa saber administrar o tempo, conciliar a carreira profissional e a vida pessoal, para não correr o risco de ser apenas um grande líder profissional. Ele precisa ter tempo para poder cuidar dos outros pilares que compõem a felicidade, por exemplo, dedicar-se à família. Afinal, não há sucesso profissional que compense o fracasso pessoal.
Acredito que o verdadeiro sucesso é ser feliz, portanto, aproveite intensamente cada momento, só assim a felicidade será plena.


Sobre Erik Penna
É especialista em vendas, consultor e palestrante. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté.
Aborda nas palestras ensinamentos baseados nas experiências vivenciadas por ele durante a sua carreira como executivo de vendas, professor, escritor, motivador de equipes e gestor corporativo. É autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10” e co-autor dos livros “Gigantes das Vendas” e “Gigantes da Motivação”. Site: www.erikpenna.com.br

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A busca da felicidade e auto realização


* Por Claiton Fernandez
Para viver plenamente e buscar algo que transcenda a nós mesmos, é preciso aprender a interligar de forma harmônica os quatro pilares do equilíbrio: físico, mental, emocional e espiritual.
Vamos ao entendimento dos pilares:
1- Físico: o nosso corpo tem o desempenho de acordo com os cuidados que damos a ele. Se nos alimentarmos de maneira apropriada, praticarmos exercícios físicos, fizermos exames regularmente, nos preocuparmos com o bem estar e a qualidade de vida, certamente teremos longevidade e afastaremos as doenças.
2- Mental: está associado aos nossos pensamentos, raciocínio, percepção e ideias. Um grande desafio é aprendermos a trabalhar os aspectos positivos e negativos, pois deles originam-se os nossos sentimentos, que geram as nossas atitudes e a realidade. Se a mente estiver poluída com medo, ansiedade e imagens de coisas que não nos pertencem e que não estão alinhadas aos nossos objetivos, não encontraremos nela a imagem necessária para gerar a polaridade que magnetizará o que necessitamos. É na mente que conseguimos meditar e visualizar a perfeição do que queremos.
3- Emocional: é onde estão concentrados os nossos sentimentos e emoções. Neste pilar também estão localizados os apegos, responsáveis por 97% de todo o sofrimento humano. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas. É com o emocional que criamos o combustível que move as nossas atitudes.
4- Espiritual: diz respeito à nossa conduta no caminho do bem e da prosperidade com ética, um estado de consciência que é capaz de se relacionar com “algo ou alguém superior”, auxiliando uns aos outros, independentemente da crença. Neste pilar, concentram-se os valores, a inspiração, a tomada de decisões, o comprometimento, a sustentabilidade, a inovação, a expansão da consciência.
Busque a sua essência e o equilíbrio em cada um dos pilares apresentados. Entenda que eles estão presentes em você e na sua caminhada. Cada um de nós tem uma característica e uma forma de perceber o mundo. Tudo está em movimento, nos expressamos, recebemos e imaginamos e, desta forma, criamos uma realidade. E quando o pensar e o agir estão alinhados, criamos a realidade que desejamos.
Dentro e ao redor de nosso corpo há uma energia que precisa ser mobilizada, transitando pelos vários centros do organismo, para atingir o equilíbrio e a harmonia dos quatro pilares. Os caminhos para desenvolver e estimular essa energia devem ser trilhados com cuidado, carinho e, principalmente, muito amor.
É importante que tenhamos presente que a vida é causa e efeito e que nós somos os únicos responsáveis pelo que colhemos. Bom ou ruim, a responsabilidade é nossa.
Lembre-se: você é o seu corpo, o que pensa e sente, somado aos papéis que cumpre ao longo do dia-a-dia, mas, você é também o que acredita!
Finalizo com o pensamento de Einstein:
“Nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou. É preciso ir mais longe. Eu penso 99 vezes e nada discuto. Deixo de pensar, mergulho num grande silêncio, e a verdade me é revelada. O ser humano é parte de um todo chamado por nós de universo. Uma parte limitada, no tempo e no espaço. E ele, o ser humano, experimenta a si próprio, seus pensamentos e sensações como coisas separadas do resto, uma espécie de ilusão ótica da consciência”.
* Claiton Fernandez é palestrante, consultor e educador. Autor dos livros "Caminhos de um Vencedor" e "Da Costela de Adão à Administradora Eficaz". Site: www.claitonfernandez.com.br .



Sobre Claiton Fernandez
Mestre em Administração, MBA com ênfase em Gestão Empresarial, pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e especialista em Business and Management for International Professionals pela UCI/Califórnia/EUA, Claiton Fernandez acumula experiências de sucesso como executivo de negócios e educador.

É considerado na atualidade pelo mercado corporativo e esportivo um dos palestrantes top do Brasil. Autor dos livros "Caminhos de um Vencedor" e "Da Costela de Adão à Administradora Eficaz", é também escritor de artigos com publicação nacional e internacional. Site:www.claitonfernandez.com.br