sábado, 15 de outubro de 2016

4 Dicas para arrasar no Inbound Marketing

Por Thiago Regis*

Sabemos que o mercado digital é sempre a grande aposta para empresas que querem planejar, agir e mensurar resultados, mas uma grande ferramenta tem ajudado muito na captação de novos leads altamente segmentados: o Inbound Marketing. Essa prática consiste em ganhar o interesse das pessoas por meio da geração de conteúdos altamente engajados e segmentados para um determinado tipo de público.
 As técnicas de Inbound Marketing consistem em quatro simples etapas: atrair, converter, fechar e encantar, que, no entanto, precisam ser bem planejadas e executadas. Para isso, vamos usar como exemplo uma empresa que presta consultoria no ramo de casamentos:
Como atrair clientes?
Nesta etapa é fundamental gerar conteúdos de qualidade que atraiam seu público-alvo. Após a geração destes conteúdos, é necessário divulgá-los de forma gratuita em blogs, grupos, redes sociais ou qualquer outro meio de comunicação que faça a captação desse público.

E-book (livros digitais), whitepapers  são boas alternativas para publicar um conteúdo falando sobre “10 dicas fundamentais para organizar o casamento dos sonhos”.

Como converter clientes?

Nesta etapa é necessário utilizar alguma forma de captação dos dados das pessoas interessadas no conteúdo com o chamado CTA, “Call to Action”, por meio de formulários, Chat Online, Landing Pages, entre outros. É possível ainda criar diversos conteúdos, com uma sequência de materiais que farão o “lead” ficar mais qualificado à medida que ele baixar os conteúdos disponíveis.
 Uma maneira eficiente é colocar no ar uma landing page no site ou blog com captação de dados como nome, telefone e e-mail.

Como fechar negócios com seus clientes?
Quanto maior for o caminho de consumo de conteúdos, maior será a oportunidade de transformá-lo em cliente.
E-mail Marketing, Contato via telefone, Whatsapp ou Skype são algumas das possibilidades de relacionamento com este Lead, ou seja, seu cliente direto. Todo o percurso que seu cliente em potencial seguir até este contato final é fundamental para que você tenha êxito em transformá-lo em cliente de fato. 

Como se relacionar com seus clientes?
Após a captação e entrega de seus produtos/serviços para este cliente, é fundamental manter um relacionamento para retenção, novas vendas ou até mesmo futuras indicações.
A dica é manter-se presente através de redes sociais, e-mail marketing, comunicação direta ou qualquer outro tipo de meio social, procurando entender as preferências desse consumidor e apresentando ofertas relevantes de acordo com suas necessidades.

*Thiago Regis é diretor de novos negócios da agência de marketing digital Pílula Criativa

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Empreendedorismo: como aumentar as chances de sucesso?


 

* Por Erik Penna


De alguns anos para cá, muitas pessoas estão colocando em prática um sonho antigo: empreender, ter o próprio negócio. Impulsionadas pelo desejo e aumento do desemprego, muitos abrem a própria empresa, mas a maioria fecha as portas em menos de dois anos. Por isso, é importante saber as oportunidades e desafios ao se lançar nesta área, para que as chances de sucesso sejam maiores que as de fracasso.

Empreender é materializar uma ideia, apostar num negócio, realizar sonhos. Aliás, abrir o próprio negócio está em terceiro lugar na lista dos grandes desejos dos brasileiros, perdendo apenas para quem quer comprar a casa própria e viajar pelo país.

O Brasil possui milhões de empreendedores e, recentemente, chegou à marca de 5 milhões somente de microempreendedores individuais. Dados da nova pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), feita no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), revela que 30% dos brasileiros entre 18 e 64 anos lideram uma empresa ou estão envolvidos na criação de um negócio. Em dez anos, a taxa total de empreendedorismo no Brasil aumentou de 23% em 2004, para 34,5% em 2014.

Todos podem empreender, mas alguns requisitos são fundamentais para que o sonho não vire um pesadelo. Veja algumas dicas a seguir:

- Gostar do que vai fazer: lembre-se que a empresa será sua segunda família. Não pense exclusivamente no lado financeiro, afinal, o filósofo chinês Confúcio já disse: “Encontre um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida”.

- Plano de negócio: anote detalhadamente os objetivos do seu negócio e quais passos devem ser dados para que os resultados desejados sejam alcançados. Lembre-se que uma meta sem planejamento é mera intenção.

- Aprender com os erros do outros: busque informações do segmento que pretende empreender com especialistas das áreas e, se possível, com outros empresários do setor. Desta forma, você minimizará seus equívocos aprendendo não com os próprios erros, mas sim, com os dos outros.

- Recursos: uma das formas que a empresa tem para crescer é, à medida que ela for dando lucro, você conseguir reinvestir no próprio negócio. Se ao abrir a empresa e logo nos primeiros meses você precisar fazer muitas retiradas, o capital de giro pode minguar.

- Parcerias: faça parcerias com não concorrentes, desde a troca do banco de dados/mailing de um negócio parceiro até promover eventos para atrair clientes de um para outro negócio.

- Uso da tecnologia: utilize a tecnologia como grande aliada na busca de novos clientes, como o link patrocinado do google e facebook, por exemplo, e procure estar sempre conectado sobre as novidades do setor e do que vem fazendo a concorrência.

- Qualificação própria e da equipe: Jim Collins, autor de “Empresas feitas para Vencer” já escreveu: “O principal ativo das organizações não são as pessoas, são as pessoas CERTAS”. Portanto, seja muito assertivo ao contratar, motive e qualifique seus funcionários, pois eles devem ser seus primeiros clientes.

Saber e cuidar de tudo isso não é fácil, mas que bom que não é fácil, pois fácil qualquer um faz bem, se é difícil, aí sim só para os empreendedores eficientes e competentes.

* Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”. Site: www.erikpenna.com.br


Gestão estratégica de RH e Compliance



* Alexandre Tavares

A complexidade e a multiplicação das questões trabalhistas no cenário empresarial torna evidente a necessidade de as empresas gerirem de forma estratégica e mais eficiente a área de Recursos Humanos.
Decorrência disso é a maior vigilância e a clara tendência de adoção de práticas corporativas pautadas na ética, na observância da Legislação Trabalhista e, principalmente, de práticas voltadas à melhoria no processo de Gestão de Pessoas.
Constatamos em nossas pesquisas e estudos que boa parte dos conflitos trabalhistas tem origem no desconhecimento ou em falhas na aplicação da legislação por parte do empregador e, também, do relacionamento entre colegas de trabalho nos diversos níveis da hierarquia empresarial. Contudo, parcela importante dos litígios decorre da inabilidade no trato de subordinados, que com frequência dá ensejo a pleitos de indenizações por danos morais.
De outra parte, do lado do empregador há fundadas dúvidas sobre como demitir um trabalhador por justa causa, no caso de falta grave, inclusive da prática de ato de corrupção, em voga desde a edição da Lei n° 12.846 de 1º de agosto de 2013 em vigor e que jogou luzes sobre imprescindível conduta ética nas relações de trabalho.
A lei anticorrupção estabelece normas para prevenção de conflitos de interesses públicos e privados, responsabilizando a empresa por fraudes ou atos de corrupção, mesmo que não tenha autorizado o ato ou que o ato não seja de conhecimento de seus dirigentes.
Por essa razão é recomendável a implantação de código interno de ética e de programa eficaz de Compliance Empresarial, perfilhado às melhores práticas de Gestão de Pessoas. Tais medidas impactarão positivamente no clima organizacional, pois a satisfação das pessoas por fazerem parte de um ambiente de trabalho ético e íntegro melhora sensivelmente.
Contudo, a existência de código de conduta ética não garante o sucesso efetivo do Programa de Compliance Empresarial. É, por isso, muito importante que os gestores estejam envolvidos no programa, para desenvolver e aprimorar a cultura em toda a organização, acompanhando e revisando constantemente as práticas adotadas na empresa.
Eventual conduta incompatível deve ser cuidadosamente apurada, evitando-se exposição indevida das pessoas envolvidas, mas com a adequada divulgação interna para evitar a repetição de atos ou fatos reprováveis. Sendo transparente, a empresa atrairá a confiança de seus colaboradores e gerará credibilidade para os sistemas de proteção.
Portanto, Compliance Empresarial ou Trabalhista não se dissocia da gestão eficiente dos Recursos Humanos, devendo estar no topo das prioridades dos gestores de todas as organizações.


* Alexandre Tarciso Tavares é consultor responsável pela consultoria empresarial trabalhista na empresa Pactum Consultoria Empresarial e sócio responsável pela consultoria e contencioso estratégico trabalhista empresarial da banca  Piazzeta, Boeira e Rasador Advocacia Empresarial em São Paulo. É titulado especialista em Direito e Processado Trabalho pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. É Advogado trabalhista empresarial há 15 anos com foco em  gestão estratégica de práticas trabalhistas e comportamentais.  É Articulista, Palestrante. Integrante do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais. Membro efetivo da Comissão de Direito Material do Trabalho da OAB/SP.